<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549</id><updated>2012-01-29T19:58:49.565-08:00</updated><title type='text'>Pitty que pariu </title><subtitle type='html'>&lt;center&gt; Penso muito e sempre. Do que penso algumas coisas falo, outras escrevo. Falo para quem está próximo e sabe ouvir. Escrevo para quem tem acesso a internet e interesse em ler.&lt;/center&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>80</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-2513980672126795326</id><published>2012-01-22T07:52:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T07:58:12.683-08:00</updated><title type='text'>Salvem as crianças</title><content type='html'>O blogger parece estar jogado às traças. Só parece, não se iluda. Quase que diariamente venho aqui lamber a cria. Revejo os comentários e visito o blogger dos comentadores. É uma forma de me redimir pelo distanciamento, afinal, noto que atualização não vem sendo o forte dos bloggueiros que mantenho algum contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navio naufragado na Itália, sexo sem consentimento em rede nacional, Luiza no Canadá, SOPA e um sem número de novidades animam a internet. Todas as vezes que vou escrever fico ponderando o que será que tem maior importância para se tornar um post? Tudo e nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a internet nos dá o poder de gerar conteúdos, por que será que nos conformamos em reproduzir, passar adiante, o que está pronto? Essa questão é o meu estímulo para tratar de uma discussão bastante específica, porém no bojo da comunicação e das mídias, que é o conteúdo dedicado ao público infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja ignorado por boa parte da população, a concessão para emissoras de televisão prevê horários para programação infantil, com informação, cultura e lazer apropriados para este público. E não se pode negar que alguns esforços foram felizes no sentido de fornecer um entretenimento de qualidade. Todavia, as boas intenções em gerar programas com conteúdos educativos esbarram nas questões de redução dos custos de produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo ímpar da tensão entre o desenvolvimento do entretenimento de qualidade para o público infantil e a redução dos custos de produção é o da empresa de Willian Hanna e Joseph Barbera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta empresa de animação criou sucessos como Zé Colméia, Pepe Legal, Bibo Pai e Bob Filho, Olho vivo e Faro Fino, Os Jetsons, Jonhy Quest, Os Flinstons e o até hoje aclamado Scooby Doo.  Todavia, foi também esta empresa que deixou para trás a produção de animação criteriosa e exaustiva com base cinematográfica, que empregava muitos desenhistas e era custosa em tempo e recursos, para uma produção destinada à televisão, que fazia o maior uso possível de um fundo estático, dando movimentos repetidos para os desenhos em primeiro plano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descriminando a mudança no padrão de produção: reduz o número de empregados (desenhistas, roteiristas, arte finalistas e demais), reduz o número de suprimentos (papéis, tintas e equipamentos) e de tempo de produção, aumenta exponencialmente a quantidade de episódios, reduz o preço da produção dos episódios e sobreforma o das séries (o desenho de um episódio é aproveitado em outros), amplia o potencial de lucro dos produtores e reduz significativamente a quantidade das sinapses dos consumidores. Um paradigma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil as emissoras abertas de televisão investiam em programas para público infantil, muitas das vezes com auditório. Havia apresentadores, bonecos, títeres, sorteios, brincadeiras, estímulo ao desenho, pintura, dança, música, artes em geral e até noções de cidadania, além de blocos com desenhos animados. Esses programas certamente tinham custos elevados com elenco, figurino, maquiagem, iluminação, sonoplastia, cenários, roteiro, edição, no que possa minimamente ser descrito. Agora, fazendo a vez da programação infantil, o que há é um fundo fixo e um ou dois apresentadores, falseando mais do que a falsidade pode falsear. E para não serem acusados de colocar desenho após desenho, algumas emissoras se dignam a sortear bugigangas para quem liga e participa de alguma brincadeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo inconvenientemente, pergunto: Que estímulo esse entretenimento oferece? Se posso ousar resposta, o estímulo é o de assinar a TV à cabo ávido por uma programação se não melhor, menos pior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-2513980672126795326?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/2513980672126795326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=2513980672126795326&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2513980672126795326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2513980672126795326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2012/01/salvem-as-criancas.html' title='Salvem as crianças'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-5969390003314881067</id><published>2011-12-08T16:01:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T16:27:07.881-08:00</updated><title type='text'>Almodovar, "A pele que habito" e o artista habitado</title><content type='html'>“A pele que habito”, o mais recente filme do diretor espanhol Pedro Almodovar. Nunca um filme dirigido por Almodovar pode ser considerado meramente um filme. É sempre um filme seguido de impactos, dilemas, delicadezas, polêmicas, e o que mais afete. Eis a afetação uma referência que talvez possa ser o elemento que num filme denuncia a forma distinta de Almodovar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afetação se alastra nas cenas, nos temas, nas tramas, na trilha e nas consagradas cores. É impossível não sentir. A inquietação vem pela abjeção ou pela identificação, no humor ou no drama, no que for, sempre em tons de excesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A pele que habito” é mais um roteiro de estratagema, cuja  argúcia do escritor  se revela em originalidade no amarrar de uma trama confusa, difusa. O argumento inicial confunde, fazendo crer que tudo ficará a cargo da ética médica e o uso de seres humanos em pesquisas científicas. Entrada razoável, instigante, mas o que se efetivou foi muito além.  Toda ênfase seja dada ao muito e ao além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfilam no roteiro neuroses diversas, em destaque a síndrome de Estocolmo. Não ficam de fora problematizações, reflexões, em torno do sexo, gênero e sexualidade. E na ordem dos afetos, o amor passional informa os limites, ou sua ausência, nas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o estrambótico roteiro funciona graças a uma perspicaz direção e indefectíveis atuações. Sem desmerecer o elenco, Antonio Banderas, vivendo sereno o inverossímil, e Marisa Paredes, metaforizando a sina da mulher que pauta sua existência na concepção, são os extremos destacáveis. Produção imperdível, daquelas em que o filme não acaba. Sai da sala escura e dialoga com o que fica escuro em nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-5969390003314881067?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/5969390003314881067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=5969390003314881067&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5969390003314881067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5969390003314881067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/12/almodovar-pele-que-habito-e-o-artista.html' title='Almodovar, &quot;A pele que habito&quot; e o artista habitado'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-5193226854568878952</id><published>2011-09-18T16:38:00.000-07:00</published><updated>2011-09-19T19:08:42.333-07:00</updated><title type='text'>Dois minutos para pensar nos desejos</title><content type='html'>É o dia do casamento da amiga. A maquiagem e o cabelo estão intocáveis. O zíper do vestido sobe a duras penas. A meia calça pinica a não mais poder. E antes de encerrar os pés na inclemência de um salto alto, é o momento dos adereços. Brincos, de um lado e do outro. Cordão e? E você notou que tem uma daquelas fitas de Senhor do Bonfim no pulso. Não é pequena, não é disfarçável e não combina com o traje “fino”. E agora? Arrebentar ou não a pulseira? Como ficam os pedidos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, esse é um caso típico onde a crença fica no limite. Há quem logo arrebente, há quem vá com a fita, afinal, é só mais um casamento. Na atualidade eu carrego no pulso duas dessas fitas, de cores bonitas, porém nada fáceis: uma roxa e uma rosa pink. Sim, é muita fita pra um só pulso, mas a proporção é mais ou menos essa, pois eu tenho muitos desejos para pouca vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses minha afilhada me passou o scan de sempre. Desconfio que ela me acha um ET. E talvez ela não seja a única a alimentar tal crença. O fato é que ela me perguntou para quê duas fitas no braço. Eu respondi para ela que era uma lembrança de amigos, que visitaram a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Coloca-se a pulseira no pulso e para cada nó se faz um pedido. Os olhos da criança brilharam. Quando eu pensei que ela iria me pedir uma fita, ela me atirou: e quais foram os seus pedidos? Fiquei sem reação! Depois de uns segundos hesitante, expliquei que se os pedidos fossem revelados não seriam realizados. Não satisfeita ela insistiu: tem duas fitas e um monte de nós, algum já realizou? Novamente eu paralisada com a argúcia investigativa, o FBI precisa se valer do potencial da criatura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta me deixou encrencada comigo. Eu não lembro dos pedidos. Ok, pra não passar como mentirosa, eu lembro apenas de um dos pedidos, e ele realmente foi realizado. Portanto, nem cogito arrebentar as fitas. Deixarei-as quietas até arrebentarem, e já estou satisfeita. A moral do relato é que pedimos tanto que sequer temos tempo pra contemplar a graça que alcançamos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente o destino me pregou uma peça. Arquitetou uma oportunidade muito objetiva que eu iria deixar passar por preguiça, falta de tempo, falta de interesse e a desculpa mais que eu pudesse dar. Um belo dia o estalo. Tudo estava desenhado absolutamente conforme eu desejei, quatro anos antes. Sou só gratidão! E claro, toda dávida merece retribuição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-5193226854568878952?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/5193226854568878952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=5193226854568878952&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5193226854568878952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5193226854568878952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/09/dois-minutos-para-pensar-nos-desejos.html' title='Dois minutos para pensar nos desejos'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-3339030298363163147</id><published>2011-08-24T04:50:00.000-07:00</published><updated>2011-08-24T04:58:09.328-07:00</updated><title type='text'>Porque flanar é perambular com inteligência</title><content type='html'>O título desse post é uma homenagem ao cronista João do Rio. Me valho de uma máxima de João do Rio para endossar a idéia de que o Centro do Rio é uma delícia. As ruas, os prédios, os serviços, o comércio, os tipos urbanos e uma série interminável de detalhes concentrados. A ida ao centro nunca é vazia, pois é ali onde tudo acontece, tudo se resolve. E é também o local onde a cultura fervilha. Música, teatro, cinema, bibliotecas, museus, centros culturais, galerias, exposições e intervenções. Passeando numa terça-feira de clima ameno, fiquei entregue ao que estivesse no caminho. E nesse clima fui brindada com uma exposição e um filme.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para olhos e ouvidos comuns a vida de um músico, para os aguçados uma miríade de informações vibrantes. Assim é a exposição "Queremos Miles", em cartaz no CCBB. A mostra reúne música, fotografia, história, arte e design enquanto traça a vida, a carreira e a obra de Miles Davis. Meramente imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miles Davis é cria de uma família de negros, dita burguesa dos EUA. Sua adolescência fora dividida entre o desejo da mãe que era o de que ele estudasse piano, um instrumento de brancos, e o seu interesse pelo trompete, instrumento maior do estilo musical que o consagraria como um gênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A genialidade do músico e o conforto financeiro não o pouparam das complicações e oscilações do metiê artístico, e mesmo da violência justificada pelo preconceito racial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição é excelente, contando com farto acervo fotográfico, fonográfico, audiovisual e objetos. Os textos que conduzem o visitante são objetivos, enxutos. A montagem apresenta suaves tropeços na construção cronológica, porém nada que comprometa a concatenação entre as fases e facetas da vida do músico e de sua produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro proveito foi um filme. Sabe quando você tropeça na frente do cinema e quando dá conta está sentado na sala escura a espera de uma surpresa? Exatamente assim assisti “Tudo ficará bem”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme foi produzido e rodado na Dinamarca, com direção e roteiro assinados por Christoffer Boe. Explora as obsessões e crises de criatividade de um roteirista e diretor de cinema, a instigante metalinguagem, onde as angústias oscilam entre a ficção e a realidade, sem barreiras ou distinções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro do filme é complicado, convidando ao sono. A montagem não é um padrão, ou seja, oras tudo está coerente e favorável, oras a ousadia dificulta acompanhar a sequência, mesmo sem erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o roteiro ou o filme não sejam uma preciosidade, vale a menção favoráveis à atuação de Jeans Albinus, dando vida ao angustiado e alucinado roteirista Jacob Falk. &lt;br /&gt;Como todo e qualquer filme tem um elemento mister, o ponto forte fica por conta da experimentação da fotografia, abusando da superexposição, com o uso vigoroso de halos e enquadramentos pouco convencionais, mesclando a escala do real com a escala de maquetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, supondo a recomendação como a finalidade de um comentário sobre um filme, a minha fica restrita a cinéfilos ou aficionados por fotografia e arte. Aos demais essa produção quase alcança um suplício.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-3339030298363163147?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/3339030298363163147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=3339030298363163147&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3339030298363163147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3339030298363163147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/08/porque-flanar-e-perambular-com.html' title='Porque flanar é perambular com inteligência'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-2253658162914089528</id><published>2011-08-09T15:16:00.000-07:00</published><updated>2011-08-09T18:47:43.946-07:00</updated><title type='text'>Transitando questões</title><content type='html'>Entramos no carro e nos tornamos um monstro individual. Um desenho animado de Wald Disney ilustra bem essa transformação. O sujeito acorda, toma café da manhã, lê o jornal e vai para a rua como uma pessoa qualquer. Basta entrar no carro e logo se transforma, cheio de ira, se sentindo mais e melhor do que todo e qualquer outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O transporte público nos grandes centros urbanos é um problema. E não dos atuais ou dos pequenos. Porém, as coisas podem ser percebidas de modo distinto. Enquanto eu tenho a comodidade do carro posso fechar meus olhos para o desconforto e inconveniência do transporte público. Ou seja, encaro o transporte público como um problema apenas a partir do momento em que me submeto a ele. Lendo de outro modo, me politizo ao me aproximar da coletividade, ao compor a massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho incrível a insensibilidade dos nossos representantes políticos, mas até que tem lógica. Nunca me deparei com o Sérgio Cabral, o Eduardo Paes ou quem fosse num ônibus, metrô ou barca. Tampouco vi seus filhos matriculados em escola pública ou precisando dos serviços da saúde pública. Como eles se sensibilizam com algo que eles não experienciam? É difícil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando para o transporte, no ônibus ou na barca me obrigo a interagir. Não é ficar conversando com quem está ao meu lado. É lidar com a presença do outro, às vezes muito de perto. É estar para os olhares e também olhar. É captar modos, hábitos, costumes, enfim, observar e relativizar. É respeitar e ser respeitado, é obedecer regras sejam elas escritas ou convencionadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando de carro me encerro em meu mundo. Me limito a prestar atenção no fluxo dos carros, na minha condução. Ninguém consegue ter a noção exata do que se passa dentro do meu carro. E se me aborreço com algo a reação provável é a mão pesada na buzina. Não ouço o que o outro fala, os outros não me ouvem, e na verdade o que se fala pouco importa mesmo. E parece que o uso do carro vai sendo simbolicamente construído para isso. Já notou nas propagandas o quanto ao comprar um carro você se torna exclusivo e dono do mundo? Aliás, equívoco é colocar o carro no trânsito, porque ou circulam lindos rasgando a noite, ou fazem um Off Road. Engarrafamento e relação com os outros não é comum nas propagandas dos automóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tudo isso para tentar enxergar o transporte de modo diferenciado. Para quem escreve, para quem cria, para quem observa, os transportes coletivos são como laboratórios, onde pegamos inspiração para crônicas, contos, poesia e prosa. Já o carro é um laboratório para frases de ódio ou de intensa introspecção. Vou oscilando entre um e outro, mas deixando sublinhada a necessidade de melhoria dos transportes coletivos e da educação no trânsito.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-2253658162914089528?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/2253658162914089528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=2253658162914089528&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2253658162914089528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2253658162914089528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/08/transportandoquestoes.html' title='Transitando questões'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-8257525891574251349</id><published>2011-07-25T07:42:00.000-07:00</published><updated>2011-07-29T14:52:42.190-07:00</updated><title type='text'>"You know I'm no good" antes de apelo é digno de aplauso</title><content type='html'>Amy Winehouse morreu. Muitas lágrimas derramadas pelo mundo, comoção, flores, frases e até brincadeiras de gosto duvidoso a respeito da morte prematura da cantora. Na mídia há uma informação irrefutável: o talento. E outras informações dispersas sobre o consumo abusivo do álcool e drogas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornalistas, as figuras públicas e o grosso da população não estão poupando opiniões que condenam o comportamento da Amy Winehouse. Entretanto, poucos são os que refletem sobre a vida. Sim, aquele brilho existencial que anima cada um e todos os seres vivos. Aliás, sendo um tanto mais profunda, a dor é pela perda da cantora ou da criatura? Afinal, a perda dos pais e amigos da Amy Winehouse é incomparável com a minha perda e a de quem me lê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amy Winehouse teve uma carreira meteórica. O talento estava dentro dela, muito provavelmente chocado com uma boa dose de inconformidade com o mundo como ele é, culminando numa construção artística de sua postura: irreverência, embriaguês, alucinações e fugas para um estado melhor. E como uma artífice desse mundo, ela era também uma habitante assídua dessa arte. Muitos dos seus fãs têm a oportunidade de habitar esse mundo ao som de metais, guitarra, piano, baixo e de uma voz arrasadora. A diferença é que finda a música cada qual volta para sua vida, e Amy era sua própria prisioneira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo do espetáculo vive da angústia, da inadequação, da inconformidade de alguns seres mais sensíveis. E a sociedade já teve exemplos suficientes para compreender que a morte prematura de criaturas excepcionais não tem nada de inédito, e sim de previsível. Aliás, mais do que previsível eu diria que desejável. Perdoem a franqueza, mas é um ritual psicológico muito bem explorado inclusive pela religião. O mundo do desconforto carece de expiação. E o sacrifício individual para a redenção coletiva é um ritual consagrado, base inclusive da teoria cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte da Amy traz dor, mas uma dor consumida com prazer. Um prazer tão instintivo que é negado com veemência, estimulado pela culpa. Duvida? Enquanto a sociedade processa a catarse há na indústria fonográfica um impulso para as vendas: os CDs e Dvds da cantora disparam em quantidade e preço. Rádios, televisões, jornais e revistas preparam especiais para reviver a cantora, ou imortalizar que seja. Há um impulso renovador, uma dor que dá impulso para a vida no afã de preencher um vazio. Agora, para os pais e amigos que perderam uma criatura e não um vulto, meu sincero pesar. Não há CD ou DVD que amenize essa dor, que repare a perda. E que Amy Winehouse, criatura e cantora, habite um mundo que lhe pareça mais razoável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-8257525891574251349?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/8257525891574251349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=8257525891574251349&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8257525891574251349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8257525891574251349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/07/you-know-im-no-good-antes-de-apelo-e.html' title='&quot;You know I&apos;m no good&quot; antes de apelo é digno de aplauso'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-7099924546674131738</id><published>2011-07-19T12:19:00.000-07:00</published><updated>2011-07-19T16:35:50.956-07:00</updated><title type='text'>Alegria é com gente bacana e alergia é com gente chata</title><content type='html'>Uma criatura sensível que freqüentava meu círculo de amizades na juventude certa vez me mostrou uma música da sua banda que dizia “ninguém te ama por mais de cinco minutos”. Na época achei a frase forte e quase cruel. Hoje em dia percebo de modo diferente, cruel e quase forte. O fato é que independente do que eu acho a frase não se perdeu no tempo, permanece. E é um start interessante para refletir sobre a fragilidade do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de nós tem um buraco que talvez possamos chamar de vazio, carência, enfim, do que for. O fato é que há em nós algo que não comporta a idéia ou sensação do pleno, saciedade, preenchimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo ser humano, enquanto há vida, precisa de alguma forma lidar com esse hole. E no afã de encontrar o que não existe colocamos tudo e qualquer coisa pra dentro. Comida, bebida, vídeo, música, poesia, eletrônicos, informações, roupa da moda, drogas e até pessoas. Sim, as pessoas também entram no buraco. E talvez as pessoas sejam o que melhor habitam o vazio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato as pessoas não preenchem o inexorável vazio, mas animam. E muito! Elas dialogam com nossas virtudes e vicissitudes, servem de referência para compreendermos a nós mesmos. E tudo vai bem até que as pessoas se vão. Pelos motivos que forem, não importa, elas se vão. O que resta é o ser humano e seu vazio, sem aquele famigerado cinco minutos de amor cantado pela banda do meu amigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu buraco atende pela alcunha de ansiedade. Dentro dele tem um pouco de tudo! E tem muita gente. MESMO! Especialmente amigos, esses seres que o suposto destino coloca em nossos caminhos. Não conseguindo matá-los, carrego pela vida. E como alegram minha vida, como animam meu vazio! No meu vazio cabe muita coisa, mas prefiro o desânimo no meu vazio a tê-lo habitado por gente chata. Dessa gente tenho alergia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, como tem tratado o seu “vazio”?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-7099924546674131738?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/7099924546674131738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=7099924546674131738&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7099924546674131738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7099924546674131738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/07/alegria-e-com-gente-bacana-e-alergia-e.html' title='Alegria é com gente bacana e alergia é com gente chata'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-2579373939796144378</id><published>2011-07-12T10:20:00.000-07:00</published><updated>2011-07-12T12:11:16.589-07:00</updated><title type='text'>Música para pairar</title><content type='html'>Já que o meu "eu" resolveu falar, não vou calar. Enfim, o que tenho pra partilhar hoje é uma música. É incrível como os sons se instalam em nossas memórias. Essa música do Belle and Sebastian eu baixei nos idos de 2005/2006, época em que MP3 player era uma traquitana cara. Enfim, MP3 como companheiro e lá fui para Portugal, fugindo de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudei o eixo, mas a vida prosseguia. Várias convulsões acontecendo e essa música de background. Eu caminhava a tarde, sob o sol fraco e a inclemência de um vento frio cortante, pela orla da praia de São Sebastião, na Ericeira. A música se repetia e dava ritmo para as minhas passadas e inspiração para meus pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ouço a música e refaço os caminhos. Tenho a sorte de conseguir me reinventar. E quero sempre mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora qualquer coisa, a música é muito bacana, meiga, sei lá. O que você acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/lvS902DLEVI?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-2579373939796144378?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/2579373939796144378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=2579373939796144378&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2579373939796144378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2579373939796144378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/07/musica-pra-que-te-quero.html' title='Música para pairar'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/lvS902DLEVI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-3350664615808534202</id><published>2011-07-10T09:27:00.002-07:00</published><updated>2011-07-11T20:30:56.946-07:00</updated><title type='text'>Entre ...</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-3350664615808534202?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/3350664615808534202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=3350664615808534202&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3350664615808534202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3350664615808534202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/07/entre.html' title='Entre ...'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-4461708210516178191</id><published>2011-07-04T07:14:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T07:15:27.606-07:00</updated><title type='text'>Exercício do eu</title><content type='html'>Consigo escrever sobre o cotidiano, de modo engraçado ou sério. Consigo escrever sobre as questões que emanam da esfera política, social ou cultural, de modo imparcial ou inflamado. Porém, para escrever sobre os meus sentimentos sou comedida. E digo comedida porque acredito que me imponho uma espécie de censura. E por mais que eu escreva, tá sempre aquém do que eu sinto e tenho pra externalizar, ta sempre melindroso. É como se a pessoa que escreve, eu, fosse uma entidade, um vulto, qualquer coisa menos humana e mais mecânica. Enfim, se o caso é falta de prática, estou eu pra praticar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentimento central dessas parcas linhas é a frustração. É árduo tecer o que for a esse respeito. Entretanto, a frustração está por trás dos postes nas ruas, e quando menos esperamos ela se atira em nossos rumos. E a frustração tem proporções inúmeras, desde as muito pequenas, até as opulentas. Umas aparecem rapidinho e logo passam. Outras perduram e fazem zombarias conosco nos dias chuvosos de solidão e melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas frustrações mais freqüentes ocorrem quando faço especulações que envolvem o outro. Não temos qualquer controle sobre o outro, mas insistimos em contar com ele como se fosse uma extensão de nós. Ando me deparando com a frustração mais vezes do que gostaria. Tornar-me inimiga íntima da frustração não consta entre meus objetivos de vida. Ela me faz mais dura e realista do que suave e sonhadora. E se isso é amadurecer, o verde é uma cor linda, quero ser naiffe.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hoje o “exercício do eu” me basta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-4461708210516178191?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/4461708210516178191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=4461708210516178191&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4461708210516178191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4461708210516178191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/07/exercicio-do-eu.html' title='Exercício do eu'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-3811016461047698424</id><published>2011-06-28T05:33:00.000-07:00</published><updated>2011-06-28T05:45:07.867-07:00</updated><title type='text'>Sinto que sinto</title><content type='html'>Todos os dias sou tomada por emoções. Digo tomada porque é algo que está completamente fora do meu controle. Acordo de um jeito, o dia transcorre de outro, e a noite eu nem sei o que é de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse possível estabelecer um padrão, eu diria que acordo bem, ao longo do dia a minha autonomia é invejável, mas a noite é a noite, fria e escura. Claro, nos finais de semana a lógica muda um bocado, pois acordo decrépita mas a noite fico iluminada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo uma analogia clichê, ando numa montanha russa. A subida é lenta e misteriosa, e a descida é violenta, rápida, vertiginosa. Entretanto, o que parece um descontrole absurdo é um bocado louvável. Afinal, melhor me sentir nessa montanha russa do que não sentir nada. O sentir qualquer coisa é se abrir para tudo, e o sentir nada é sacal, quando não fatal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-3811016461047698424?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/3811016461047698424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=3811016461047698424&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3811016461047698424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3811016461047698424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/06/sinto-que-sinto.html' title='Sinto que sinto'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-4605689655187846450</id><published>2011-06-25T09:21:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T09:32:38.398-07:00</updated><title type='text'>Mito e Rito de um amor</title><content type='html'>Como “antropóloga” só me culpo: porque eu não pensei nisso? Claro, o rito. Me conformei com a liminaridade. Mas é hora de encerrar, de enterrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte exalou seus oDORES por meses. Aquela decrepitude ao alcance dos sentidos era um alento para sentir qualquer coisa. E a sinestesia forçada se estimulava pelo hiato entre o que a memória cria e o que a realidade proporciona. Uma armadilha, uma trapaça, zombaria da própria mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não dou conta se foram muitos ou poucos dias. Só sei que foram, apesar de todas as resistências. E chega a ser curioso como não nos poupamos de viver, mas nos acovardamos frente a morte, ignorando o quanto as coisas andam de mãos dadas, do quão são complementares, cíclicas. E o fim é uma palavra feliz para a circunstância, seja por significar conclusão, seja por significar meta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quero aos poucos resignificar os lugares, as pessoas, os eventos, as cores, os sabores, os sons, e enfim, estar apta a novos sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui "JAZ z" um amor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-4605689655187846450?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/4605689655187846450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=4605689655187846450&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4605689655187846450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4605689655187846450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/06/mito-e-rito-de-um-amor.html' title='Mito e Rito de um amor'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-5932849175795787118</id><published>2011-06-20T16:52:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T00:09:15.701-07:00</updated><title type='text'>"Meia-noite em Paris": qualquer coisa, da hora, alhures</title><content type='html'>O que de melhor poderia ocorrer para um sujeito que vive do passado do que ir para o passado? E mais, o que melhor poderia ocorrer a um sujeito que vive imerso na cultura do que ir parar no miolo de sua produção inspiradora? E assim surge o roteiro de “Meia noite em Paris”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na embriaguês ansiosa de mudar de vida, sob as luzes da cidade da cultura e da arte, Gil encontra-se com suas ilusões. Os protagonistas de suas alucinações são escritores, músicos e pintores, emblemáticos de uma época que Gil insiste em "reviver".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste incrível devaneio Gil tem a companhia do casal Zelda e Scott Fitzgerald, conversa com Ernest Hemingway, observa Picasso e se refere a Braque. Gertrud Stein aceita ler seu livro e lhe apresentar críticas. E como se não bastasse, desabafa ilusões amorosas com o trio Dali, Buñel e Man Ray. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sai da ilusão Gil depara-se com a noiva, a qual, excluindo-se a beleza, em nada lhe anima. É tido como um tolo, um sujeito com dificuldade em lidar com a realidade e que por isso acaba se fixando a um passado, supostamente mais instigante e curtido, como quem se apega a uma idade do ouro. Ao seu redor estão ainda o sogro e a sogra, e um casal de amigos de sua noiva. Todos rígidos, nas linhas mais exatas do sucesso na pós-modernidade: a consagração pelo dinheiro, e a consagração pela intelectualidade legitimada por instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paris é o cenário. Uma cidade cuja natureza e essência são devotados ao passado. Berço dos fenômenos culturais que fazem borbulhar o ocidente. Woody Allen passeia pelos símbolos da cultura parodiando nossa pseudo-familiaridade. São entes de nossas produções. São vozes que estão em diálogo intenso com a produção não só da arte como expressão do desconforto do mundo, mas também da arte do status quo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O filme é de reflexões que não se encerram. Portanto, vale passar para os aspectos mais técnicos da produção sem concluir nada. As atuações são de primeira! Porém, há uma espécie de inversão: os personagens principais são atores medianos, e os coadjuvantes são preciosidades. Ponto para Owen Wilson que interpretou um “Woody Allen” muito bom, um pouco menos feio, investindo na fórmula consagrada “o que lhe falta em força física lhe sobra em argumentos”. E é destacável também a indefectível Kathy Bates, segura ao interpretar Gertrud Stein, uma mulher de personalidade imperiosa, com grande habilidade em se relacionar com artistas, entoando uma voz firme que não se inibe em desfilar por vários idiomas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trilha sonora não é algo que passe sem crédito nas produções de Woody Allen. Nos planos sequência em que não somos tomados por mirabolantes textos, entra o eficiente e manjado jazz. Entretanto, boa parte da trilha desta vez ficou a cargo do passeio no tempo que o personagem Gil empreendeu. Uma delícia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-5932849175795787118?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/5932849175795787118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=5932849175795787118&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5932849175795787118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5932849175795787118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/06/meia-noite-em-paris-qualquer-coisa-todo.html' title='&quot;Meia-noite em Paris&quot;: qualquer coisa, da hora, alhures'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-75685204561156258</id><published>2011-06-13T16:40:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T16:42:14.946-07:00</updated><title type='text'>O trânsito de Cão</title><content type='html'>A lida acadêmica fez inflar em mim o entusiasmo, ou curiosidade, com o urbano. O mundo é urbano, pois é sim na cidade onde tudo acontece. Um acontecimento é algo que ocorre na realidade e é expresso pelo homem através da linguagem. Algum autor já disse que se uma árvore cai na floresta e ninguém vê para contar, logo, é como se a árvore não tivesse caído, não houve o acontecimento. Dos infinitos acontecimentos que ocorrem simultaneamente no urbano vou discorrer sobre a inusitada relação entre o trânsito e os cães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a tenra idade recebemos informações sobre o cuidado que devemos ter nas ruas, sobretudo lições voltadas para o trânsito. As cores são ludicamente trabalhadas nos imperativos pare, atenção e siga, oras como pedestres, oras como motoristas. Musiquinhas são cantadas sarcasticamente advertindo que os postes não são de borracha. E a buzina é o som para que o outro preste atenção e/ou saia da frente.&lt;br /&gt;Todo o adestramento dispensado desde a infância parece insuficiente quando nos deparamos com o trânsito. Os carros avançam os sinais, as pessoas avançam os sinais, e a pouca consideração com o próximo parece ser é a regra básica de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora miremos nos cães. Eles nascem em um canto qualquer, e dos carros, motos, ônibus, caminhões ou pedestres ouvem apenas os ruídos. Ninguém leva os cães para um adestramento onde as cores dos semáforos são ensinadas. No entanto, mais calmo e atencioso que os pedestres, os cães vão para as faixas de pedestres e esperam o sinal abrir para os pedestres. Não se fiam nos apresados que arriscam a vida driblando os carros. Enfim, dão um exemplo de preservação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente o que apresento é uma alegoria. O cão aprende observando o comportamento do alheio. Mas de verdade fico admirada com a forma orgânica do animal em transitar em um ambiente projetado pela mente humana. Ou seja, o ambiente urbano, as vias, o trânsito, só fazem sentido para o homem que partilha da lógica que estruturou aquela materialidade. Entretanto, apesar de toda possível hostilidade, o ambiente também é possível aos que no mais das vezes reproduzem os comportamentos sem maiores domínios de códigos ou análises lógicas. E a conclusão é a de que cachorro é um animal curioso e sofisticado, tanto quanto o homem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-75685204561156258?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/75685204561156258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=75685204561156258&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/75685204561156258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/75685204561156258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/06/o-transito-de-cao.html' title='O trânsito de Cão'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-1051111170049764716</id><published>2011-05-27T18:05:00.000-07:00</published><updated>2011-05-29T03:41:34.793-07:00</updated><title type='text'>Refletindo direitinho</title><content type='html'>Tudo o quanto irei alinhar aqui em pensamentos indagatórios, com certeza, tenho algum conteúdo mais duro, formatado academicamente. Mas para um blogger o justo mesmo é tentar pautar uma conversa descontraída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que chegamos a um estágio da modernidade, ou pós modernidade, em que o hiato entre as normas jurídicas e as práticas está insustentável. Digo insustentável porque ao pé da letra uma coisa anula a outra, ou torna tudo muito complicado. Quer ver?&lt;br /&gt;Existe uma lei muitíssimo famosa, a Maria da Penha,  que pune homens que ameaçam ou imprimem maus tratos às mulheres. No entanto, permanece a lei que condena a mulher que “desonra” o marido. Se o homem se esquiva na desonra, desonestidade da mulher, para justificar os maus tratos, como fica? Uma lei tem que ser anulada para dar validade para a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos paradoxais não são poucos. Quando Getúlio Vargas pretendeu valorizar o ideal do trabalho, fazendo uma nação de trabalhadores, instituiu instrumentos diversos em favor dos valores positivos do trabalho, enfático sobretudo na punição ao não trabalho. Talvez as pessoas se familiarizem mais com o termo “vadiagem”.  Na atualidade é perverso tentar enquadrar alguém nessa lei, afinal, chegou-se ao ideal em que as pessoas desejam trabalhar. E quem não trabalha é porque não consegue um posto no mercado. Raros são os que têm recusa objetiva ao trabalho. Conheço pessoas que têm a carteira de trabalho virgem, sem qualquer temor de serem enquadrados por vadiagem. Aliás, alguns até gostariam de férias na prisão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escapulindo levemente do jurídico, mas ainda com base em regulamentações, o que dizer do direito de expressão? Os cidadãos são coagidos por uma força que eles sequer vêem, e se tornam defensores opressores. Duvida? A marcha em favor da regulamentação do uso da maconha. As pessoas podem ter argumentos em favor da regulamentação ou contrários. Entretanto, a detenção de manifestantes numa marcha que defende a legalização é comemorada por toda a população que não concorda com a liberação do consumo da droga. E o que de fato está no primeiro plano nem é visto: o direito de se expressar, de ter posição e ação política. O comércio da maconha é crime, mas lutar para a legalização não. Assim, para criminalizar a expressão política há o desacato, a desordem e até a apologia ao crime.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esses exemplos são ínfimos, embora sejam eficientes para pensar. E tomara que não apenas pensar, mas agir. Não creio em enormes mudanças no mundo legal, mas em pequenas e constantes que contemple mais e melhor a maioria, promovendo a ideal da justiça e igualdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-1051111170049764716?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/1051111170049764716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=1051111170049764716&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1051111170049764716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1051111170049764716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/05/refletindo-direitinho.html' title='Refletindo direitinho'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-1973456291032580944</id><published>2011-05-19T10:46:00.000-07:00</published><updated>2011-05-19T10:52:25.579-07:00</updated><title type='text'>O centro do Rio aos tragos</title><content type='html'>O centro do Rio é incrível. Não sei se tudo se torna interessante por conta da enorme concentração de gente, ou se interessante é o predicativo comum para os que perambulam por aquelas bandas. Hoje enquanto perambulava me chamou atenção o fumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez ouvi de um ex fumante que nos dias chuvosos dá uma vontade danada de fumar. Enfim, hoje, um dia frio e chuvoso, muitos foram os que vi fumando, e fumando muito. Alguns fumam parados e outros caminhando. Uns calados e outros falando. Uns absortos e outros observando. E o mais prosaico foi me deparar com um cadeirante fumando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ascender qualquer polêmica, haja fôlego para relativizar o vício alheio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-1973456291032580944?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/1973456291032580944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=1973456291032580944&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1973456291032580944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1973456291032580944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/05/o-centro-do-rio-aos-tragos.html' title='O centro do Rio aos tragos'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-4197672606115357466</id><published>2011-04-13T15:17:00.000-07:00</published><updated>2011-04-13T20:43:30.751-07:00</updated><title type='text'>Construção do Urbano / Paisagem Simbólica</title><content type='html'>Essa semana fui seduzida por uma palestra, do prof. Nitzan Shoshan, na FGV. Antes de qualquer coisa, esclareço que o estímulo às palestras, encontros, seminários ou debates é sempre uma atividade louvável. Enfim, o título da palestra era excelente. O resumo interessante. Mas o conteúdo, pra variar, bastante aquém do esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nitzan Shoshan é Profesor-Investigador do Centro de Estudos Sociológicos do Colegio de Mexico, e doutor em antropologia pela Universidade de Chicago. Apresentou um trabalho com o título de “Visibilidades Urbanas e paisagens simbólicas em Berlim".&lt;br /&gt;Só para situar, enquanto metrópole Berlim é como uma disneylândia para as ciências sociais. Há questões políticas, culturais, arquitetônicas, sociais e estéticas para o quê quer que se observe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o legado da Escola de Chicago, na qual o comentado autor se doutorou, podemos logo arriscar a concepção de estudo baseados no tripé biologia, psicologia e ética. Além da influência decisiva do interacionismo simbólico, que reza que as significações sociais devem ser consideradas como produzidas pelas atividades interativas dos agentes. De posse desses elementos já era possível compor algumas idéias do que seria apresentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor iniciou sua apresentação enfatizando que desde a queda do muro de Berlim há na Alemanha um forte movimento de direita. E em virtude da força de tais movimentos é flagrante a heterogeneidade ideológica, sendo esta um estopim para conflitos quando se trata de aproveitar o espaço urbano. O interesse do autor é justamente o de explorar as interações estéticas na metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Berlim tornou-se um espaço descentralizado, com abertura para temporalidades e sentidos diversos, com significações locais coexistindo com as globais. E os lugares são esteticamente aproveitados para propagar utopias, informações e valores.&lt;br /&gt;Entram em cena estratégias de governança urbana, para falar e silenciar, na aliança entre o pessoal e o coletivo, entre o público e o privado. É uma economia simbólica que se apresenta como economia política na perspectiva de reinvenção da cidade como ambiente construído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visibilidade torna-se uma tática de campanha, uma ideologia disseminada que atua para além das meras modalidades de exibição e ocultação. O autor aborda a arquitetura da cidade, as roupas, acessórios e penteados ostentados pelas pessoas, tatuagens, e até mesmo tipos de fontes, cores, símbolos e demais conteúdos de formação de textos, sejam impressos em papéis ou gravados, como por exemplo em lápides de cemitério ou placas. O autor observou ainda que na internet essas expressões também são veiculadas disseminando alinhamentos políticos. Tais recursos de expressão de territorialidades não raro apresentam algum potencial violento, enfatizando sobretudo concepções da extrema direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora as colocações do citado palestrante sejam pertinentes, não alcancei nada muito além da observação de um acadêmico raso. E por tal observação induzo duas possibilidades. Na primeira, razoável, o palestrante tentou simplificar sua apresentação, poupando os presentes de citações de autores ou teorias consagradas. Na segunda, nada positiva, o trabalho trata-se mesmo de uma descrição ampla, porém superficial, sensível à expressão política e cultural. Tudo válido, desde que não nos fiemos demais no título que promete visibilidade urbana e paisagem simbólica. A construção do urbano e da paisagem simbólica prescindem, alhures, maior profundidade e sofisticação teórica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-4197672606115357466?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/4197672606115357466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=4197672606115357466&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4197672606115357466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4197672606115357466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/04/essa-semana-fui-seduzida-por-uma.html' title='Construção do Urbano / Paisagem Simbólica'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-8045510733177902822</id><published>2011-03-29T13:04:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T13:07:46.102-07:00</updated><title type='text'>A autenticidade de "Cópia Fiel"</title><content type='html'>O cineasta iraniano Abbas Kiarostami permanece. Na sua mais recente produção, “Cópia fiel”, passa uma demão no que ouso dizer ser o supra-sumo de sua obra: a busca. Sua poética se distancia do clichê ocidental do bem e do mal. E suas produções não se encerram ao conclusivo e moral. E o preço de sua originalidade, ou heterodoxia, é se positivo a incompreensão, e se realista a intolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Cópia Fiél” o diretor ensaia um debate filosófico que deixa fluir um pouco do que o afeta de sua formação em Belas Artes. O personagem James Miller, interpretado por Willian Shimmel, escreve um livro que enaltece a cópia de arte. Entretanto, em conversa com Elle, interpretada por Juliette Binoche, assume que sua posição expressa no livro é menos o que pensava, e mais o que gostaria de pensar, ou seja, escreveu para convencer a si e aos outros. E entre o original e a cópia há introduções instigantes para pensar a arte entremeando com posturas e ações do cotidiano. De Jasper Johns a Andy Warhol a pop art fabricada na América é posta em um diálogo que incita à conclusão de que estão mais para o comércio e reprodução iconográfica do que para a reflexão e despojamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que começa amarrado conceitualmente em diálogos nem sempre palatáveis passa para o devir, o drama, o cotidiano, a busca. Elle é ex-esposa do escritor James Miller, e a vinda dele para divulgação de um livro é a oportunidade que ela encontra para a reaproximação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na busca da relação “perdida” Elle conduz seu ex-marido pelos locais e rituais que deveriam simbolizar para o casal, entretanto, o símbolo e o significado não é partilhado por eles. Cada qual compreende o mundo do seu modo. E a compreensão singular do mundo torna-se incompreensão que inviabiliza a relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas em ritmo cadente estão bastante marcadas nesta produção, assim como o desenho inteiro de caminhadas e trajetos. E há um recurso intensamente usado por Kiarostami de rodar uma cena a parte em retrovisores nos momentos de introspecção do personagem. Incita refletir sobre o tanto do passado que se projeta no presente.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Em termos poéticos e filosóficos o filme é mais uma preciosidade. Em termos comerciais, segue como pária. Dessa soma o resultado é positivo, da abertura do cinema para produções com formas e intenções diversificadas. Para os que se instigam com a experimentação, o filme é imperdível. Já para os que têm menos paciência com o diferente, vale a sugestão de um dia ousar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-8045510733177902822?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/8045510733177902822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=8045510733177902822&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8045510733177902822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8045510733177902822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/03/autenticidade-de-copia-fiel.html' title='A autenticidade de &quot;Cópia Fiel&quot;'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-4873758779734897600</id><published>2011-03-22T06:14:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T06:24:07.308-07:00</updated><title type='text'>Meu discurso sobre "O discurso do rei"</title><content type='html'>É difícil para um inglês não pensar na monarquia. Eis que Tom Hopper investe numa sensível história que confere ainda mais simpatia à Corte Britânica. Trata-se da história de superação protagonizada pelo rei George. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gago desde os quatro anos, George enfrenta enormes dificuldades em se pronunciar em público, tarefa importante e constante para o exercício da monarquia. Recorre a todo tipo de ajuda para resolver seu problema, mas nada surte grande efeito. Sua esposa o recomenda a um sujeito com técnicas nada ortodoxas de cura dos problemas da fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;George inicia então um tratamento com Lionel, mesmo bastante reticente em relação aos métodos empregados. O primeiro desconforto foi pela quebra da hierarquia, quando Lionel o chama pelo primeiro nome ao invés de reverenciá-lo. Posteriormente a desconfiança recai na dualidade entre a prática e a razão, pois embora Lionel tenha curado os problemas da fala de algumas pessoas, ele não possui diploma ou qualquer curso formal que o legitime enquanto profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra investida é entre a razão e a emoção se dá quando o irmão de George, então candidato ao trono, decide casar-se com uma mulher divorciada. George é firme com o irmão apontando as responsabilidades e regras para ser coroado. O irmão abdica e George assume o trono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando para os aspectos mais técnicos da produção, tudo paira numa iluminação sépia que escapa para o ciano. Os movimentos de câmera são firmes, exatos, e sempre no mesmo time, quase que em marcha. As atuações são primorosas, sobretudo a de Geoffrey Rush interpretando o exótico Lionel. Mas o reconhecimento foi para Colin Firth, interpretando o rei George, que conseguiu o Oscar de melhor ator. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe por fim destacar a pesquisa de arte, recriando a Inglaterra de 1936 sem caricaturar ou cometer erros. Arte discreta, correta e eficiente, de modo a passar despercebida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-4873758779734897600?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/4873758779734897600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=4873758779734897600&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4873758779734897600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4873758779734897600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/03/meu-discurso-sobre-o-discurso-do-rei.html' title='Meu discurso sobre &quot;O discurso do rei&quot;'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-1575947333674405909</id><published>2011-03-17T21:01:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T21:09:56.459-07:00</updated><title type='text'>Politicamente incorreta, mas pessoalmente aliviada</title><content type='html'>Vou fazer um desabafo nada correto, mas bastante sincero. Tudo bem, eu sei que a maioria das pessoas camuflam suas grosserias na escusa da sinceridade. Mas preciso mesmo externalizar o que penso, sob a pena de que se eu guardar demais infarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mediante ao inchaço das grandes metrópoles, aos problemas com a intensificação do tráfego e mesmo por apelos ecológicos, vez por outra me sensibilizo e parto de peito aberto para o “vou fazer minha parte”. Decido deixar o carro em casa, que em verdade sempre me aborrece, e me locomovo com o transporte público. Nesses dias eu bato o meu record de  palavrões. Em pensamento, claro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine um percurso que de carro você faz em vinte minutos. No transporte público esse mesmo trecho demora trinta, com sorte. E fora o percurso, o ônibus não passa na hora que você quer e precisa. O resumo é que fiquei cinqüenta minutos esperando o ônibus e apenas trinta minutos viajando nele. Claro, pensei em todos os palavrões possíveis e imagináveis. E a frase mais repetida era “politicamente correta é o caralho!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando de lado a demora e o desconforto, andar de ônibus para uma criatura com formação antropológica nunca é uma tarefa simples. Reparei que a menina linda, vestida de bailarina, que abraçava a vovó com todo carinho, jogou todos os papéis imprestáveis de sua bolsa no chão. Minha vontade era de dar com a cabeça dela na janela do ônibus de dois em dois até ser ímpar. Ou até que aqueles papéis se decompusessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra observação que me deixou inquieta foi protagonizada por uma moça linda. Ainda passando pela roleta meus olhos se detiveram nela, e ela também olhou pra mim. Fui na direção dela tranquila, e ao lado dela parei. Me vendo com uma bolsa ela nem se ofereceu pra segurar. Perdeu ponto, pois gentileza é sempre bem vinda. Mas ela reverteu o quadro de  “desaprovação”. Ao passar meu scan nela notei nada menos do que um ThinkPad IBM no colo. Aí eu morri! Passei a viagem inquieta e intrigada se aquela relíquia funcionava. E se funcionava, se rodava o Windows 3.11 ou o Windows 95.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei de observar as pessoas e os comportamentos e fiquei lembrando dos meus primeiros contatos com computador, algo absolutamente apaixonante. E acabei recordando que o Jô Soares apresentava o “Jô Soares Onze e Meia” munido de um ThinkPad IBM, exatamente igual ao que estava ali na minha frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra fechar esse texto que não fecha, porque eu fiquei perdida, o ser politicamente correta optando pelo transporte público foi uma merda. É preciso que a população se expresse e cobre das autoridades um transporte público que nos atenda melhor. Mas retomando, no fim das contas, correu tudo bem e saí do ônibus super afetada, saudosa, coisa que não ocorre com tanta frequência na impermeabilidade solitária do carro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-1575947333674405909?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/1575947333674405909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=1575947333674405909&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1575947333674405909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1575947333674405909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/03/politicamente-incorreta-mas.html' title='Politicamente incorreta, mas pessoalmente aliviada'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-5385701621748031042</id><published>2011-03-02T11:32:00.001-08:00</published><updated>2011-03-02T11:40:02.996-08:00</updated><title type='text'>Pagando pra ver</title><content type='html'>Apagaram-se as luzes e começa uma animação que me dá informações de como devo me comportar no cinema. Extintores, luzes de emergência, pode pipoca, desliga celular. Ao final da animação a enorme logo da empresa seguradora daquela sala de exibição. Adestramento lúdico, mas adestramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me aconchegando no escurinho e brota na tela um vídeo clipe. Dia ensolarado, Skate, rock, dança, juventude, cenas ao ar livre, tudo mágico, o mundo é perfeito. Um rapaz cantarola a alegria de viver, de colocar um sorriso no rosto de alguém, tudo pelo simples consumo de um refrigerante. Já tomei vários e não vi um centésimo daquela apoteose. Do refrigerante o que tenho de grandioso é problema gástrico. Mas ainda assim eu tomo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora invade a tela imagens e vozes suaves de mulheres agarradas ao seus rebentos. Falando descontraidamente do quanto é gostoso e importante o carinho e o cuidado. E esse tal carinho vai sendo remetido no passo a passo da gravidez, ao momento do parto, e avança para os primeiros meses de vida das crianças. Ao fim o sentimento exaltado desde o início da gravidez se resumo à marca Jonhson e Jonhson. Se você não foi criado com todo amor e carinho, já sabe: a culpa é da sua mãe que não te criou imerso em Jonhson e Jonhson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente entra um filme de longa metragem. Não especificamente um filme, mas um trailler de um.  Sendo chata, o trailler de vários. Enfim, relaxa e seleciona se vai ou não assistir às próximas estréias. E se essa oportunidade de selecionar o que assistir não te interessar, o momento é propício pra dar uma ida ligeira ao banheiro, ou pra rever se o celular tá desligado mesmo. Lembra do adestramento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei a opinião de vocês, mas pessoalmente me sinto ultrajada quando pago caro pelo ingresso de uma sessão de cinema e na sala de exibição fico sendo bombardeada por propagandas. É AIG, coca-cola, Johnson E Jonhson, Tim, etc. Se é para me expor à propagandas, que reduzam o preço dos ingressos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-5385701621748031042?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/5385701621748031042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=5385701621748031042&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5385701621748031042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5385701621748031042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/03/pagando-pra-ver.html' title='Pagando pra ver'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-6302429396769838299</id><published>2011-03-01T06:59:00.000-08:00</published><updated>2011-03-02T11:58:39.551-08:00</updated><title type='text'>Bruna Surfistinha</title><content type='html'>Primeiro de tudo, viva o cinema nacional. Nem sempre acerta, mas faz. E um viva também para a população brasileira, que parece estar pondo em prática que é preciso primeiro experimentar pra depois ter uma opinião. Com críticas favoráveis ou não, o estímulo é no sentido do fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com impressões contraditórias sobre "Bruna Surfistinha". Razoável ao cumprir o papel de um filme: mesmo não sendo bom pra ver, é eficiente pra pensar, discutir, refletir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atuações da Deborah Secco, Drica Moraes e Fabíola Nascimento são convincentes. A história da menina decidida que empreende um caminho profissional é ótima. O roteiro é bom, sem problemas na adaptação. Mas o filme é fraco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei intrigada com a produção. O diretor conseguiu um efeito medíocre com tantos fatores positivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-6302429396769838299?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/6302429396769838299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=6302429396769838299&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/6302429396769838299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/6302429396769838299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/03/bruna-surfistinha.html' title='Bruna Surfistinha'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-3467090546865816263</id><published>2011-02-18T02:44:00.000-08:00</published><updated>2011-03-02T11:59:14.861-08:00</updated><title type='text'>Ah é de manhã / É de madrugada / É de manhã</title><content type='html'>Hoje acordei cedo. Muito cedo! Aquela preguiça, aquela indecisão, aquela confusão pra alinhar as obrigações e enfim dei o pontapé inicial. Me vesti e ganhei o mundo. Mas saí meio que em estado de graça. Isso quer dizer que as coisas acontecem no tempo que costumam acontecer, porém eu registro tudo em slow motion. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei partida no carro e lá fui eu absorta. Não sei ao certo se fiz muitas ou poucas barberagens, mas as fiz. Nada muito perigoso, afinal de contas quando é cedo não há muitos veículos na rua e dá pra transitar como se a rua fosse só nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi a ponte Rio/Niterói e registrava o visual. Era uma espécie de luta que se travava na paisagem. A noite insistindo em permanecer e o dia forçando para entrar. Essa violência era um espetáculo. No céu azul turquesa de uma madrugada alguns raios de sol contornavam as nuvens num tom entre o rosa e alaranjado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vontade era de parar o carro e tirar uma foto. Daquelas em que a gente fica anos e anos se gabando por ter conseguido captar algo muito especial. Mas não era prudente parar na ponte e descer do carro para tirar uma fotografia. Faço idéia do esporro que os funcionários da Ponte S/A iriam me dar. Então eu entendi que a magia do céu era mesmo uma dádiva para os que acordaram cedo. Não pude registrar a imagem, mas ao menos transmito a emoção nessas parcas linhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-3467090546865816263?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/3467090546865816263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=3467090546865816263&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3467090546865816263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3467090546865816263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/02/ah-e-de-manha-e-de-madrugada-e-de-manha.html' title='Ah é de manhã / É de madrugada / É de manhã'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-5382210668748618615</id><published>2011-02-13T05:58:00.000-08:00</published><updated>2011-03-02T11:59:43.232-08:00</updated><title type='text'>Abrindo 2011</title><content type='html'>Não vamos fazer caso por já estarmos em Fevereiro. Não importa! Janeiro é mesmo um mês à parte no calendário. O calor é insalubre e a necessidade de se desligar do mundo impera. Mas meados de Fevereiro já é tempo de reagir e engatar a vida no novo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei sumida. Me condicionei aos 140 caracteres. E resumi a vida a isso, à repetição de algo interessante que outro limitou, à reprodução de uma nota que a mídia enxugou e à minha própria cool limitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enganam-se os que interpretam a limitação como algo ruim. Por vezes a limitação é muito mais estimulante do que a liberdade absoluta. Afinal, quantas decisões não tomamos a partir do imperativo urgente de ser livre? E quantas dessas decisões não são equivocadas? Enfim, só o devir da vida nos dá respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, da liberdade do blogger me travei sem ter muito o que partilhar, e da limitação do twitter me liberei. Um paradoxo fértil para elaborar as estratégias de sobrevivência em 2011: operar com intensidade nas situações de limitação, e não me limitar da obsessão da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um 2011 proveitoso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-5382210668748618615?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/5382210668748618615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=5382210668748618615&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5382210668748618615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5382210668748618615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2011/02/abrindo-2011.html' title='Abrindo 2011'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-9057755855926599212</id><published>2010-09-03T16:40:00.000-07:00</published><updated>2011-03-02T12:01:07.213-08:00</updated><title type='text'>Eros na Cidade</title><content type='html'>Tec tec tec e a noite ia sendo consumida. Tec tec tec e durante uma semana pela manhã eu via meus olhos fundos no espelho. Tec tec tec e decidi que ou eu marcava um encontro ao vivo, ou iria me aposentar com LER. Pois bem, essa foi a última noite de tec tec tec e decidimos nos encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando e onde nos encontramos? Final de semana é bom pra encontro, mas para um primeiro encontro talvez não fosse adequado. Decidi que deveria ser um dia de semana. Depois do trabalho é bom, mas como eu nunca tenho um horário certo pra sair do trabalho, era melhor ser na hora do almoço, pois eu posso sair um pouco antes, chegar um pouco depois e de pouquinho pra cá e pouquinho pra lá ninguém dá conta.  Sobre o lugar, na rua é exposto demais, sol, vento, barulho. Num restaurante o tumulto dos garçons me tiraria a atenção. Numa praça nem sempre se encontra um local desocupado pra sentar, e as vezes é tanto pombo e mendigos na disputa que nem anima. Só tinha uma resposta: shopping! Enfim, na segunda-feira tec tec tec propus quarta-feira, horário de almoço, no shopping, e ele aceitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana se arrastava! Dava sexta-feira, mas não dava quarta. Quarta-feira amanheci tensa! E pra minha tristeza no meu rosto uma espinha do tamanho de um furúnculo sorria. Maquiei e levei-a comigo. No trabalho todo mundo notou que eu estava ansiosa. Meus papéis ficavam marcados pelo suor da minha mão, meus telefonemas eram confusos, minhas respostas eram absurdas e eu era uma guardiã do relógio. 11h horas eu disse que ia ao banheiro, e fui. Eu só não expliquei que era o banheiro do shopping.&lt;br /&gt;Sentei no local marcado, esperei os cinco minutos mais longos de minha vida e ele apareceu. Perguntou se eu era “Sara Shiva”, do bate-papo. Confirmei e ele sentou-se ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira impressão não foi das melhores. E conforme a falta de conversa seguia a impressão piorava. O sujeito era igualzinho a foto que enviou. Mas na foto o cabelo dele não era tão melado de gel, os dentes não eram tão amarelos, e nem a pele parecia a superfície da lua, cheia de crateras. Aliás, quem era eu pra cobrar uma pele boa naquela hora, pois eu tinha uma pelota em ponto de erupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a foto. Era tudo o que não me saía da cabeça. As pessoas passavam, tomavam sorvete e eu não me recordava mais o que eu estava fazendo ali. Nossa, eu tinha tanto trabalho pendente, e ali, distante, sem almoçar, parada com um estranho. Tudo o que ele falava não me dizia respeito. Além do que, ele exalava um cheiro estranho de suor, como quem correu uma maratona no Quênia de paletó. Mas acredito que no movimento do maxilar em algum momento saiu a informação de que trabalhava como segurança. Tudo explicado! E a hora? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu celular tocou! Não perdi a oportunidade. Era a minha mãe, que sempre me liga pra saber o quê e onde estou almoçando. Falei com ela como se ela fosse meu chefe e disse assustada que já estava voltando. O rapaz não entendeu nada, mas naquela altura era até melhor que ficasse sem entender. Enquanto eu saí dando tchau apressadamente ele perguntou se não dava pelo menos pra ter meu número pra ligar e continuarmos conversando. Eu logo dei o número de uma amiga que briguei recentemente, era o único número sem ser o meu que eu sabia de cor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para o trabalho e me convenci que esse negócio de bate-papo não era pra mim. Consegui terminar meus afazeres um pouco depois do que deveria, ia pegar todo o trânsito do mundo ou me apertar no metrô. Mas não fazia diferença! Fiz meu contorcionismo, entrei no metrô e quieta e apertada segui viagem refletindo sobre a empreitada absurda do dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada estação, como um milagre, mais e mais gente entrava. Quando Einstein disse que dois corpos não ocupam o mesmo espaço, não tinha experimentado o metrô! Enfim, notei que a um metro de mim, ou a 15 pessoas, havia um rapaz me observando e sorrindo. Ele furou tudo mundo e se aproximou dizendo que eu tinha uma marquinha de sangue no rosto. Era a miserável da espinha! Pegou um lenço, pediu licença e limpou. Achei nojento e audacioso, mas agradeci sem jeito. Embalamos uma conversa, mas logo chegou minha estação. Por acaso também era a dele. Saímos da estação, eu apontei para a direita e ele para esquerda, e fomos. Dei uns dez passos e ele voltou e pediu o número de telefone. Eu dei! E dessa vez dei o meu. Nessa mesma noite ele me ligou, e eu nem tec tec tec. Eu acho um perigo dar o telefone para um estranho, mas a cada ligação eu estranho menos. Mas, não é mesmo perigoso falar com estranhos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-9057755855926599212?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/9057755855926599212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=9057755855926599212&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/9057755855926599212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/9057755855926599212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2010/09/exercicio-da-tematica-eros-na-cidade.html' title='Eros na Cidade'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-205603166243443553</id><published>2010-06-10T16:21:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T15:17:22.688-07:00</updated><title type='text'>Retorno Cronicando</title><content type='html'>Demorei um pouco pra atualizar esse blogger. Não me faltavam histórias, crônicas ou comentários sobre o cotidiano, porém eu queria inflacionar, com um texto absurdamente bom. Mas refleti, e se eu arrumasse um texto absurdamente bom não seria uma produção minha, seria um conto de Oscar Wilde ou quem sabe do José Roberto Toureiro (tenho sempre que enfatizar que é um desperdício um sujeito tão debochado diluir seu talento escrevendo sobre futebol. O bacana do futebol é jogar. Assistir e comentar é se muito um consolo aos sem habilidade no nobre esporte bretão). &lt;br /&gt;Vou me valer menos do talento de escrever e mais do intuito de fazer do despretensioso cotidiano algo extraordinário. Escreverei sobre um episódio recente, que nos brinda com a possibilidade de refletir sobre os limites do próximo e distante, seja de espaço, seja da relação interpessoal.&lt;br /&gt;Enfim, numa quarta-feira estranha acordei zonza. Por sinal, acordei muito mais cedo do que gostaria, e um tanto mais tarde do que deveria. Entre o banho e o café da manhã alguma confusão mental me fez tomar a estúpida decisão de ir para o fundão de ônibus. &lt;br /&gt;Como todas as decisões de um indivíduo liberal são tomadas pelo cálculo, visando maximizar benefícios, pensei: pro caralho que eu vou pegar aquela porra de ônibus lotado. Vou caminhando para o ponto anterior e passar a perna no pessoal do ponto habitual!&lt;br /&gt;Fui para o ponto anterior ao que me ensinaram a pegar o ônibus. Diga-se de passagem, pego ônibus como um analfabeto: mais pela cor do que pelos nomes escritos. Enfim, sei que o ônibus que eu precisava pegar é uma réplica estilizada dos antigos maços de cigarros galaxy. E assim fiquei na função esperar ônibus. &lt;br /&gt;Pessoas passavam, pessoas paravam, pessoas faziam sinal para os ônibus e eu ali, observando bovinamente. Avistei uma senhora que regulava umas oitenta e tantas primaveras, e ela me olhava também. Se não fosse a idade eu acharia que era uma paquera! Ela agarrou meu braço e disse que com aquele casaco enorme eu não iria sentir frio. Concordei, sorri levemente aliviada por não ter tomado uma cantada, e continuei a mirar o horizonte como se meu olhar atraísse meu ônibus. Esforço inútil, nada do meu ônibus aparecer.&lt;br /&gt;Foi distrair do ônibus um segundo e notei que a senhora, quase amante, estava agarrada ao meu braço como um papagaio empoleirado ao ombro de um pirata. Todo o esforço do mundo para eu achar banal aquela situação era pouco, e acredito até que em vão. Não estava me namorando, e pela tranquilidade captei que também não iria me assaltar. Certeza mesmo de que ela não iria me assaltar só adquiri me agarrando com a lei da covardia: ela era bem mais fraca que eu. E lá estava ela, feliz e agarradinha. &lt;br /&gt;Fui aos poucos me acostumando com a idéia, e achei por bem iniciar uma conversa, pra tornar as coisas agradáveis não só pra ela. Eu disse que estava agasalhada porque sentia muito frio. Ela não gastou delicadeza, logo me disse que sentir frio era coisa da idade. Não satisfeita com essa indireta, eu disse que quando gordinha eu sentia muito menos frio. Embalada no assunto ela disse que eu emagreci bem, que eu estava ótima. Aliás, ela disse isso tão convicta que passei a acreditar que nós éramos velhas amigas.&lt;br /&gt;O ônibus da minha agarradinha estava vindo, e ela disse: meu ônibus ali, vamos lá? Aí eu realmente assustei. Eu não ia pegar o ônibus pra Vila Isabel, eu ia pegar o galaxy, e eu disse isso pra ela. Ela sorriu e pediu que eu fizesse sinal por ela. Assim eu fiz, e a coloquei com atenção dentro do ônibus. Sorriu e se despediu.&lt;br /&gt;Fiquei enternecida com a despedida, até porque já estava ficando afeiçoada. Peguei amizade na colega! A hora avançava e eu já estava atrasada. Uma luz divina me iluminou para atravessar a rua e esperar meu ônibus em outro ponto, pois não parecia possível esperar cerca de quarenta minutos por um ônibus num dia de semana. Logo que atravessei avistei meu ônibus descendo do viaduto, vazio, rápido e lindo como um maço de cigarro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-205603166243443553?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/205603166243443553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=205603166243443553&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/205603166243443553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/205603166243443553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2010/06/retorno-cronicando.html' title='Retorno Cronicando'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-742239736995157297</id><published>2010-01-08T18:54:00.000-08:00</published><updated>2010-04-12T07:33:04.527-07:00</updated><title type='text'>Beleza x Bom Senso</title><content type='html'>“Satisfaction”, de autoria dos Rolling Stones, foi eleita entre as vinte melhores músicas do século. Ao som frenético de guitarras a música parodia a nossa incapacidade de obter satisfação e clama enfática e repetidamente a nossa tentativa de obtê-la. Essa percepção agonística da satisfação é um excelente ponto de partida para refletirmos sobre nossa aparência.&lt;br /&gt;Se perguntarmos a qualquer pessoa se ela gostaria de modificar alguma coisa em seu visual a resposta da maioria seria sim. Por motivos sociais, culturais, políticos ou psicológicos as pessoas se mostram insatisfeitas com suas aparências. Certamente os apelos midiáticos potencializaram sobreforma a busca incessante por uma beleza idealizada. Esse ideal é tão mais valioso quanto menos alcançável.&lt;br /&gt;A nossa satisfação poderia ser resumida por neurotransmissões estimuladas quimicamente por hormônios. Entretanto, em nosso cotidiano tal experiência forja um vulto. Precisamos ter satisfação profissional, familiar, afetiva, sexual, social, pessoal e o que mais. E sobrecarregamos de responsabilidade por nossa desenvoltura em todas essas esferas menos as nossas capacidades intelectivas e emocionais e mais a nossa aparência. Duvida?&lt;br /&gt;Se o namorado te larga e começa a namorar outra, sua curiosidade é saber o que ela tem de interessante, ou saber se ela é mais bonita do que você? Se no trabalho promovem sua amiga, você se ressente porque ela é realmente mais competente ou porque ela é mais bonita? Se um amigo ou amiga está sofrendo, você tenta dar uma ajuda, o seu “discurso” de ânimo enaltece ou não a beleza da pessoa? E quando queremos dizer que uma pessoa é absolutamente adorável em algum momento deixamos de exaltar o quanto é linda? &lt;br /&gt;Enfim, a beleza tornou-se o começo e o fim de tudo. É uma fé cega de que em sendo bonito e atraente todos os nossos problemas estarão resolvidos. Talvez essa afirmação seja simples demais para dar conta da complexidade de nossas vidas. A beleza acaba por brincar com os limites da nossa satisfação, já que nunca se alcança a beleza idealizada.&lt;br /&gt;Atualmente os avanços da medicina nos brindam com inúmeras oportunidades de modificar nossa aparência. Porém o poder de modificar acabou se tornando uma obrigação. Não sei se para demonstrar o quão dinâmicos e dispostos às mudanças, não sei se para demonstrar posses que nos confiram a inclusão em grupos, só sei que esse afã de modificações estéticas, do fim ao cabo, não mudam as pessoas. Ou seja, se você tem um “desconforto”, não é uma intervenção com fins estéticos que dará jeito. Compreendo cirurgias reparadoras para pessoas que tiveram quaisquer lesões, compreendo a necessidade que algumas pessoas têm de mudar de sexo, compreendo até o investimento que artistas e/ou modelos fazem na aparência, afinal eles têm um retorno pelo sacrifício, todavia a banalidade das intervenções plásticas não fazem nem um indivíduo melhor, quiçá o mundo. Ao contrário, a beleza tornou-se um motim exploratório como um elemento de mero consumo, daqueles que cada vez consumimos mais e a cada dose nos satisfazemos menos.&lt;br /&gt;Achar uma medida de bom senso para a satisfação com nossa aparência está um pouco além da nossa consciência, já que é como lutar contra uma ideologia global, uma força ideológica imperiosa. Porém refletir e propagar idéias para reflexão é uma atitude bastante louvável. Quem sabe um dia quem se declare satisfeito com a aparência, sem interesse por plástica, silicone ou botox, possa não ser execrado e taxado de ridículo, acomodado, retrógrado ou sem noção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-742239736995157297?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/742239736995157297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=742239736995157297&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/742239736995157297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/742239736995157297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2010/01/beleza-x-bom-senso.html' title='Beleza x Bom Senso'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-5622784867183695727</id><published>2010-01-04T08:37:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T08:39:38.756-08:00</updated><title type='text'>Garimpando reflexões em Minas</title><content type='html'>É surpreendente mudar de lugar. É como focar as coisas de modo diferente, tentando ver como os outros vêem. É algo tão absurdo quanto plausível, é uma tentativa inútil e fértil. Inútil porque nunca conseguimos de fato ver o que os outros vêem, entretanto, a tentativa de modificar o nosso olhar em si nos brinda com uma gama infinita de possibilidades positivas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malas prontas e lá vamos nós pra um outro lugar. Não importa para onde vamos, mas com que intenções vamos. Se viajamos a trabalho nossos olhos se fecham para o local, para as pessoas e se aguçam somente para o trabalho. Agora, se a viagem é por nossa conta, pra lazer ou pra cumprir protocolos familiares, aí sim, nossos olhos se perdem. Um dos lugares no Brasil que mais me instigam é sem dúvida Minas Gerais. Não à toa é dos maiores estados da federação. É diverso, é extenso, é retrô e é moderno. Tá tudo ali!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que noto não passa necessariamente pelo olhar. É algo que experimentamos ao longo dos dias, o tempo. O ritmo de tudo é outro. Tudo tão moderado que ouso gracejar que o dia parece que é feito pra descansar, e a noite pra dormir. Os mineiros costumam falar sorrindo que não tem nada pra fazer, mas são mestres em entender que as coisas têm seu tempo. Eis o detalhe cada vez mais massacrado pelo ritmo moderno. O imediatismo violenta a dinâmica das coisas dissolvendo seu encanto. A comida, a festividade, o compromisso, as missões, a agricultura, e até o corpo seguem ritmos temporais próprios, uma sazonalidade que por si não atende à urgência moderna. É difícil e cada vez mais raro perceber as coisas em seu próprio tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a partir da concepção temporal que me debruço na idéia de paisagem e na composição arquitetônica. Pode-se dizer que quanto maior a intervenção e controle do homem sobre um dado espaço maior seu grau de urbanização. Em locais onde a urbanização se dá com resistência, sem pressa, abundam imagens que mesclam marcas de tempo. São casas reformadas que preservam pedreiras e até a estrutura ou fachada. Há muros de casas recém reformadas que mantém os tijolos de cor alaranjada, escuros como se molhados, e o verde do musgo num contraste entusiasmante. Circulam com a mesma desenvoltura charretes, carros de bois, fuscas, caminhões com carroceria de madeira velhíssima, carros do ano, pickups, motocicletas, bicicletas e veículos caros e novíssimos importados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo avança e resiste. E não há marca mais consagrada da fração do tempo que a ditada pela tradição religiosa. Sim, em cidades pequenas as igrejas são pontuais! O som dos sinos ganham a cidade. Outra intervenção sonora distinta são os anúncios de falecimento. Estou acostumada a ler notas de falecimento nos jornais, nos elevadores, e as vezes até por mala direta. Todos os dias há anúncio de falecimento, convite pra velório e sepultamento. E as pessoas realmente se mobilizam para prestar uma última homenagem. De minha parte, aos 32 anos, só “prestei tal tipo de homenagem” para duas pessoas e já tem um bom tempo. Tenho uma leve impressão de que menosprezamos, ou tentamos ignorar o lado tão mórbido quanto natural da morte, pois a vida tem que seguir, e ela tem pressa. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Outro elemento interessante é a questão da espacialidade. A segregação espacial não é tão sofisticada e vil como nos centros urbanos. Se há festas elas são nas ruas, de modo a não ser tão dada a distinção social/econômica. As praças são freqüentadas tanto pelos mais ricos quanto pelos mais pobres. A diferenciação entre as pessoas é um fato social total, irrevogável, porém nas cidades menos urbanas não há tantos elementos de distinção, o que grosso modo equivale dizer que a acumulação de renda e/ou bens não muda significativamente as formas de sociabilidade, o entendimento do ser e do mundo. Essa observação soa mais positiva do que se fato é. Não consigo perceber apuros que confiram a tais indivíduos distinções intelectuais, políticas ou artísticas de tão imersos no pragmatismo nascer, procriar e morrer. Do fim ao cabo é isso, mas felizmente não se resume a isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-5622784867183695727?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/5622784867183695727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=5622784867183695727&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5622784867183695727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5622784867183695727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2010/01/garimpando-em-minas.html' title='Garimpando reflexões em Minas'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-3502570990202206030</id><published>2009-12-07T12:51:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T12:52:27.192-08:00</updated><title type='text'>Ir vendo e aprendendo</title><content type='html'>Fazendo trocadilho com ditado popular. Do jeito que lembrei da história o ditado já me veio trôpego. Ocorreu há cerca de cinco anos, porém me lembro como se hoje fosse.&lt;br /&gt;Fui para Salvador. Essa curta sentença, se detalhada e estendida, nos oferece uma compreensão menos garbosa e mais dramática. Deixe-me expressar mais e melhor: Fui para Salvador, de ônibus, com meu pai, minha mãe e minhas duas irmãs. Ta bom pra você? Faltou apenas o detalhe de misericórdia: só tem uma coisa que eu odeio mais do que a Bahia, os baianos.&lt;br /&gt;Se meu detido leitor tiver capacidade ilustrativa, parca que seja, já vai conseguir compor o cenário: É dramático! E vários elementos serviam para sofisticar essa intrépida aventura. O primeiro deles a localização das nossas poltronas no ônibus. Nós cinco estávamos tais e quais guardiões inveterados do que chamam de banheiro. Sim, chamam de banheiro, mas ao meio da viagem aprendi que aquilo, na melhor das hipóteses, não passava de um tambor de amônia. Na pior das hipóteses uma estação de tratamento de esgoto.&lt;br /&gt;Feliz seria a viagem se o inconveniente fosse apenas essa tal vigília, acompanhada dos odores e do bater incessante da porta do banheiro. Meu pai, devo admitir, foi o que mais se fudeu. Nas primeiras 4 horas de viagem caiu uma chuva tão forte, mas tão forte que Noé já tratava de cortar madeira, juntar pregos, e deixar os bichos sob aviso. Comecei a ouvir um barulho repetitivo que se eu não estivesse no ônibus juraria trata-se de um pinga pinga num saco plástico. No que depender de mim os otorrinolaringologistas morrem de fome, pois era mesmo isso o que eu ouvi. A água da chuva ganhava o ônibus, mais precisamente sobre o assento do meu pai que se cobria com um saco de mercado. Aprendi que as vezes é preciso mais do que uma vida pra ver tanta miséria. Calma, Salvador estava a caminho e aquilo não passava de uma previa.  De mais a mais nem dava pra reclamar, afinal de contas meu pai foi jogador de water pólo, tem bastante intimidade com a água.&lt;br /&gt;O ônibus seguia firme, alterando a rota por conta das condições precárias das estradas em virtude das chuvas. Parece noticiário do Jornal Nacional, mas não é. É a realidade das rodovias do nosso Brasil. A precariedade e o pouco caso do público é uma perversidade manjada no intuito de legitimar a privatização. Já estávamos Minas Gerais a dentro e eu pensava na morte como a saída digna e rápida daquela situação. Eu respirava e suspirava ódio, refletindo sobre o quê eu estava fazendo ali naquele lugar, naquelas condições. Uniu-se ao odor de amônia um cheiro de mofo, umidade, promovido por aquele pequeno vazamento que meu pai aparou com saco plástico.&lt;br /&gt;O ar condicionado do ônibus era qualquer coisa! Oras parecia uma câmara frigorífica, oras o ar ficava rarefeito e morno. Aprendi que meio termo é uma utopia. &lt;br /&gt;E o que dizer dos locais de parada para alimentação? Nunca comi tanto biscoito de polvilho na minha vida. Era o que mais se aproximava da honestidade depois dos picolés que já vêem embalados de fábrica. Minha mãe, que tem um apetite de quem bate laje, comprou algo que abusava da denominação coxinha de galinha. Abriu a coxinha ao meio para apreciar o recheio e logo notou que havia uma liga, como baba de quiabo. Foi assim que minha família foi unânime em se vingar nos biscoitos. Aprendi que qualquer tapurú se alimenta melhor do que quem viaja de ônibus do Rio de Janeiro para Salvador!&lt;br /&gt;Claro que nem tudo é só ruim. A sociabilidade no ônibus é interessante. Nas paradas eu reparava numa mulher com duas crianças. Ela fazia uma espécie de ritual. Ajeitava as crianças, penteava os cabelos, guardava uns brinquedos e de uma bolsa pegava uma foto e ficava olhando com devoção. Por vezes, com a foto em mãos, falava qualquer coisa que eu não ouvia muito bem. Imaginei que fosse uma oração pra guiar bem a viagem, pra proteger ela e os filhos, que fosse a foto do tão querido e saudoso marido, ou algo do gênero. Notando a minha persistente observação, lá pra quarta parada ela me contou o segredo. Aquela foto não era de nenhum santo ou entidade, não era de ninguém se não dela mesma, só que de uma época em que ela tinha trinta e cinco quilos a mais do que então. Todas as vezes que iria fazer uma refeição, ou beliscar qualquer coisa, ela se concentrava naquela foto, dizia algumas palavras de pavor e negação àquela imagem, e tomava isso como estímulo para não se exceder. Achei aquilo forte e um pouco triste, mas ela sorria e dizia que funcionava perfeitamente. Afirmava que assim fazia há seis anos. Fica a dica de terapia de choque aos que desejam permanecer magros. Aprendi que podemos ser devotos a tudo e qualquer coisa.&lt;br /&gt;Vinte e quadro horas depois de entrar no ônibus, com muitos e muitos quilômetros rodados, chegamos em Salvador. A primeira visão que tivemos da cidade era de lamentar duas vidas: um gigantesco templo da Igreja Universal. O diabo não teria capacidade de pensar algo tão vil. Ao descer do ônibus ao invés do alívio me tomava o desespero: a volta! Pensando nessas coisas foi que eu perdi quase que totalmente o medo da morte. Quando alguém chega pra mim e diz que foi a Salvador a primeira frase que brota em minha mente é “meus sentimentos”. Aprendi que o prazer e o desprazer, a felicidade e a infelicidade, o bonito e o feio, o bom e o ruim são apenas considerações pessoais. Você leu as minhas. E você, tem considerações para compartilhar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-3502570990202206030?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/3502570990202206030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=3502570990202206030&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3502570990202206030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3502570990202206030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2009/12/ir-vendo-e-aprendendo.html' title='Ir vendo e aprendendo'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-3369470852848687084</id><published>2009-11-25T12:57:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T13:00:01.170-08:00</updated><title type='text'>Narciso, o espelho e a esfinge</title><content type='html'>Nós estamos reféns do adágio “ver para crer”. Nunca no mundo houve uma difusão tão intensa de imagens. Não damos importância a algo que não esteja registrado em imagens. Se não há imagens, é como se não existisse. Ou seja, algo ganha existência social a partir do momento que sua imagem passa a circular. É interessante refletir um pouco sobre a questão da imagem, fixa ou em movimento.&lt;br /&gt;Os primeiros estudos sobre a câmera escura não seriam eficientes para prever o seu desenvolvimento e popularização no futuro. Da câmera escura para as potentes câmeras digitais da atualidade há um salto promovido por tecnologias óticas no apuro das lentes, e digitais na diversificação e potencialização de recursos. Porém, o fim último é o mesmo: cristalizar uma imagem. &lt;br /&gt;O cinetoscópio e as projeções dos irmãos Lumiere não conseguiriam dar conta do fascínio e êxtase provocado pelas imagens seqüências que pela velocidade nos proporcionam a hipnotizante sensação de movimento. Como se a ilusão do movimento não bastasse, o som introduzido nessas imagens a cada dia nos envolve mais de tão nítidos, potentes e articulados. É melhor ouvir as imagens das películas do que o som propagado do nosso dia a dia, assim como as imagens dos filmes são sempre bem mais elaboradas, desenhadas para o prazer e a narrativa, do que as que anadvertidamente se apresentam aos nossos olhos.&lt;br /&gt;No Brasil a ilustre figura monarca de Dom Pedro II era conhecida pelo entusiasmo e apreço pelas imagens, deixando como legado uma boa coleção de fotos (publicadas no livro “Coleção Princesa Isabel”). Por outro lado, nem todos no Brasil se renderam tão docilmente aos encantos das imagens. Há uma famosa crença de algumas tribos indígenas de que a fotografia aprisiona não meramente a imagem, mas também a alma das pessoas. Essa crença não foi forte o suficiente para diminuir nossa fixação.&lt;br /&gt;Hoje, onde quer que se vá há câmeras. São portáteis, amadoras ou profissionais. Todos estão sendo captados por câmeras, seja nos corredores de um shopping, nos elevadores de apartamentos, em lojas de conveniência, e mesmo nos transportes coletivos. É difícil escapar dos cliques. Aliás, já notaram o quanto é agradável o clique das máquinas? Acredito que já há tecnologia suficiente para silenciar o disparo das máquinas, entretanto, o som é parte do encanto.&lt;br /&gt;Imaginem comigo um ensaio fotográfico. Há um pano cobrindo as paredes do estúdio, iluminação, uma modelo, o fotógrafo, uma bonita máquina e, duvido que alguém consiga imaginar tudo isso sem o som dos disparos.&lt;br /&gt;Nesse exato momento em que sacrificantemente você me lê tem alguém fotografando o Cristo, o Taj Mahal, a muralha da China, a Torre Eiffel, a estátua da liberdade, as pirâmides do Egito e até coisas muito menos importantes na atualidade, como o pai, a mãe ou os avós. E o que dizer de eventos e celebridades? Um evento e uma celebridade são tanto mais importantes quanto mais mirados por câmeras. Diga-se de passagem, se ninguém fotografou esse evento não importa.&lt;br /&gt;Com o crescimento das redes de relacionamentos as imagens batizada pela Adobe Photoshop são muito mais atraentes e importantes, geram muito mais status do que talento, competência, retidão moral, caráter, erudição ou quaisquer outros predicativos que na época de Platão ou Aristóteles eram associados ao bom e belo, que na época do iluminismo representavam avanço e liberdade.&lt;br /&gt;Andando pelas ruas é possível constatar que as pessoas estão muito empenhadas em registrar os momentos. Mas é difícil, complicado mesmo reproduzir nas nossas imagens cotidianas os “momentos chaves” consagrados e cuidadosamente elaborados pelo cinema. O que eu quero dizer é que o dia a dia tem mais de banal do que de surpreendente. Falta às pessoas bom senso para entender isso, e no afã de reproduzir em suas vidas o que se vê em revistas, tv e cinema, acabam forjando num momento qualquer um suposto evento. &lt;br /&gt;Quem nunca viu na monotonia de uma praça um grupo de adolescentes arrumarem uma presepada qualquer no sofrido intuito de conferirem qualquer graça em suas vidas monótonas dignas de serem divulgadas? O mesmo acontece em boates! A música tá chata, a bebida tá horrível, o evento tá sacal, mas as fotos dizem que todos estavam lindos e a saída foi inteiramente maravilhosa. &lt;br /&gt;Desagradável ter que dizer para as pessoas que a vida não é assim o tempo todo. Doloroso ter que dizer que a alegria que propagam por aí em manhãs ensolaradas de sorrisos em que aparecem até os sisos não existe, é construída. E nessa construção de uma vida quase idílica muitos jovens amargam uma existência de frustração. Explica pra um rapaz que ele não vai pegar a Angelina Jolie. Aliás, explica também para algumas moças. Explica para as meninas que o futuro marido dela não se parece com o Brad Pitt, nem na aparência, menos ainda na fortuna.&lt;br /&gt;Deixando de lado o poder avassalador das imagens, acredito que aos poucos surgem formas de reação à violência ideológica das imagens. É uma briga de Titãs, pois uma ideologia só pode ser combatida por outra. Enfim, sem querer ser visionária, afinal já deve estar acontecendo, vai chegar o momento em que só daremos crédito ao que não está falseado em imagens. É ir a uma festa e no dia seguinte comentar: Putz, maravilhosa, não tinha ninguém fotografando, não rola uma só imagem, quem estava estava, quem não estava fica para próxima. Ou comentar sobre uma banda: ninguém viu, só ouvimos! E por aí vai...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-3369470852848687084?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/3369470852848687084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=3369470852848687084&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3369470852848687084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3369470852848687084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2009/11/narciso-o-espelho-e-esfinge.html' title='Narciso, o espelho e a esfinge'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-8129801486307895029</id><published>2009-11-16T08:15:00.000-08:00</published><updated>2009-11-17T10:50:40.495-08:00</updated><title type='text'>Pós Modernidade em três tempos</title><content type='html'>O que é modernidade? Não nos faltam conceitos ou frases prontas para dar conta da categoria modernidade. Talvez haja uma espécie de unanimidade inocente que resolve a modernidade com a idéia de novo, e junto desse novo uma série de atributos positivos. Não pretendo desenvolver uma discussão densa sobre a modernidade, porém me instiga ilustrar um pouco do cotidiano de uma suposta pós modernidade, pautada mais especificamente no neoliberalismo, em três tempos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No trabalho&lt;br /&gt;Todos os dias, no horário destinado para o almoço, eu me direcionava para o enorme restaurante central da empresa para a qual presto serviços. No restaurante há filas para vários tipos de comida, desde os que devem evitar sal, passando pelas comidas pesadas, uma fila para massas, para omeletes, para comida japonesa e até para quem prefere saladas, como é o meu caso.&lt;br /&gt;Bandeja, um prato, talheres. Eu ia selecionando os ingredientes e uma funcionária me servia. Tratava-se de uma rotina, já que raramente eu me dispunha a comer qualquer outra coisa. A moça que me servia passou a sorrir e me tratar com muito carinho, me achava magrinha, ficava preocupada que eu comia pouco, e sempre insistia em colocar mais disso ou daquilo conforme o meu gosto.&lt;br /&gt;De bandeja em bandeja notei que a barriga da moça aumentava. Sim, ela me confirmou que estava grávida. Eu sempre brincava, sorria, mexia com a barriga dela, me interessava pelo pré-natal. &lt;br /&gt;Decidi que iria dar um presente para o bebê. Queria comprar um presente bacana, mas seria prudente saber o sexo. Todos os dias eu perguntava se ela já sabia o sexo do bebê e nada.A confirmação do sexo do bebê demorava tanto que eu já estava indócil. Ou eu comprava logo um presente, ou acabaria não conseguindo presenteá-la. Tive a impressão de que ela seria afastada, não por licença maternidade, mas por demissão mesmo. &lt;br /&gt;Eu estava certa, tinha mesmo que ter me adiantado com o presente, não consegui presenteá-la! Entretanto, quem foi afastada do trabalho não foi ela, fui eu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na Rua&lt;br /&gt;Em todas as cidades do mundo há moradores de rua. Em Niterói, cidade onde moro, há um desses moradores de rua, por sinal bastante simpático e famoso. Ouvindo os gritos da molecada, anos e anos, aprendi que atende pela alcunha de “Tá ligado”.&lt;br /&gt;É bastante comum a associação dos moradores de ruas a doenças mentais. Não sei o quanto isso tem de real e verificável, não sei o quanto isso é um mero clichê. Até mesmo porque em toda loucura há muita lucidez.&lt;br /&gt;Dia desses eu pedalava pela orla e ao longe vi “Tá Ligado”. Quando fiquei próxima pedalei bem devagar, fiquei observando. Enquanto ele atravessava a rua falava alto ao celular. Falava muito, provavelmente com a esposa, e explicava o que ela tinha que fazer em casa, com as crianças, dizia que não iria demorar para chegar e mandava: beijo, amor. Tudo isso muito orgânica e tranquilamente!&lt;br /&gt;Olhei a cena como olharia qualquer pessoa que fizesse o mesmo. Segui meu caminho e a ficha caiu! Ta Ligado tem esposa? Não. Tem filhos? Se tiver não lhe foram apresentados. Ele tem casa? Tão ampla a não caber em paredes, a rua. E o melhor: o celular dele teria créditos pra falar tanto e tão calma e pausadamente? Não. Louco, né? Ele é o reflexo escuro do que somos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No shopping&lt;br /&gt;Se a Modernidade nos forjou conceitos, entre eles está o par oposicional público e privado. O público é de todos, é externo, é o local da ordem estabelecida, das regras e dos direitos, da sociabilidade. Já o privado é um local onde pode-se criar regras, o indivíduo se investe de poder. Na pós modernidade é licenciosa a apropriação do local público, e por vezes até a invasão do privado.&lt;br /&gt;Eu estava no centro de Niterói, fazendo hora entre um compromisso e outro. Cansada, queria sentar à sombra, refletir um pouco, olhar a paisagem, os passantes e até quem sabe ler. Para esse intuito uma praça pública vinha muito a calhar.&lt;br /&gt;Descobri que na cidade em que moro são escassos e quando existentes depredados e abandonados os espaços públicos. Quando há bancos e cadeiras, não há sombra. Quando há sombras, nada de assentos. E em todo e qualquer local em que se pare há sujeira, um alguém que se incomoda com sua estranha presença e vários vagabundos à espreita.&lt;br /&gt;O Centro da cidade já fora o local de praças, comércio e igrejas. Hoje tudo isso está no mesmo lugar, porém o lugar não é mais o mesmo. Por motivos diversos achei o centro hostil à minha parada, sendo propício se muito à circulação. Lá fui eu para o shopping Center.&lt;br /&gt;Ar condicionado, lojas, ambiente termicamente controlado, luminosidade constante, segurança, entretanto, assim como a rua, é pra circular e consumir. Não há muitos locais para sentar, a não ser na praça de alimentação. Em outros termos, se quiser sentar é bom consumir.&lt;br /&gt;Achei, finalmente, dois pares de bancos. Não para surpresa, os bancos são disputados. Na minha primeira investida não tinha lugar vago. Dei uma volta, olhei vitrines e novamente mirei os bancos, dessa vez tinha apenas um senhor, sentei logo ao lado. Em menos de 30 segundos brilhantemente concluí o porquê não tinha ninguém sentado ao lado do senhor: era insuportável.&lt;br /&gt;O sujeito não tinha um, mas dois aparelhos celulares. Aparentemente não era um sujeito de negócios, para o qual o celular é o instrumento de trabalho. Enfim, o que ele fazia era selecionar músicas nos aparelhos e ouvi-las na máxima potência dos autofalantes dos aparelhos. Era como um DJ com duas pickup’s. Intercalava músicas entre um celular e outro. Parecia orgulhoso de sua seleção musical. Começou com Roxette “Must been love”, parou Beyonce no meio de “Halo”, introduziu Ne-Yo “Closer”, depois Akon “Feat kardinal off”, mas só ficou satisfeito com Jota Quest na frase “hoje eu preciso ouvir qualquer palavra sua/ qualquer frase exagerada”...pensei que era sugestivo, e eu poderia sem sacrifício dizer a ele pra ouvir as porras das músicas naquele volume na puta que pariu, na casa do caralho ou algo assim. Fiquei acompanhando essa violência não ao lado dele, mas ao redor, esperando o outro banco vagar. Diga-se de passagem que ele “expulsou” com essa trilha nada menos que seis pessoas que inadvertidamente sentavam ao seu lado. Achei de uma petulância, de um desrespeito, de uma ausência de noção de coletividade, que não consegui sair dali sem observar muito para escrever esse post como um protesto.&lt;br /&gt;Querendo fazer um protesto, fique à vontade nos comentários!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-8129801486307895029?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/8129801486307895029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=8129801486307895029&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8129801486307895029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8129801486307895029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2009/11/pos-modernidade-em-tres-tempos.html' title='Pós Modernidade em três tempos'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-5493419357223707180</id><published>2009-11-11T10:48:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T10:51:39.391-08:00</updated><title type='text'>É bom encontrar / É bom guardar</title><content type='html'>Felizmente o frenesi da leitura bateu em mim. Eu já estava farta, me achando uma rude por não ter paciência pra ler dez páginas que fossem. Claro, por obrigação acabo lendo muito mais do que isso, mas falo ler espontaneamente. Enfim, combati a distância das leituras com um remédio perfeito: li um bom livro. &lt;br /&gt;Os livros são como as pessoas. Têm capa, orelha com promessas, e conteúdo. O conteúdo e a forma como é construído muda. A capa pode ser discreta ou bastante vistosa. A orelha pode conter informações fidedignas ou falsas. Porém, o balanço desses fatores, para o bem ou para o mal, vezes agrada a uns mais do que a outros, agrada a poucos, e há até os que agradam a quase todos, eis um balanço precioso.&lt;br /&gt;Acredito então que encontrei uma pessoa encantadora, ou seja, um livro que me seduziu. Me fez ler cada uma de suas linhas, parágrafos e páginas avidamente. Não podia ter uns minutos livres e já pensava nele, em tudo o que poderia ter pra me dizer num próximo encontro. Olhava para a capa e suspirava. Sim, a capa faz parte do encantamento. Conforme lia eu sorria. Alguns trechos do que eu lia, não contente de internalizar, eu ainda dividia com alguns pacientes ouvidos que estivessem à disposição. Não nos basta gostar, precisamos de afirmação do nosso gosto. &lt;br /&gt;E assim foram duzentas e tantas páginas. Ficam as imagens, as palavras, os assuntos, as lembranças e um suave gostinho de quero mais. Foi uma relação intensa, de três dias, com muito prazer e nenhuma culpa. Eis uma suposta diferença das relações que temos com pessoas. Finda a leitura, o livro vai para uma estante, aguardar que o tempo o torne novidade. Acho que, assim como fazemos com livros, guardamos muitas pessoas na estante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-5493419357223707180?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/5493419357223707180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=5493419357223707180&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5493419357223707180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5493419357223707180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2009/11/e-bom-encontrar-e-bom-guardar.html' title='É bom encontrar / É bom guardar'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-282959308953055760</id><published>2009-10-25T19:06:00.001-07:00</published><updated>2009-10-25T19:08:05.057-07:00</updated><title type='text'>Ressuscitando e Revisitando</title><content type='html'>Sumida? EU? Não, apenas uns contratempos. Em verdade estou como todo e qualquer ser no ritmo desenfreado do neoliberalismo, abraçando o mundo com as pernas. Enfim, nem sempre tenho tempo para dedicar a esse blogger e aos meus supostos três ou quatro leitores. &lt;br /&gt;Tomara que minha ausência não tenha sido motivo suficiente para decretar a extinção desse espaço. &lt;br /&gt;Enfim, reavivando o blogger, hoje eu estava lendo freneticamente vários textos e acabei tendo que revisitar uns conteúdos da época da faculdade, em cadernos. Escusado dizer que o caderno de uma criatura como eu, quando existe, é mais recheado de desenhos e recados do que efetivamente de conteúdos das disciplinas. E foi assim que encontrei meu tesouro para um domingo.&lt;br /&gt;Me deliciei lendo bilhetes e recados dos amigos. Revivi as aulas através dos comentários, desenhos, rabiscos, e até encontrei escritos de ordem muito pessoal, como uma carta para a minha afilhada, e uma poesia. &lt;br /&gt;Foi interessante ler tudo e fazer aquela catarse, pensar o que foi e refletir sobre o que está sendo a vida. Por essa perspectiva é que encontrei ânimo em dividir uma poesia com vocês. Não é nada formal ou melancólico demais, muito embora eu me lembre bem da dor que senti quando escrevi, e convém dizer que se aproximava com a dor que eu estava sentindo hoje. A poesia tem um quê de expurgo, porém é mais interessante pela exaltação dos sentimentos numa era de imediatismos, flexibilidades e avanços tecnológicos, com uma leve irreverência. O que em verdade quero dizer é que não é boa, mas pertinente de tão banal, pois aposto que já aconteceu, está acontecendo ou acontecerá com você. Vejamos a poesia, sem título ou data exata:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A separação não dói&lt;br /&gt;Não demora&lt;br /&gt;Duro é o processo&lt;br /&gt;Tão longo que não se vê progresso&lt;br /&gt;Complexo a ter sucesso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convence meu corpo&lt;br /&gt;A não ter mais seu encosto&lt;br /&gt;Convence meu sábado&lt;br /&gt;A não esperar seu atraso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz meu celular não cantar com seu nome&lt;br /&gt;Não vibrar com sua ligação&lt;br /&gt;Não perder bateria por tão longa duração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem guia minhas pernas&lt;br /&gt;Pra não rumar pro teu caminho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse processo truncado&lt;br /&gt;Nem sempre dou pra ficar sozinha&lt;br /&gt;E quando dou sou mais só&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando finda o dia&lt;br /&gt;Balanço o que podia ter feito&lt;br /&gt;Não estivesse desfeito&lt;br /&gt;Não estivesse desfeita&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-282959308953055760?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/282959308953055760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=282959308953055760&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/282959308953055760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/282959308953055760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2009/10/ressucitando-e-revisitando.html' title='Ressuscitando e Revisitando'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-3993874257967253922</id><published>2009-05-19T06:43:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T06:47:37.259-07:00</updated><title type='text'>O fetiche da dona de casa</title><content type='html'>Farei hoje algo que não faço há tempos, uma crônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luzia se levantou com os primeiros raios de sol. Há quem se dê ao luxo de ir da cama para o banheiro, só que Luzia tinha outro percurso. Sua rotina era a da cama para a cozinha, colocar no fogo uma chaleira com água pra passar um café. Enquanto a água esquentava ela ia ao banheiro, se ajeitar. Olhou-se no espelho, lavou o rosto, escovou os dentes e voltou pra cozinha. &lt;br /&gt;José Carlos despertou com o cheiro do café fresco que tomava a casa. Esse sim, fazia o percurso da cama para o banheiro. Fez a barba, tomou banho, se arrumou e sem demora foi pra cozinha, tomar seu café fresquinho. &lt;br /&gt;Enquanto José Carlos retalhava o queijo Luzia mirava aquele sujeito. Cinco anos. Como pôde o tempo lhe passar tamanha rasteira? No primeiro ano tudo eram flores, dava gosto de ver o homem sempre bem disposto, lindo, apaixonado, animado, falante, comparecendo até quando ela menos esperava. As vezes de manhãzinha, antes de ir ao trabalho. Saudosa disposição! Se antes o sujeito lhe dava atenção, carinho e prazer, agora lhe dava nervoso, tédio e trabalho. A mente de Luzia não parava de fazer comparações, das mais clichês possíveis, tudo dentro da oposição “antes e agora”. &lt;br /&gt;Mas há que seguir a vida. Não mudou sequer o semblante, apenas se limitou a ficar com o olhar distante e a boca calada. E como pela manhã os humores nem sempre são os melhores, José Carlos nada reparou de anormal. Se por um lado Luzia se contrariava, por outro se compadecia, crendo que a vida é assim mesmo, com dias mais animados, dias menos. &lt;br /&gt;José Carlos se despediu num tom despreocupado e Luzia lá ficou arrumando a louça do café, se divertindo passando a vassoura no chão, dando de comer aos cachorros, jogando uma água no quintal, arrumando a cama, dobrando lençóis, pondo roupa pra lavar, regando as plantas e enfim, deixando sua casa de subúrbio no jeito. &lt;br /&gt;Numa pausa antes de fazer o almoço Luzia pensou que deveria se arrumar mais, investir no visual, comprar umas bijouterias, coisas para alegrar e reavivar seu ímpeto de mulher. Colocou uma sopa de ervilha no fogo, e foi dar um pulinho rapidinho no Centro, bater perna no Saara. Enfim, de Mesquita para o Centro do Rio, lá foi Luzia.&lt;br /&gt;O Saara era um mundo se colorindo aos olhos de Luzia. Pessoas, camelôs, roupas, eletrônicos, acessórios, brinquedos, bijuterias, e um sem número inutilidades para o lar. Pensou ter achado o paraíso do plástico: prato, copos, bandejas, baldes, bacias, porta pregador, tigela, taça de sobremesa, espátula de bolo, concha de feijão...O dinheiro não era compatível com a quantidade de mercadorias inúteis desejadas por Luzia. Em abono da verdade sequer teria fim a dar àquele mundo de cacarecos. Continuava perambulando, linda, ouvindo gracejos daqui e dali. Os gracejos lhe eram muito bem vindos, polindo o ego meio abalado da dona de casa. Quantos mais ouvia, mais se empinava e sorria tímida. &lt;br /&gt;Já numa de fechar o passeio Luzia saboreou uma esfiha com um copo de suco de caju, promoção de ocasião numa lanchonete. Traçada a esfiha passou o guardanapo de papel grosso na boca, o qual levou-lhe dos lábios o que lhe restava do batom. Respirou fundo, seguiu em direção ao ponto de ônibus, rumando para casa. &lt;br /&gt;Ao chegar à esquina de casa ouvia crianças rindo, levadas de cachorros e muita gente dispersa na rua. Se aproximando mais, viu um caminhão do corpo de bombeiros e logo lembrou: a sopa de ervilha. Caiu no susto!&lt;br /&gt;Abrindo vagarosamente os olhos, Luzia via as coisas turvas. Sentiu o toque firme de uma mão lhe amparando o braço e uma voz encorpada perguntando se ela estava bem. Conforme sua visão ia melhorando, Luzia ia amolecendo diante da imagem que se formava. Era o De Paula, segundo lera no bordado na lateral do uniforme. A troca de olhares não deixou dúvidas.&lt;br /&gt;No dia seguinte a manhã foi bem diferente. José Carlos acordou com as malas prontas, com suas roupas ainda cheirando a fumaça do incêndio do dia anterior. A casa estava bagunçada, mas nem por isso Luzia a arrumou. Tomou um banho daqueles, ficou maravilhosa e pronta para a alegria. Hoje ela tinha um encontro marcado com o prazer: Ia ter com o De Paula. Eita fogo providencial!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-3993874257967253922?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/3993874257967253922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=3993874257967253922&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3993874257967253922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3993874257967253922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2009/05/o-fetiche-da-dona-de-casa.html' title='O fetiche da dona de casa'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-249535976268839602</id><published>2009-05-05T09:26:00.001-07:00</published><updated>2009-05-06T19:17:57.005-07:00</updated><title type='text'>Cuidado com os Desejos</title><content type='html'>Desde a mais tenra idade somos movidos pelos nossos desejos. Alguns alcançamos e comemoramos muito, outros alcançamos e sequer nos damos conta. Fiz um balanço dos meus desejos e concluí que não sou a criatura mais feliz do mundo, e nem conheço quem o seja, porém devo admitir que tive a maioria dos meus desejos realizados.&lt;br /&gt;Um dos primeiros e maiores desejos, que tenho consciência, foi a bicicleta. Eu queria tanto uma bicicleta que quando chegava perto de uma eu tinha até dor de barriga. Aos sete anos, de aniversário, meu avô me deu uma bicicleta: uma Brandani, verde metálica. Lembro-me da bicicleta como se a visse hoje, e os anos não diminuíram a fissura por bicicleta.&lt;br /&gt;Entre 14 e 15 anos eu queria um computador. Lembro-me de ver um IBM aptiva numa loja no shopping, com um vídeo tosco de um tubarão. Nossa, novamente a tal dor de barriga me consumia. Lembro-me de também ter sentido dor de barriga parecida quando deparei-me numa bienal com um computador que “lia” um livro do Paulo Coelho. A escolha dele não era das melhores, mas o feito me deixou perplexa. Era hiper atrativo, porém aquilo não estava à venda. Em abono da verdade, se estivesse à venda pra mim não iria fazer diferença. O fato era que eu precisava de um computador! E numa bela noite, do nada, meu pai me adentra em casa, cheio de peso e fios, e não era nada menos que um computador: um IBM 386, rodando o Windows 3.11. Hoje sei que ele não era grandes coisas, mas pra mim, naquele momento, era melhor do que o foguete que foi pra lua. Eu não consegui dormir por uma semana. Até hoje sou viciada em computador, adoro. E ainda passo noites sem dormir por conta dele.&lt;br /&gt;Há os desejos que demoram um tanto mais pra se concretizarem, sobretudo os imateriais. Lembro-me de ir para a faculdade e no caminho eu seguia com os olhos um rapaz que ainda freqüentava colégio. Ele era lindo, vestia roupas de marca, vira e mexe eu o deparava ficando com uma menina ou outra no caminho, e enfim, embora traída, eu o desejava. Terminei a faculdade, me envolvi em um milhão de roubadas. Esse ser sumiu não apenas dos meus olhos, mas também da minha memória. Eis que numa tarde qualquer eu pedalava minha querida bicicleta, não a Brandani e sim uma Caloi 100, e um rapaz se aproxima também pedalando. Era ele! Conversou um pouco e pediu pra ficar comigo. Parece ficção, dá uma bonita cena de filme, mas é a pura verdade. Tão verdade que o cara não era mais o rapaz lindo que me chamava atenção. Os anos não lhe fizeram muito bem. Agora era um homem em roupas que em nada faziam lembrar as que tão bem lhe vestiam no passado, com uma barriguinha desavergonhada, e com o cabelo já bastante falhado. Eu não desejei tanto ele? Ali estava ele! E fiquei, beijei, abracei, acarinhei, apertei, fiquei feliz. Não que o ficar tenha sido ótimo, mas a realização do desejo ocorreu, mesmo que com um atraso de uns dez anos.&lt;br /&gt;Quando adolescente eu ia bastante ao trabalho do meu pai. E entre uma infinidade de funções que as pessoas desempenhavam eu me encantei com a de continuísta. Contudo, eu frequantava os sets de filmagens, e nunca a base da produção. Ou seja, eu via parte das atividades de uma continuísta. Eu desejava estar no lugar da continuísta. Dia desses eu lamentava o stress da minha profissão, e de repente lembrei da adolescente que há mais de quinze anos atrás desejou ser continuísta, com alegria e empolgação. Hoje sou uma continuísta, e nesse minuto declaro a minha vergonha por reclamar do meu trabalho. Afinal, não fui eu que desejei isso? Eu consegui!&lt;br /&gt;Pois bem, partilhei com vocês desejos muito pessoais. Porém, há muitos desejos coletivos. Desejamos enquanto nação ter um presidente vindo das camadas menos favorecidas da população, que tivesse como meta a diminuição das disparidades sociais que tanto denigrem a imagem do nosso país. Nosso desejo foi realizado, entretanto, penso que o desejo coletivo colidiu com um desejo pessoal. Posso estar sendo maniqueísta, e até cruel, mas não covarde. O desejo da nação era ter um presidente justo (seja lá o que isso for), e o sonho do indivíduo que chegou na presidência me parece que era o de não mais ser pobre. Alcançados os desejos, não nos damos conta deles. Termino esse texto que demorou mais de semanas para ser feito iluminando minha mente com as frases de Raul Seixas em “Ouro de Tolo”: “Porque foi tão fácil conseguir/ E agora eu me pergunto "e daí?"/ Eu tenho uma porção de coisas grandes prá conquistar/ E eu não posso ficar aí parado...”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-249535976268839602?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/249535976268839602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=249535976268839602&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/249535976268839602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/249535976268839602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2009/05/cuidado-com-os-desejos.html' title='Cuidado com os Desejos'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-4604651952772610302</id><published>2009-03-02T11:14:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T11:15:10.405-08:00</updated><title type='text'>Tirania, autoritarismo ou despotismo</title><content type='html'>Se há algo que me arrepia o último fio de cabelo são as verdades absolutas. Contudo, como viver sem elas? Uma delas que irei refutar é a de que o ser humano está para a evolução. Creio sim que nada é estático, contudo não percebo lógica ou linearidade nas relações humanas. Vou me valer do exemplo do que é a entidade criança na sociedade ocidental e como tal entidade vem se comportando no geral e na média, claro que com exemplos crassos.&lt;br /&gt;O assunto é relevante, embora a minha introdução a ele tenha sido demasiadamente pomposa. E estou convicta que ao terminar de ler minhas parcas linhas você terá um depoimento fervoroso para compartilhar. Você só não terá, queira Deus, uma solução definitiva para a questão.&lt;br /&gt;Enfim, o período histórico denominado Modernidade inflou os ideais de liberdade com regras que deveriam ser defendidas pelos Estados, os direitos. E por seu turno, grosso modo, os direitos categorizaram os sujeitos. No auge dessa sofisticação podemos de antemão reconhecer o homem, a mulher e a criança. Compreendendo que dentro desses há uma miríade de outros sujeitos que demandam mais e mais direitos específicos.&lt;br /&gt;Enfim, já temos a entidade criança. Por uma lógica de propagação de ideais ditado por vertentes diversas a criança é um ser em formação, que merece cuidados e investimentos, dos pais e do Estado, para crescer e então poder contribuir com a sociedade. Em tese essa idéia quase me arranca lágrimas. Porém em prática a boa intenção apresenta equívocos graves.&lt;br /&gt;Em 20 de Novembro de 1959, pela Assembléia Geral da ONU, foi aprovada a “Declaração dos Direitos Universais Criança”. Tal declaração é o documento base de preceitos fiscalizados no mundo inteiro pela UNICEF. Ora essa, os direitos são únicos, tal e qual a cultura mundial o fosse. Lendo de outro modo, os direitos universais só vão até onde deixa a cultura. E eu estou sendo no mínimo preguiçosa em não me ocupar em descrever a origem, organização e atuação da ONU e da UNICEF. Saca a história da raposa vigiando as galinhas? Mais ou menos por aí.&lt;br /&gt;A resumo da declaração é a de defender e integrar a criança na sociedade e zelar pelo seu convívio e interação social, cultural e até financeiro, dispostos em dez princípios http://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_Universal_dos_Direitos_da_Crian%C3%A7a . No Brasil, em 13 de Julho de 1990 foi decretado o Estatuto da Criança e do Adolescente http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm . É um “avanço”, uma ação de esforço em se colocar ao passo do que dita a civilização moderna ocidental. Eu nem vou entrar no mérito de constarem entre os que endossam, assinam, tal documento o nosso ex-presidente Fernando Collor de Mello, e o irreverente ministro Antônio Magri. O documento é ou não é IMEXÍVEL?&lt;br /&gt;Dispostas as informações que alicerçam minha picuinha, posso então investir nas manchetes que ultimamente andam me causando desconforto. Todos os dias há notícias que envolvem crianças. Sinal de que ela é um elemento importante, visível, em nossa sociedade, portanto, ponto para os Direitos Universais.&lt;br /&gt;As notícias que envolvem crianças e adolescentes ora os apontam como vítimas de maus tratos, violência e abuso, ora os colocam como irresponsáveis, sem limites, usuários e/ou vendedores de drogas e autores de crimes de escalas diversas, desde assaltos a homicídios. Sobre essas notícias que apontam os famigerados “menores” como elementos com atuação desviante, o Estatuto da Criança e do Adolescente é constantemente colocado em pauta, acusado de corroborar com a criminalidade por conta da definição da menor idade penal. Leia-se, um menor de idade responde de maneira distinta por um crime e ciente de sua punição abrandada pelo estado, se valem de uma suposta impunidade.&lt;br /&gt;Cientes mais ou menos de seus direitos, muitas crianças e adolescentes não fazem um bom arranjo de seus direitos e deveres. Embora sejam deveres leves, eles têm deveres. São tutelados pelos pais e pelo Estado, contudo, nem sempre acatam ordens. E por conta de uma espécie de desestruturação familiar há cada vez mais dificuldade de compreender quem é a autoridade familiar. E na sociedade também há uma confusão das estruturas, não sendo possível distinguir com clareza quais os limites de atuação de cada qual das instituições. Por falta de uma autoridade competente, não se iludam, a criança e o adolescente se investem de autoridade, impondo suas paixões através de um regime que não sei se mais aproximo da tirania, do autoritarismo ou do despotismo. &lt;br /&gt;Na tirania o tirano está para zelar pela vontade de todos, porém abusa da arbitrariedade, pelo fato de seu poder ser ilimitado. No autoritarismo a dominação de uma pessoa sobre outras se dá através do poder financeiro, econômico ou pelo terror e coação. Já no despotismo o governante não precisa ter condições de se sobrepor ao povo, mas sim de o povo não ter condições de se expressar e auto-governar, deixando o poder nas mãos de apenas um, por medo e/ou por não saber o que fazer. No Despotismo, segundo Montesquieu, apenas um só governa, sem leis e sem regras, arrebata tudo sob a sua vontade e seu capricho. &lt;br /&gt;Acredito que a anomia social e familiar faz emergir um regime que mistura um tanto dos três acima citados. As crianças/adolescentes são ou não são os azes da política? Contudo, cumpre ter em mente que quem lhes confere poderes, exatamente como na política, somos nós. É salutar tomar as rédeas, participar, se aborrecer, ter responsabilidade pelo processo de desenvolvimento das crianças, pois as conseqüências das omissões são caríssimas, tanto pra família quanto para a sociedade. &lt;br /&gt;Pessoalmente eu vou adorar não ter que testemunhar cenas como o vovô na fila do mercado tomando um tapão seco, na lata, disparado por um ser de no máximo cinco anos, comprometendo-lhe a mastigação, o sorriso e a audição. Aliás, o tapa foi tão lindo eu cheguei a vislumbrar, pra lá da revisão ortográfica, uma revisão nas cartilhas, onde ao invés de “Ivo Viu a Uva” usemos “Vovó é Viúva”. E desejo também não ver crianças de uns onze anos empunhando um “resolve” (instrumento bélico) num sinal de trânsito, prometendo estourar meus miolos em caso de reação. Nem mesmo ouvir os gritos de uma linda menina, num condomínio dito de classe média, chorando nas grades da janela, pedindo socorro e comida, pois o pai estava drogado e caído no chão da sala. É essa a evolução do homem?&lt;br /&gt;Vamos refletir mais e melhor quando no lugar do nosso tempo, atenção e respeito dermos às crianças tudo o que o dinheiro compra, com o fim de não se aborrecer e remediar quaisquer problemas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-4604651952772610302?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/4604651952772610302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=4604651952772610302&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4604651952772610302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4604651952772610302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2009/03/tirania-autoritarismo-ou-despotismo.html' title='Tirania, autoritarismo ou despotismo'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-7289218900879581765</id><published>2009-02-04T04:04:00.000-08:00</published><updated>2009-02-04T17:57:44.719-08:00</updated><title type='text'>Fila nossa de cada dia</title><content type='html'>Brasileiro gosta de samba. Brasileiro gosta de mulatas. Brasileiro gosta de arroz com feijão. Tudo isso não passa de balela, uma falácia, sobretudo por conta do regionalismo. Mas se há algo que o Brasileiro gosta mesmo mesmo é de filas. Sim, as filas que em toda piada de português são chamadas de bichas.&lt;br /&gt;Se flanamos pelas ruas da cidade e avistamos um grupo de mais de cinco pessoas, desorganizadas uma atrás da outra, logo somos tomados pela curiosidade. Nos aproximamos, olhamos onde a fila começa e termina, procuramos identificar o motivo da fila, e não conseguindo disparamos logo a pergunta para um qualquer: Essa fila é pra quê?&lt;br /&gt;Você pode estar com o IPTU, IPVA, condomínio, água, luz e gás em dia. Você pode estar quite com o TRE. Você pode estar com as unhas feitas, com o cabelo cortado e com as compras do mês ok, mas você não resiste a uma fila. A pessoa a qual você indagou sobre o pra quê da fila lhe disse que é pra, sei lá, consertar sapato. Aquilo não lhe diz respeito! Você vira as costas e, mal dá uns dez passos, logo lembra que tem umas sandálias que poderiam ainda ser usadas, bastando numa ajustar a fivelinha e na outra providenciar um salto. Pronto, você saiu do limbo “essa fila não me interessa”, para o “essa fila me é necessária”. Você tem que aproveitar que a FILA não está muito grande. É agora ou nunca! As sandálias estavam lá jogadas até hoje, mas de hoje não passa. Você vai em casa e volta tranqüilo com as sandália ou qualquer coisa que o valha e lhe garanta um lugar na fila. Afinal de contas, com tanta gente reunida esperando pra ordenar um serviço, ele não só é necessário como vale muito a pena. &lt;br /&gt;Outra ilustração do poder de atração da fila é, novamente, aquele bando de pessoas mal escoradas próximos a uma mureta. Você pensa que aquilo pode ser tudo, alistamento militar, fila pra emprego, cadastramento de reserva, atendimento jurídico, contudo, só mesmo perguntando pra se saber. Enfim, a fila era em sua maioria de idosos. Eles muito falantes dizem que é uma vacinação. Você não está inserido na faixa etária para a qual a fila é indicada. E fica satisfeito com isso? Não mesmo! Passa a mão no telefone e liga pra mãe, pra tia, pra um amigo falar pra mãe, pro pai e conforme vai tomando o rumo de casa vai avisando pra todo e qualquer que há uma vacinação pra idoso, e que não foi divulgada, e que tem uma fila não sei onde, que se a pessoa conhece algum idoso é pra avisar, pois pode ser que a vacina acabe, pois a fila tá enorme. Percebeu? Você não só fez uma divulgação, como ainda inventou um boato. São dois serviços de máxima utilidade social.&lt;br /&gt;E quando o assunto é fila, é sabido e notório que num local onde há muitas, a dos outros é sempre a que anda, e a sua é a parada. Seja no bando, seja no mercado, seja até no trânsito. A fila é seu pior pesadelo, ela não se resolve nunca e você tem ali a experiência da transcendência, pois você crê piamente que irá morrer ali, e ainda assim a fila irá continuar.&lt;br /&gt;Abusando um tanto do ensejo vida e morte, há as filas mega sofisticadas, como a de espera para transplante de órgãos. Como fisicamente ninguém vê, nessa fila ocorrem inúmeros e diversificados tipos de manipulações, as quais esporadicamente tornam-se escândalos através da imprensa.&lt;br /&gt;E a fila também é percebida como um instrumento ordenador com uma aura místico religiosa, algo zen, sobre a afirmação de que você tem que ter a grandeza de esperar a sua vez. Numa percepção mais dinâmica a fila ilustra a "perda de oportunidade", de que você perdeu a vez. Aliás, para tal tipo de alusão às oportunidades há o tosco provérbio "a fila anda". E em termos afetivo/lascivos anda mesmo.&lt;br /&gt;Pois bem, a fila! É possível um mundo sem elas? Há um dia em que conseguimos não entrar em nenhuma fila? Que artifícios nos garantiriam se não o extermínio, ao menos a diminuição das filas? Claro que reconheço que elas têm lógicas e razões de ser, mas nem por isso podemos dar-lhes existência eterna. Acredito que no Brasil especificamente a fila confere não só a necessidade do serviço, mas também credibilidade e em determinadas circunstâncias até a satisfação. O raciocínio é o de que pra reunir tanta gente, o negócio só pode ser bom. Você que me lê, entra na fila e faz um comentário!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-7289218900879581765?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/7289218900879581765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=7289218900879581765&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7289218900879581765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7289218900879581765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2009/02/fila-nossa-de-cada-dia.html' title='Fila nossa de cada dia'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-2649201920231284973</id><published>2009-01-29T04:43:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T02:54:17.928-08:00</updated><title type='text'>Dramaturgia dramática em foco</title><content type='html'>Os cinco ou seis leitores que comentam aqui nesse blogger são tão legais que quase me fazem crer que escrevo razoavelmente. Quer dizer, supondo uma escala de degradação, há os escritores que escrevem bem, os que escrevem mais ou menos, os que escrevem mal, os que escrevem mediocremente, e eu. A diferença entre eles está na capacidade de atrair leitores. Eis eu novamente despontando na escala do medíocre para o sofrível. E tal efeito me anima demais, vocês não calculam quanto.&lt;br /&gt;Saindo um pouco da alegria, do tudo azul, hoje me animei pra comentar de leve a mais recente novela da Glória Perez, Caminho das Índias. Eu não sou a Patrícia Kogut e ponto. Portanto, antes de qualquer comentário, devo esclarecer que adoro as produções audiovisuais da televisão brasileira, sobretudo pela parte que me emprega. Apesar de aqui fazer troça, só faço isso porque sou das taradas que não tendo mais o que fazer me atribuo a função “non grata” de colocar defeito. Aliás, muitos equivocados costumam denominar tal feito de crítica. Contudo, a crítica é uma função seríssima, hiper necessária e, portanto, bem distinta do que eu me pretendo.&lt;br /&gt;Pra começar, uma novela ambientada na Índia. O que é a Índia? Ela não cabe num documentário de 200 horas da National Geografic, ou do Discovery Chanel, quiçá num núcleo dramatúrgico de uma novela do horário nobre. A primeira dificuldade então passa a ser a de como não ser leviano, abusando do fosso cultural que nos separa. Vamos dizer que há uma folclorização, uma carnavalização da cultura indiana. Esse é o principal elemento da chacota, que quando não me mata de rir, me mata de vergonha.&lt;br /&gt;Como é inviável, inútil e desinterressante comentar cada detalhe, ou me aprofundar em cada um dos personagens que eu mal conheço, vou me valer dos pontos mais crassos. O Bruno Gagliasso! Vocês podem me incriminar, dizer que ele me chamou atenção meramente por ser lindo, por parecer um boffinho, ou o que for. O máximo que farei é admitir que sim, mas que nem só por isso. Ele é um ótimo ator. E digo ótimo não por interpretar bem, por ter o dom pra arte, mas por ter cara dura mesmo, por ser corajoso, audacioso.&lt;br /&gt;O ator de vinte e todos anos, já com cara de gato de armazém, interpreta bravamente um rapaz covarde, que curte arte, mas que os pais querem que ele assuma um cargo de mando na empresa. Aquele conflito mastigado de novela, “filhinho, larga a vida boa e vem trabalhar com papai”. E o rapaz sensível, que se muito tem vinte anos, quer estudar violão, tem sonhos e blá, blá, blá. Deu pra entender? Tem um problema cognitivo entre a aparência do personagem e a idade do ator. Tomara Deus que isso seja um problema especificamente meu, que todas as pessoas que vejam a novela nem notem que o Bruno Gagliasso não é mais um rapaz, já tá um homem mais do que feito. &lt;br /&gt;Não bastasse essa pedreira de interpretar um menino frágil que não quer seguir carreira na empresa do papai, o personagem ainda tem uma irmã “porra-louca”, interpretada por nada menos que Maria Maia. Tudo bem, nós não estamos mais na fase em que o fenótipo dita o mundo. Ou não deveríamos estar... se eles dizem que são irmãos, eu vou acreditar. E ponto! De repente daqui pro final da novela descobriremos que um dos dois é filho de um amigo de faculdade da mãe, ou algo que o valha.&lt;br /&gt;E o Alexandre Borges? Na boa, todas as vezes que ele aparece eu sinto que muda a “umidade relativa do ar”. Passo mal! Nem consigo me concentrar, e por isso não é possível comentar direito sobre o personagem dele, pois minha mente funciona em outra sintonia. Mas o irmão dele na novela, o Ramirez, interpretado pelo Humberto Martins, nossa, muita testosterona! É MA-RA!&lt;br /&gt;E do cabo ao rabo, qualquer semelhança com "Explode Coração", é bobeira. Essa novela não é um "Clone"! De verdade mesmo só a autora e os atores são os mesmos. Não há mais ciganos, nada de marrocos, só indianos. E para todos notarem como a rede globo é legal e sensata, nos deu o alívio de não termos novamente um “Cigano Igor”! Nossa, ele deu vida ao master da interpretação, Ricardo Macchi, que fez o nome de forma avessa na televisão brasileira. Com um papel de protagonista no horário nobre ele se acabou enquanto ator, mas se promoveu enquanto a medida do sucesso. Conseguia na mesma face rígida e no mesmo tom de voz sombrio interpretar alegria, tristeza, êxtase e fracasso. Qualquer cabo de vassoura, parede de chapisco ou caixa de papelão conseguiria uma atuação mais convincente.&lt;br /&gt;E do fim ao cabo, terminando do nada para evitar ser muito rude e um pouco verdadeira, vou adaptar a sentença “um filme pode ser ruim de ver, mas é sempre bom pra pensar” para a televisão. Até porque o que não nos instrui, diverte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-2649201920231284973?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/2649201920231284973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=2649201920231284973&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2649201920231284973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2649201920231284973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2009/01/dramaturgia-dramatica-em-foco.html' title='Dramaturgia dramática em foco'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-5814728220301079753</id><published>2009-01-27T04:07:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T04:08:57.904-08:00</updated><title type='text'>Segue seco</title><content type='html'>Todo blogger, em algum momento ou em sua plena existência, apresenta um conteúdo de ordem excessivamente pessoal. E é até compreensível, já que nasceu com a idéia de ser uma espécie de diário. No meu caso eu evito o quanto posso enfadar meus quatro ou cinco leitores com as miudezas do meu cotidiano. Só que hoje não irei poupá-los de algo que sempre tive uma relação não muito amistosa, mas que na atualidade anda tomando uma proporção insuportável: as regras.&lt;br /&gt;Talvez Weber não tenha dado a devida ênfase à instituição da regras, nesses termos, quando escreveu “A ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”. Contudo, neste texto já é muito flagrante que o que Weber chama de Capitalismo, numa concepção de uma ordem burocrática, não está dissociado da instituição das regras, de um metodismo. A partir de então nada tem uma existência per si, se não obedece a algum caráter lógico, processual e regulado. Pessoalmente tomo tal como o começo do fim.&lt;br /&gt;Deixando muito de lado qualquer conceito rigidamente teórico, olhemos ao nosso redor. Tudo o que vemos e fazemos está regulado e confinado a uma lógica social producente instaurada antes de nossa existência e alheia a nossa vontade, quiçá nossa concordância. &lt;br /&gt;Como o concordar ou discordar é um ato devoto ao iluminismo, nem penso em abusar dele. Digamos que estou no sistema e observemos meramente como nos comportamos nele. Não podemos esquecer que o que está em pauta são as regras. Estas são entidades, ou melhor, instituições. Elas não precisam nem estar formalizadas e documentadas, pois damos a elas crédito e existência sem nos darmos conta. Duvida?&lt;br /&gt;Quando vamos a um mercado, passeamos pelos corredores e escolhemos algum produto que precisamos e então vamos para a fila do caixa pagar por este produto. O primeiro ponto é o passear pelos corredores. Porque não passeamos escalando as prateleiras? Eu sempre quis me pendurar nas prateleiras, pra pegar o produto que está mais no alto, ou então pra cortar caminho e chegar logo no outro corredor como quem pula um muro, como quem pega um atalho. Enfim, nunca fiz e nem vi ninguém fazer isso. E o que dizer da fila? Está escrito em algum lugar, regulamentado, sacramentado ou o que o valha, que precisamos esperar a nossa vez logo atrás de quem já estava esperando? Não está em lugar nenhum, mas respeitamos piamente essa tal regra. Claro que ela tem uma ordem de organização e civilidade útil, mas nem por isso deixa de ser uma prova de nossa cegueira e avidez por regras.&lt;br /&gt;Saindo dos exemplos úteis e descambando para os de suma estupidez, o que dizer dos protocolos de serviços burocráticos? Porque é que precisamos carimbar tantos papéis? Porque é que precisamos fornecer tantas informações que já estão mofando em bancos de dados diversos, sejam de órgãos públicos, sejam de empresas privadas? São as regras! E sobre esse mundo de informações que são repetidas à exaustão, eu tenho a sensação de que se eu tropeçar na frente de qualquer loja no centro da cidade, um cidadão qualquer irá me ajudar a levantar dizendo meu nome, sobrenome, CPF, nome da mãe e pai, endereço, grau de escolaridade, peso e quanto visto e calço. Isso sem ser meu amigo ou conhecido, sem nunca antes ter me visto!&lt;br /&gt;Ainda nos exemplos toscos, experimente ir a um museu, centro cultural, ou até uma boate. Há um sem número de regras que você não sabe de onde brotam, e não alcança sequer a razão, um motivo razoável para elas terem sido criadas. Num museu, não se pode encostar na parede. Ok, imagino que para não sujar, mas o grau de subjetividade é tão grande que de repente é mais para não dar um aspecto de apatia aos visitantes do que qualquer coisa. Nada de fotografias! Mas essa regra é a mais descumprida de todas que eu conheço. Aliás, acho que foi criada só pra ser descumprida. &lt;br /&gt;Há nos lugares de pseudo-entretenimento um bando de brutamontes, fazendo cara feia, para nossa suposta segurança, zelando por regras aleatórias. Estava eu na entrada duma festa e eu falava ao celular com uma amiga. Por acaso a amiga estava a cinco metros de onde eu estava, e nos separava uma grade de aproxidamente um metro de altura, e um acéfalo de terno preto que exalava cheiro de jaula das feras. Eu ia me aproximando para poder falar viva-voz e até tocar minha amiga e ele olhava pra mim e dizia que não podia. Dá pra entender a falta de critério? Eu perguntei: Não pode por quê? E o energúmeno se limitava a balançar a cabeça e dizer que não podia. O meu receio é que um sujeito desses tropece e caia, pois se ficar de quatro relincha e não levanta nunca mais. Não há entre o céu e a terra argumento possível para tornar razoável o imperativo categórico ilógico proferido pelo biltre. Esse é o resultado deprimente da inversão dos valores: abusar da massa muscular e ignorar a encefálica.&lt;br /&gt;Enfim, vamos zelar pelas regras. Elas são parte do mundo e um mundo a parte. Tome cuidado, pois você nesse momento pode estar transgredindo a uma ou várias, ciente ou não. E vigiai o próximo, afinal, se você não pode viver em paz, porque é que vai dar paz ao outro!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-5814728220301079753?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/5814728220301079753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=5814728220301079753&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5814728220301079753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5814728220301079753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2009/01/segue-seco.html' title='Segue seco'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-3249088235195452782</id><published>2008-12-13T08:24:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T08:25:47.384-08:00</updated><title type='text'>A cultura da intrusão</title><content type='html'>Se há algo que me incomoda, definitivamente, é o intrometimento. Por mais que se diga que nas grandes metrópoles as pessoas são impessoais e individuais, tudo isso não passa de conversa. O intrometimento e controle não são tão rigorosos quanto em quaisquer cidades pequenas, porém nas metrópoles são muitíssimo sofisticado, camuflado. Duvida?&lt;br /&gt;Você precisa comprar um sutiã, peça bem íntima. No caso você deseja uma peça bem ousada, pra uma noite “caliente”.  Você vai até uma loja de “moda íntima” (eu chamaria de loja de calcinhas, simplesmente. Mas aprendi em Friburgo que há um termo elegante pra coisa), circula e a atendente vem cheia de interesse. Esse interesse deveria ser o de vender, mas logo ela demonstra que esse é secundário. Ela pergunta se pode ajudar e você explica que quer um sutiã, de renda, vermelho. A primeira intromissão é perguntar pra quem é. De fato não interessa, já que você pode ter em mente o tamanho e isso basta. Tudo bem, você diz que é pra você. A segunda é perguntando se é pra alguma ocasião especial. Pessoalmente eu já fico com um palavrão enorme, pronto pra ser disparado, mas não fica bem se aborrecer com tão pouco. Responde-se que é pra uma noite especial. Ela prossegue a intromissão perguntando se ele gosta com mais bojo ou mais renda. Porra, quem tem que gostar sou eu. E não é só isso, ela tá jogando verde, pois não é da conta dela se é ele, pois nada impede que seja ela. &lt;br /&gt;Enfim, nessa seqüência há perguntas intermináveis, uma intimidade forçada, uma amizade tão instantânea quando efêmera. Você vai até o balcão com aquela micro peça que custa muito mais do que você estaria disposta a pagar, com a sua intimidade devassada, e quando perguntada sobre a forma de pagamento opta logo pelo dinheiro, pra agilizar as coisas e minimizar o constrangimento. A atendente pergunta o seu CPF. Bem, se estou optando por pagar em dinheiro, pra quê a infeliz quer meu CPF? PELOAMORDEDEUS, já sabe quanto eu visto, já sabe que vou trocar o óleo esses dias, já sabe minha preferência sexual, se marcar bobeira já arrancou de mim até as zonas erógenas de maior eficiência, e ainda quer o CPF! Depois fica constrangida se eu convidar pra participar do programa!&lt;br /&gt;Meu exemplo pode parecer caricato, mas não é. A intromissão em nossa cultura é banal. Senta num bar e você vai ver que ao lado da cordialidade e ar amistoso, que tão bem caracterizam o brasileiro, está a intromissão. A “amizade”, ou a confiança, começa ouvindo a conversa alheia. Você e um amigo falam de um problema no carro, e o camarada da mesa ao lado escutou. Ele diz que estava ouvindo sobre o problema do carro e que teve um amigo que teve o mesmo problema e, portanto, conhece um mecânico ótimo que resolve isso. Você e seu amigo naturalizam a intromissão julgando estar o sujeito interessado em ajudar. Logo todos começam a conversar. O sujeito pergunta qual a marca do carro, o ano, onde você comprou e por quanto, e pra dar um requinte ainda pergunta qual a quilometragem. E eu me pergunto: pra quê saber de tanta coisa? Eu to vendendo meu carro? E dessa deixa de carro, de mecânico, ele pergunta se eu moro perto, se eu trabalho por ali, o que eu faço, se sou casada, e aí está a sua vida exposta. Engana-se quem se acha reservado, um desconhecido que passa em qualquer lugar sem ser observado e investigado.&lt;br /&gt;Se você vai numa padaria três dias numa semana o padeiro, o caixa, o atendente, todos ali te “conhecem”. Se algo ocorrer em sua vizinhança e alguém levantar suspeita que pode ter sido você o culpado por isso ou aquilo, logo aparecerão meia dúzias de pessoas que você nunca se deu ao trabalho de notar pra dizer que você parece ser boa pessoa, desce com o seu poodle, o bob, com coleira vermelha, e passeia de havaiana branca, compra duas baguetes todos os dias, e no domingo com 100gr de presunto, e sempre calmo, educado, que nunca se aborrece com nada nem ninguém. &lt;br /&gt;Interessante notar que quando você não é o alvo de observação, é o observador. Vai me enganar que não fica curioso em saber o que é que o velhote da sua rua faz pra ter dois carros importados zerados. E pior, com dois carrões morando numa pocilga. Ok, talvez você alivie os vizinhos, mas adora contemplar as revistas de fofoca que flagram o ator da novela passeando com os filhos, andando de bicicleta na orla. Deve dar um ar de proximidade saber que esta ou aquela suposta celebridade tem uma vida de algum modo parecida com a sua. Da maneira que for todos observam e são observados, na cidade pequena ou na metrópole. E mais que em qualquer tempo faz sentido e deve ser seguida a sugestão de cuidarmos da nossa saúde, pois de nossas vidas tem quem cuide.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-3249088235195452782?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/3249088235195452782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=3249088235195452782&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3249088235195452782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3249088235195452782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/12/cultura-da-intruso.html' title='A cultura da intrusão'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-1086984001433098931</id><published>2008-11-07T08:33:00.000-08:00</published><updated>2008-11-08T11:27:10.452-08:00</updated><title type='text'>O mundo não está a salvo dos heróis</title><content type='html'>Você pode se sentir fraco, desamparado, desprotegido, a mercê da própria sorte no caos urbano. Todavia, se for mais atencioso e aguçar o olhar, irá perceber que estamos rodeados de super-heróis. &lt;br /&gt;Eles estão por todo parte, só não ouse precisar da ajuda deles. Eles são meramente figurativos, com ênfase na idéia de figuras. As crianças não têm nenhuma reserva em vestir a roupa de super-heróis e ganhar o mundo, na crença nem tão vã de que estão prestando serviços à humanidade.&lt;br /&gt;Nos shoppings, nos restaurantes, nas praças, na praia, nos ônibus, nas calçadas, estão as crianças fantasiadas dos pés à cabeça, ou até mais timidamente com quaisquer acessórios, gritando ou insinuando ao que vieram, abusando do ideal de super-heróis. &lt;br /&gt;Eu poderia enumerar os super-heróis que venho me deparando, contudo, seria uma lista extensa demais para esse pobre blogger. Ficarei com os mais freqüentes, campeões de “homenagens”. Encabeça a lista o homem-aranha. Na seqüência, tem o super-homem e o Batman, brigando acirradamente pelo segundo lugar. As meninas parecem um tanto menos preocupadas em salvar a humanidade. Tal fato insinua alguma sensatez e um bocado de indiferença. Contudo, mesmo com menor frequência apelam para as referências a heroínas como as Meninas Super Poderosas.&lt;br /&gt;Do fim ao cabo o que se ressalta dos super-heróis é a idéia é salvar. É aquela famigerada e maniqueísta briga entre o bem e o mal. Por acaso não é esse o motim de minhas preocupações. Pessoalmente sou muito sensível à estética, ou seja, como esses heróis se apresentam. &lt;br /&gt;Primeiramente, vamos para as cores. Elas por si só dariam uma tese, das longas e interessantes. A supremacia é a do azul e vermelho. Homem Aranha, Super-homem, Capitão América, Mulher Maravilha e por aí vai. Se você quer ser super-herói, siga a dica: pegue uma bandeira dos Estados Unidos e vai costumizando.&lt;br /&gt;O próximo quesito dos trajes, ou esquisito dos trajes, é o modelito, aerodinâmica, o conforto das peças. Afinal de contas, um herói tem que se desdobrar. Embora tenham sido criados em períodos diversos, os heróis têm em comum uma roupa coladinha, que valoriza as curvas dos corpos. O tecido dos trajes dos heróis, aos meus olhos, sempre foi a lycra. A Lycra é a marca registrada de uma fibra sintética conhecida como elastano, desenvolvida para a confecção de roupas sobretudo de ginástica. &lt;br /&gt;Eu reconheço que os heróis são responsáveis no mínimo pelo desenvolvimento da imaginação humana. Tomando como exemplo a concepção dos uniformes, há heróis que já usavam uma roupa maleável e coladinha mesmo antes da criação da Lycra, como é o caso do Super Homem e da Mulher Maravilha.&lt;br /&gt;Pensa que apenas os trajes causam reboliços em minha mente? Não mesmo. Os heróis têm acessórios. É um mundo glan o dos heróis. Super Homem e Batman têm um sinto que é o que há nessa vida. E as capas? Luiz XV morreria de inveja. Mas nada pra mim é tão glan quanto os braceles da Mulher Maravilha. Como é que ela consegue salvar a humanidade com aquilo nos pulsos? &lt;br /&gt;E o que dizer dos calçados? Não dá pra ser Super Herói de havaianas. É preciso botas! O único herói descalço é o Incrível Hulk. Mas também, vamos falar a verdade, é um super herói doente, pois ninguém saudável é verde. Certamente ele tem hepatite.&lt;br /&gt;Há heróis um tanto mais voltados para a mitologia greco-romana, com ares mais medievais. O quitão, túnica que desce até os joelhos ou tornozelos com um cinto estreito preso na cintura é o traje da heroína She-ra. Grande parte dessas túnicas, na Grécia, eram feitas de lã. Contudo, nossa heroína não é pobreta, ou seja, tinha uma túnica de algodão ou linho. Em relação a cor, o povo usava quitões marrom para o trabalho e de cor branca nas ocasiões formais. A She-ra estava sempre formal! Aliás, na grécia, local que inspira o traje da she-ra, andavam descalços ou de sandálias, porém, em Etéria nossa musa desfilava de botas. E tal e qual a Mulher Maravilha, lá estava ela com lindos braceletes dourados. Tá dando pra entender? Heroína tem que ter bota e bracelete! Mas, ainda sobre o traje, eu acho que She-ra não consegue proteger nem a calcinha quando senta, quem dirá lutar para proteger o castelo de GraySkull.&lt;br /&gt;Já que She-ra brotou, porque não falarmos de He-man? Gente, deixando os trajes um tanto de lado, o que é o nome da She-ra: ADORA!? É sério, esse é o nome da princesa. E não bastasse, o que é o Príncipe Adam LEVANTAR a espada e sair por aí de sunga, cheio de poder, ao lado do gato guerreiro?!PELOAMORDEDEUSSSSS, as crianças viam isso...deu no que deu! O mundo é Etéria!&lt;br /&gt;Voltando aos trajes, resumindo e concluindo, a maioria dos heróis têm sunga. Não sou definitiva em relação a metáfora da sunga, mas ouso supor um entendimento pra lá de freudiano de que é tal como um invólucro para o que há de mais essencial no ser humano, o sexo.&lt;br /&gt;Aposto que depois de ler esses tendenciosos parágrafos você não mais se sentirá desamparado. Aias, você verá com outros olhos os heróis, e em toda parte. Entenderá que eles não estão ali para o bem ou para o mal. Entretanto, deve-se o reconhecimento de que eles têm préstimos. Certamente nos salvam, pelo menos da monotonia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-1086984001433098931?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/1086984001433098931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=1086984001433098931&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1086984001433098931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1086984001433098931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/11/o-mundo-no-est-salvo-dos-heris.html' title='O mundo não está a salvo dos heróis'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-581862246222166862</id><published>2008-10-30T19:06:00.001-07:00</published><updated>2008-11-17T02:55:08.702-08:00</updated><title type='text'>A Biologia Social</title><content type='html'>Vamos admitir, o tédio de domingo acomete a todos. E não creio que alguém consiga se livrar de no mínimo uns minutos diante da televisão. O famigerado dia de descanso aborrece um bocado. Faustão, Silvio Santos, Gugu, futebol e Fantástico. Um desses, com sorte, você vê. Com azar vê todos.&lt;br /&gt;Então, eu com sorte domingo vi o fantástico. O escritor Dr . Dráuzio Varela fazia a locução de uma daquelas manjadíssimas séries da BBC sobre a vida humana. Nada mais a calhar do que a locução de um médico, a fim de transmitir um mínimo de credibilidade àquelas imagens. Até então, tudo coerente.&lt;br /&gt;Não estou acompanhando a série regularmente, só sei que nesse domingo Dr. Dráuzio Carandiru falava sobre a fase adulta para a velhice, iniciando por volta dos 40 anos. Enfatizou logo a desgraça que o sol faz à pele, que as células vão ficando cansadas e que há uma desaceleração do organismo. Aliás, ele disse que por volta dos 40 o ser humano já produziu em média uns 40 quilos de resíduos de células mortas. Difícil pra mim não é só acreditar na quantidade de células mortas, e sim em como elas não entram em extinção. De acordo com essa estatística, quando eu fizer uns 60 anos eu terei produzido praticamente outra de mim só de células mortas. Sendo assim, já me vejo aos 60 em crise, sem saber se sou mais viva ou morta.&lt;br /&gt;Voltando para a série, irei direito ao ponto que feriu cruelmente minha débil inteligência. Entre células, hormônios, ossos e sangue o Dr. Carandiru Varela mescla comentários da vida social dos humanos. Nesse ponto ele dá a deixa pra eu chafurdar! &lt;br /&gt;Segundo sua narrativa, aos 40 anos o organismo desacelera, a produção de hormônios diminui, a pessoa vai engordando, tem menos disposição e assim até os 60 anos, fase em que, disse o Dr., nossos filhos já estão criados e nós nos aposentamos. Fudeu! Acabou com a série! Quem é que tem esses filhos? E quem é que tem um emprego pra poder se aposentar? Na atualidade apenas temos trabalho pra poder trabalhar. E quando acabar, acabou. Eu assistia o produto na paz e quietude, aceitava razoavelmente bem as bobagens que iam sendo seqüenciadas sem regulagem, até chegar ao triste comentário. Daí não passou!&lt;br /&gt;Claro que há algum grau de invasão, ou de diálogo entre o biológico e o social, afinal, um contém o outro e no outro está contido. Contudo, explicar regularidades na biomédica e física é menos cruel e armadilhoso do que na área humana. E pior do que isso, regular, fixar parâmetros de compasso entre o social e o biológico, como se o primeiro fosse tão natural quanto o segundo, é só para os muito ousados, ou para os desavisados. Duvido que o Dr. Varela concorde sem pestanejar com o que diz. Aliás, não duvido que se trate de uma dublagem. Só que o nome do Dr. Dráuzio vai pra vala em que soterramos o senso comum.&lt;br /&gt;Então, o domingo, dia de descanso, pode ter sido tedioso para ver. Mas graças ao descaramento do Fantástico em aproveitar a produção alheia, foi fértil para pensar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-581862246222166862?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/581862246222166862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=581862246222166862&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/581862246222166862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/581862246222166862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/10/biologia-social.html' title='A Biologia Social'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-8256996128074784474</id><published>2008-10-13T07:55:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T07:56:01.203-07:00</updated><title type='text'>A segunda tá com gostinho de primeira</title><content type='html'>Essa segunda-feira é atípica. Não um pouco diferente. É diferente mesmo. Ainda estou pela manhã, contudo, acordei com uma disposição incrível. &lt;br /&gt;Eram 5h da manhã quando acordei sorrindo. Deixa estar que fui dormir às 2h. Pensei, não é possível. Olhei pela janela e uma luminosidade excessiva feriu-me os olhos. Fechei uns segundos mais, teimosamente, tentei olhar de novo para a rua. Realmente, nada de trânsito. O sol era o de umas 11h, mas ainda eram cinco. E que disposição! Fosse dia de maratona eu correria mesmo sem estar inscrita.&lt;br /&gt;Rodei pela sala, pensei em tomar café da manhã. Um enjôo me dissuadiu. Pesei em caminhar na praia. Rapidamente já ia me direcionando pra trocar de roupa, colocar a minha fantasia de atleta, mas eis que desisti. Pensei que saindo naquela hora, na ida ou na volta da caminhada, iria encontrar um batalhão de zumbis indo para o trabalho, ou de velhotes relax indo para a ginástica. Não vinha muito a calhar, pois mais que habitualmente estou num momento sociopata, sem bom ânimo em ter que ver e falar com toda essa gente, exibir as cangicas para grassar um bom dia. E quer saber, com todo o ânimo, voltei pra cama.&lt;br /&gt;Dormi mais, o quanto o corpo agüentou. Eu sinto dores pelo corpo se deito demais, é estranho. E então quando eu já não tinha mais posição, levantei-me. Na cozinha já tinha movimento. Sim, eu moro com a metade da população de Paquetá num apertamento em Niterói. Costumo brincar que quem não mora, morou, frequentou ou freqüenta a minha casa, nem existe. A casa tem mais movimento do que a rodoviária de Salvador. Tem mais mulher do que o orfanato da Chiquitita, nem sei como meu pai agüenta. Enfim, tomei um café da manhã generoso! A trilha sonora era a minha mãe xingando, reclamando, isso sim absolutamente trivial. Diferentemente é que tal sonoridade em nada abalava meu humor, e ainda eu com boa disposição. Não pode ser segunda-feira!&lt;br /&gt;A disposição é tanta e o ânimo é tão bom que, mesmo tendo um número bom de textos escritos que não terminei, achei por bem escrever para o blogger. A parte lúdica do texto é intuir ou especular o que pode ter feito dessa segunda-feira, dia 13/10, uma segunda-feira ao menos poeticamente diferente. Tenho uma série de possibilidades. Os raios de sol mais intensos que enfim celebram a entrada da primavera é uma das possibilidades. Outra é o fato de eu estar a alguns dias de completar 31 anos. E há ainda uma tão provável quanto inconfessável que é eu ter tido um sonho bom. E de fato, sem dizer como, o quê ou com quem, tive mesmo um sonho lindo! &lt;br /&gt;E então, você, “me dê motivo” plausível para estar tão bem. Me diga que motivos lhe confeririam uma ótima segunda-feira. O que está acontecendo? A segunda está boa só pra mim? Ou você acha que toda segunda-feira é boa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-8256996128074784474?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/8256996128074784474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=8256996128074784474&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8256996128074784474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8256996128074784474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/10/segunda-t-com-gostinho-de-primeira_13.html' title='A segunda tá com gostinho de primeira'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-40388056590309657</id><published>2008-09-02T19:24:00.001-07:00</published><updated>2008-09-03T04:27:07.741-07:00</updated><title type='text'>Como lidar com isso ou aquilo?</title><content type='html'>Gente, eu estou com medo. Sim, muito medo. Meu temor é que a lida faça com que eu abandone hábitos que sempre julguei de extrema relevância. Calma, hei de explicar o horror que assombra meus pensamentos. O intuito é o de que meu desabafo, ou a palavra de vocês a respeito dele, me traga algum alento.&lt;br /&gt;Ando trabalhando bastante. O trabalho em si é bom, contudo, prima pela exaustão. Ou seja, se não fosse pela obrigação e exaustão seria até um lazer, mas é mesmo trabalho. O atenuante do ceder as horas livres para alguma atividade produtiva é o pagamento. Esse sim, muito me encanta. Porém, é substimar o trabalho, no meu caso, acreditar que apenas cedo minhas horas livres. Cedo junto ao meu tempo minha mente, minha criatividade, minhas forças, minha liberdade de escolha. Me volto à demanda do trabalho e praticamente anulo as coisas que com o tempo todo para mim costumo fazer. Entre estas coisas estão a audiência, a leitura e a escrita.&lt;br /&gt;Na atividade profissional que eu desenvolvo preciso assistir o que não assistiria, ler o que não leria, e escrever o que não escreveria, e para quem não vai ler. Dá pra entender, ou melhor, dá pra sentir o drama? Tudo o que eu valorizo fazer como lazer, como entretenimento, como arte ou coisa que o valha, preciso fazer profissionalmente, ao gosto de quem me paga. Aliás, pagando bem dá até gosto de abdicar da minha liberdade de escolha, do meu real interesse, da minha asa da liberdade e enfim, fazer o que querem que eu faça, no lugar do que eu gostaria de fazer. É uma relação complexa, mas nem por isso injusta! Eu tenho o que eles querem, e eles têm o que eu preciso. Pronto!&lt;br /&gt;E é por isso que não ando conseguindo assistir a filmes. Ando sem força e cabeça para ir ao cinema. E o que dizer de livros? Ando lendo um livro que vende nas Lojas Americanas: “A menina que roubava livros”! E quer saber, a leitura está difícil, truncada, não ando conseguindo pegar o ritmo. Talvez seja melhor eu calçar a sandália da humildade e abraçar o mais novo, inédito e recente lançamento do Paulo Coelho. Para muitos críticos os livros de Paulo Coelho não passam de uma literatura deplorável. Eis a qualidade que se encaixa à minha condição. Aliás, quem dera se encaixasse! Na minha situação eu não a desconsideraria como deplorável, mas a colocaria como uma deploração sofisticadíssima. Digna de cobiça! Já penso em mandar uma proposta para o governo, em grande medida em causa própria, para um revival do projeto mobrau (Modelo Brasileiro de Alfabetização Urbana, que tinha como escopo Alfabetização dos adultos analfabetos).&lt;br /&gt;Se para leitura ando como caranguejo, aqui vocês bem avaliam como estou para a escrita. Há quanto tempo eu não atualizo esse blogger? Vexatório olhar a última data de postagem! Faz tanto tempo que, se não me falha a memória, na época o Mar Morto estava apenas doente.Enfim, me resta parar diante da televisão, aquela luz que ilumina nossas faces e ofusca as nossas mentes. Mas nem tudo está perdido! Estamos num período riquíssimo da produção televisiva. Deixe-me fazer justiça, radiofônica também. É o período de campanha eleitoral. Não perco! Não há no mundo programa de humor mais engraçado. Não há registro de filme trash que se compare. Por hoje fico por aqui, mas fica a minha ameaça de num próximo post partilhar com vocês as preciosidades das campanhas eleitorais. Deixa estar que se minhas folgas se alongarem vocês terão que me aturar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-40388056590309657?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/40388056590309657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=40388056590309657&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/40388056590309657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/40388056590309657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/09/como-lidar-com-isso-ou-aquilo.html' title='Como lidar com isso ou aquilo?'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-8335709189546553428</id><published>2008-07-30T13:39:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T13:40:50.045-07:00</updated><title type='text'>Algo estranho no ar</title><content type='html'>Eu bem sei que nem é de se dar falta, mas eu tô sumida. Não é aquela famosa crise do não ter nada pra escrever. Ao contrário, tenho pautas inúmeras. Embora eu não seja dada a escrever no blogger meu cotidiano, creio que estando fora de casa a coisa muda de figura, já há um tom de ineditismo. Vale a pena falar do que ando vendo e fazendo.&lt;br /&gt;Pra começo de post adianto que concluí mais uma graduação. Agora além de graduada em comunicação com habilitação em publicidade, sou graduada em ciências sociais. Gente, um luxo! Só o predicativo continua o mesmo: desempregada. É o que eu sempre pergunto: Pra quê tanta erudição???? A resposta é óbvia: Eu não sei.&lt;br /&gt;Então, finda a faculdade resolvi me presentear. Rumei com minha irmã para o extremo sul do nosso país. Mas isso foi o plano B. O plano A era ir para algum país vizinho, como o Uruguai ou Argentina, mas foi abortado porque os documentos da minha irmã estão vencidos. Ao menos o episódio me serviu para entender a necessidade do documento de identidade.&lt;br /&gt;Eu adoraria escrever sobre os lugares que vi, as histórias que ouvi e até mesmo das minhas empreitadas. Mas nada é tão estimulante quanto falar da aviação civil brasileira.&lt;br /&gt;Quando a aviação ficava a cargo do Estado não faltavam reclamações. Contudo, as reclamações eram direcionadas para um órgão específico e as providências com vistas à melhoria eram cobradas e acompanhadas. Sem contar a aeronáutica que para além do que as pessoas percebem como segurança nacional, cuidavam da segurança civil. Ou seja, se responsabilizavam pelas condições das aeronaves e da infraestrutura para vôos. Agora o mundo é outro! Estamos na era das agências. Bem vindos à Agência Nacional de Aviação Civil.&lt;br /&gt;O acesso a serviços aéreos até meados dos anos 90 era quase que restrito à classe média alta e superiores. Com as privatizações, o sucateamento das estruturas, a falência de empresas e de modo amplo as reengenharias e modificações no conceito de estrutura aeroviária, a ampliação do acesso às viagens aéreas para um percentual maior da população veio colada a uma queda vertiginosa na qualidade dos serviços, com grande peso à segurança. Tudo em prol de abranger uma demanda maior sem comprometer a lucratividade. O resultado desse processo toda e qualquer pessoa consegue acompanhar pela sucessão de acidentes e desastres aéreos. Eles não são casos isolados, eles não são por acaso, e, infelizmente, não irão diminuir.&lt;br /&gt;Toda essa truncada introdução é apenas no intuito de parodiar os procedimentos e instruções de vôo. Sinceramente eu tenho pena das aeromoças e dos comissários castigados por aquele misancene. No momento de descontração do vôo eles nos oferecem vexatórias barras de cereais, uma embalagem de amendoim, regados com refrigerante, suco ou água, tal e qual nos oferecessem uma refeição levemente requintada, seguida de aperitivos como castanhas ou pistache, tudo regado a bebidas nobres. Foi-se o tempo!&lt;br /&gt;Tenho um hábito masoquista de viajar próxima da asa. De lá consigo observar a desgraça de perto. A primeira delas é a instrução logo próxima do corpo da aeronave, em duas línguas: Não pise / no step. Deixa comigo! Não piso mesmo. Fora isso adoro os movimentos múltiplos daquela engrenagem. O movimento me permite verificar o estado de conservação da nave. E vos adianto que em caso de acidentes, no que depender da asa, se não morrermos no impacto, o tétano é infalível. Só ferrugem! Aliás, em matéria de ferrugem, as asas de qualquer avião dão baile na maioria dos pára-choques de fusca, variante, opala, brasília, del rey ou belina.&lt;br /&gt;E o mais prosaico são as instruções antes do vôo. Enquanto a comissária faz o teatrinho de que em caso de despressurização máscaras de oxigênio caem sobre os assentos e que instruções de emergência se encontram num folheto atrás de cada uma das poltronas eu visualizo algo bem mais condizente. Penso que em caso de despressurização crucifixos deveriam cair sobre os assentos, e que atrás das poltronas deveria ter um folheto com um padre nosso e uma ave maria. E caso algum passageiro menos ilustrado e mais religioso saiba rezar um credo, que se apresente à aeromoça e o faça a plenos pulmões em graça a toda tripulação.  Bom vôo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-8335709189546553428?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/8335709189546553428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=8335709189546553428&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8335709189546553428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8335709189546553428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/07/algo-estranho-no-ar.html' title='Algo estranho no ar'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-7222449572291095279</id><published>2008-07-07T18:01:00.000-07:00</published><updated>2008-07-07T18:11:45.112-07:00</updated><title type='text'>Corremos para os braços de Morpheu</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Desde a lida mais remota da consciência do ser humano abundam preocupações e elaborações sobre o sono. Ela inspira histórias diversas, seja a Bela Adormecida, seja o soneca dos sete anões, seja na mitologia a história de Morpheu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Pode ser idiota ter que admitir, mas o descanso, a reposição das energias, o reequilíbrio do corpo, se dá através do sono. E ele nos faz toda diferença. Se dormimos pouco ficamos com olheiras, défict de atenção, impaciência e moleza. Se dormimos muito ficamos do mesmo jeito! Certa vez uma amiga me garantiu que o sono é retroalimentado. O que ela queria me convencer era de que quanto mais dormimos, mais precisamos dormir.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;O que fazemos com frequência é idealizar o sono. Aliás, romanceamos o sono. Uma noite longa, tranquila, regular, de preferência fechando os olhos vendo a imagem do ser amado, e abrindo os olhos calmamente pela manhã e já o enxergando. Parece bonito, mas não é. É a visão do inferno! Já se olhou no espelho ao acordar? Tem condição do amor surgir? Bonito ao acordar, só gato e criança. De resto é uma tristeza, digno de pena mesmo. O cabelo desgrenhado, um hálito que não se comenta, os olhos e narizes inchados como os de quem tomou uma porrada na cara, uma lástima. Se alguém acorda bonito, por favor, vem dormir comigo!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;Pra muitas pessoas, creio até que eu me inclua entre essas, o sono tranquilo é como um sonho de consumo. Eu não quero um carro do ano, eu não quero uma mansão luxuosa, eu não quero um sem número de amantes. Tudo isso parece ótimo, mas no fundo só me acrescentam em aborrecimentos. Eu quero é dormir. Dormir muito, consolada, tranqüila, calma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Mas o sono, como tudo em nossas vidas, está a reboque da modernidade. Ele é maltratado, desconsiderado, desprestigiado pela economia que regula o mundo em que vivemos por insistência, por pura pirraça. Há frases que impulsionaram o capitalismo do tipo: coma ou durma bem. Quem trabalha muito, supostamente, deveria comer bem. E quem dorme muito, supostamente, trabalharia pouco e pouco ganharia para comer. Eis que se o intuito era me fazer prezar o trabalho, só consegue me colocar em dúvida. Adoro tanto comer quanto dormir, mas quando estou muito cansada, acabada, se tiver que escolher entre comer ou dormir, eu desabo.&lt;br /&gt;Logo, se o êxito do indivíduo no mundo capitalista é informado pela proporção inversa do seu sono, eu estou fadada ao fracasso. Alguém me joga uma esmola?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Enfim, é muita condenação moral para o sono. Não se pode dormir no trabalho. Não se pode dormir no shopping. E pior, não se pode dormir nem no trânsito. O simples ato de dormir é tão civilizado, tão regulado, que eu vejo o sono quase como uma cerimônia. Não faltam protocolos: tem que ter um lugar solene, a cama. Com um traje apropriado, camisola ou pijama. Há ainda um horário fixado, afinal, quem está a salvo de um despertador? E como se não bastasse, o local tem que ser escuro e silencioso, tal e qual algo feito às escondidas, quase um crime.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Como tenho uma veia insubordinada, insisto em não seguir todas as regras. Por exemplo, eu me acabo numa naninha a tarde, mas tenho noção que é um regalo de poucos. E adoro dormir com qualquer roupa, pois me sinto pronta pra festa a fantasia quando visto pijama ou algo do gênero. Pra finalizar, despertador só me serve para piadas. E você, segue todas as medidas protocolares do sono? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-7222449572291095279?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/7222449572291095279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=7222449572291095279&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7222449572291095279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7222449572291095279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/07/corremos-para-os-braos-de-morpheu.html' title='Corremos para os braços de Morpheu'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-4335685432533396689</id><published>2008-07-02T05:34:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T05:46:54.456-07:00</updated><title type='text'>Se evolui, o quanto me influi?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(68, 68, 68);font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Os jornais têm matérias diversas. Há algumas dedicadas ao futebol, outras à política e ainda há as que se dedicam a economia, cultura ou ciência. Não importa muito se você abre o segundo caderno, o caderno de esporte ou o de economia. O que está por trás das notícias é sempre uma idéia de evolução. É incrível, não se pode estagnar, tudo tem que evoluir. E evoluir é tanto apresentado como uma aspiração quanto como um temor.&lt;br /&gt;Compreendo bem que a vida é dinâmica, mais pra a mobilidade do que para a estática. Mas os extremismos me apavoram. Não à toa um dos argumentos imagéticos que mais me apavora é a do evolucionismo de Charles Darwin. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(68, 68, 68);font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Eu não duvido um segundo que os seres humanos se transformam, ou se adaptam, ao ambiente. Todavia não acato a idéia de que o homem descende do macaco. Ninguém me convence de que quando vou ao zoológico faço visita aos meus primos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(68, 68, 68);font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Por mais pêlos que brotem pelo meu corpo, por mais envergada que se torne minha coluna, não tem jeito. Eu acho um ser humano tão parecido com um macaco quanto com um porco ou felino. Aliás, o macaco é bem mais condizente com uma adaptação ao mundo moderno, do que os seres humanos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(68, 68, 68);font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Se formos nos valer dos critérios de adaptação, o macaco sem tempo pra perder sendo improdutivo não se depila. Tem os dedos compridos de tanto digitar teclados. E a coluna dos macacos é envergada por horas seguidas de frente para um computador. O macaco é o homem do futuro? Será simiesco o homem do futuro? Não é bem assim, minha gente! Devagar com a evolução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(68, 68, 68);font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Muitas evoluções tecnológicas, evoluções biológicas, evoluções em técnicas esportivas, evoluções no mercado financeiro, em contraponto com bem pouca evolução moral. O mundo avança para um lado e os seres humanos retrocedem para o outro. Quando éramos poucos prezávamos o coletivo, agora que somos muitos o individualismo se sobrepõe a coletividade, esmagadoramente. E a cada edição de jornal abundante em avanços condizentes com o capitalismo, mais piegas se torna falar em evolução espiritual. A cordialidade, alguém viu por aí? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="color: rgb(68, 68, 68);font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Façam um teste: Sublinhem quantas vezes aparece a palavra generosidade no jornal, e em comparação quantas vezes aparece a palavra violência. Bem vindos à evolução!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-4335685432533396689?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/4335685432533396689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=4335685432533396689&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4335685432533396689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4335685432533396689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/07/se-evolui-o-quanto-me-influi.html' title='Se evolui, o quanto me influi?'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-4145547891101606752</id><published>2008-06-26T17:33:00.001-07:00</published><updated>2008-06-26T18:00:27.795-07:00</updated><title type='text'>A saia justa é o uniforme da modernidade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;O cenário da modernidade é o da instabilidade. Tudo é volúvel, guiado por uma dinâmica cujo fluxo não temos controle. Dito isto imaginemos duas situações. A primeira uma reunião de família e a outra uma de amigos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesa posta, várias comidas, um burburinho vindo da cozinha, pratos e talheres já a postos, a televisão na sala sendo zapeada sem que ninguém fale nada, até que a comida &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;é posta na mesa. Começa aquele vamos nos sentar, vamos comer, vem pra cá, vem fulano, chega pra lá e todos se servem e se acomodam. Entre o ruídos dos talheres, surge um minuto de silêncio. Logo olham para o ser que tem entre 20 e 35 anos e perguntam: e aí, o que você ta fazendo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O sujeito para de comer na hora, pensa em como compor um discurso que não vá causar choro ou pânico na família. Dá uma pausa e fala que está com um contrato temporário de seis meses numa empresa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não entendendo bem o avô pergunta se tem carteira assinada. A pessoa inquirida quase morre, pois essa tal carteira de trabalho mencionada é o tipo de documento que ele usa pra calçar a televisão do quarto. É o máximo de utilidade que ele conseguiu arranjar pra carteira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O sujeito fica muito constrangido, chama a mãe no canto e diz: ta vendo, era por isso que eu não queria vir. Fica todo mundo me pressionando, me perguntando, me cobrando isso e aquilo. A mãe pede desculpas, como se de fato alguma culpa tivesse, e volta pra mesa dizendo que o trabalho do filho, embora seja temporário paga muito bem e que ele tem até algo melhor já em vista.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A situação é a de um barzinho. Um bando de amigos se amontoam numa mesa, disputam aos gritos quem fala mais bobeira, bebem bastante e chegam naquele ponto em que o grupo vai dissipando e a mesa do botequim torna-se divã de analista. Um olha para o outro e dispara: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- e aí, como que ta sua relação com a Silvia? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao que o amigo responde: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Na boa, mas terminamos já tem um mês. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, desculpa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não, tudo bem. E você e a Alessandra?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Casamos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Que maravilha. E têm filhos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ela tem, eu não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Eu não sabia que ela já tinha filhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não, ela teve por esses dias. Me chamou pra ser padrinho, mas acho que não vai dar, pois to pretendendo voltar com ela. No caso o papel de padrasto já ta de bom tamanho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mas e aí, você ta trabalhando?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não. Claro que não. Mas meus pais me sustentam e estão doidos pra ter um neto. Acho que vou dar essa alegria pra eles.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Alegria ou despesa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- As duas coisas!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ambos saem dão o assunto por encerrado. Chega de bebedeira, pedem a saideira. Depois de quatro saideiras acompanhadas de um silêncio sepulcral, pedem a conta, pagam e vão embora, cada qual pra um canto. Ambos pensavam o quanto o outro era entrometido, que fica perguntando tudo, achando isso ou aquilo bom ou ruim, cheio de opiniões que não queriam ouvir, afinal, ninguém tem nada a ver com isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E é assim a modernidade! Ela nos deixa ressabiados o tempo inteiro. Nos dá tanta liberdade quanto aprisionamento. Sequer sabemos como agir mediante a tantos avanços de um lado e retrocessos de outro.&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;E então, qual a pergunta mais saia justa que você tenta fugir, seja feita pela família, seja feita pelos amigos. No meu caso são três: ta trabalhando? Quando vai casar? E aí, não vai ter filhos?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-4145547891101606752?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/4145547891101606752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=4145547891101606752&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4145547891101606752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4145547891101606752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/06/saia-justa-o-uniforme-da-modernidade.html' title='A saia justa é o uniforme da modernidade'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-93221816380988653</id><published>2008-06-20T08:27:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T08:30:35.729-07:00</updated><title type='text'>O erê</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não adianta negar, todo mundo já foi criança. E não foi um dia, foram vários. Ninguém nasce adulto, nem Sidarta, nem Jesus Cristo, nem Matusalém, nem Hittler, nem Napoleão, nem ninguém. Por mais desconfortável que seja acreditar, até o Cid Moreira, a Dercy Gonçalves e a Zilca Salaberri foram crianças. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A criança precisa cuidados, carinho, atenção e de amparo dos pais e do Estado. Há um estatuto apropriado em prol do seu pleno desenvolvimento social. A nossa sociedade introspectou de forma decisiva a concepção de que a criança é um ser que precisa se desenvolver até estar apto para ser socialmente atuante, reprodutivo e, mais que tudo isso, produtivo. Mas não foi sempre assim!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ainda no início do séc. XX as crianças eram numerosas na mão-de-obra que tocava tecelagens e industrias diversas, além de exercerem outros pequenos trabalhos domésticos, no comércio e até na agricultura. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E hoje, a realidade é&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;diferente? Os otimistas diriam que sim, os pessimistas diriam que não. O componente ideológico de compreender a criança como um ser em formação é a distinção principal. Claro que atualmente há crianças que trabalham, mas não há mais a idéia de que isso é legal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O amparo da criança pelo Estado é algo que em forma inevitavelmente gera controvérsias, mas há concórdia em reconhecer a sua necessidade. Não tomo as crianças como débeis ou incapazes, ao contrário, eu acho que elas são humanas, com todos os instintos a flor da pele. O que fazem é um processo de socialização. É como ensinar para elas as regras de um jogo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aliás, as brincadeiras são por certo atividades que de alguma forma preparam o ser para a vida adulta. Os brinquedos são elementos da vida adulta adaptáveis às atuações infantis. As sociedades se reproduzem nos brinquedos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por exemplo, a divisão sexual de atividades pode ser perfeitamente apreendida através dos brinquedos que são ditos próprios aos meninos e próprias às meninas. A mulher, que há de se preparar para o lar, toma conta da boneca, arruma a decoração, faz comidinha, passeia com o bebê no carrinho, brinca com a caixa registradora, escritório, se pinta para ser atraente ao sexo oposto (isso é o inferno na terra, mas é a mais dolorosa verdade) e uma infinidade de porcarias que a fazem quase tão estática, manipulável e inútil como uma Barbie. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já os meninos competem em piques, no futebol, em jogos de cartas, tabuleiros, dirigem carrinhos de controle remoto, caminhões, empilhadeiras, carros de bombeiros, carros de polícia, motocas, lidam com bonecos e monstros (seus futuros patrões), guitarras, baterias, e são muito estimulados em jogos de raciocínio lógico e de percepção espacial. Conseguem perceber a nossa sociedade através dos brinquedos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E logo na infância os instintos da criança vão sendo domados, as habilidades vão sendo trabalhadas para que esses pequenos seres se adaptem a sociedade. Há os que aceitam totalmente a socialização, mas há os que aceitam apenas parcialmente, como é o caso dos meninos que adoram as maquiagens e bonecas, ou as meninas que insistem em jogar bola. Mas devemos admitir que a sociedade anda, ainda que em passos lentos, investindo numa certa equidade entre as funções sociais, dissolvendo a duras penas o critério de gênero.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pessoalmente tenho com as crianças uma relação excelente, afinal fui uma muito feliz e bem resolvida. Não menosprezo a necessidade de proteger, amparar e demonstrar as regras do grande jogo social, contudo, não trato as crianças como tolas. Elas já são pessoas, já têm personalidade definida desde os primeiros anos de vida. Costumo dizer que eles não mudam a personalidade, apenas a complexificam ou potencializam. É mais ou menos a teoria de que o filha da puta nasce!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pra manter a tradição, que sem perceber incorporei ao meu blogger, de fechar o post com uma questão, quais as brincadeiras da sua infância que são reproduzidas ou que influenciaram decisivamente sua vida adulta, ou carreira profissional?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-93221816380988653?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/93221816380988653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=93221816380988653&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/93221816380988653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/93221816380988653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/06/o-er.html' title='O erê'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-2087408197383444616</id><published>2008-06-20T08:26:00.001-07:00</published><updated>2008-06-20T08:26:54.285-07:00</updated><title type='text'>MEME</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não sou muito acostumada com tal coisa, mas Patrícia Andréia me enviou um&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;meme (eu fui correndo ao blogger pra saber que porra era essa) pra listar as maldades que eu ainda pretendo concretizar. Primeiramente, nem tenho parâmetro pra distinguir o que é ou não maldade, mas vamos tentar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1) Imprimir 100 folders com os dizeres “morena linda, sensual, boca de veludo, frente e verso, pronta pra te levar à loucura. Atendo individualmente e em grupos”, e no contato imprimir o número de celular um certo ex, e espalhar esse folder por telefones e banheiros públicos pela cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;2) Escrever um dossiê dos podres mais podres de uma série de filhos da puta que conheço e publicar em lugar de destaque num periódico de publicação diária, de grande tiragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Colocaria um microfone em cada vereador e colocaria linkado direto numa freqüência de rádio. Seria como um big Brother, só que sem o conhecimento e menos ainda o consentimento do sujeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;4) Essa é velha: promoveria um mega evento no maracanã, coisa pra multidão, com as participações de Sandy e Júnior e demais cantores e locutores da Nativa FM. Naipe Belo, Exaltassamba, Swing Maroto, essas coisas...entrada liberada. O maracanã, em segredo, todo rodeado e recheado de dinamites. Quando no playback Sandy e Jr. introduzirem o “VAMOS PULAR”, eu aciono a implosão! E ainda me devendo dizendo: Eles que pediram!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;5) Proibiria a entrada e permanência de argentinos pontos turísticos. Esses seres tão adoráveis só poderiam migrar para a região norte e nordeste, para trabalho e desenvolvimento local. Fica de sacanagem pelo Brasil posando de gringo não dá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;6) Seria rigorosa na fiscalização de migrantes e turistas, sobretudo os estadunidenses e europeus. Tem que ter no mínimo R$10.000 por pessoa pra cada 30 dias. Além de estarem com todas as vacinas &lt;st1:personname productid="em dia. E" st="on"&gt;em dia. E&lt;/st1:PersonName&gt; na alfândega as malas desses suspeitos precisam ser reviradas, e se eles não sabem falar português, foda-se!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;7) Pegar todos os skin reds, ou o caralho que for de grupo que se acha muito branco, símbolos de uma pseudo eugenia ariana e digno de encher todo e qualquer um de porrada, juntar todos num ambiente e deixá-los sozinhos se aturando e torturando até se dizimarem. Esse grupo é tão ridículo que quando tentaram contato com semelhantes alemães tomaram um veto sob a alegação de que no Brasil é impossível ter pessoas puras. hahahaha&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;8) Instituir uma pena de reciprocidade. Ou seja, se um cara bate na mulher, façamos a mulher bater no caro. Se alguém judia de qualquer animal, judiamos da pessoa no mesmo estilo e intensidade. Acho que seria um artifício razoável para alguns seres entenderam o que é respeito e dignidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;9) Colocaria nas embalagens de cigarro ao invés de foto impactante uma mensagem mais carinhosa: FUMA FILHO DA PUTA! TOSSE FILHO DA PUTA! MORRA ONDE NÃO FEDA! VAI FAZER FUMAÇA NA CASA DO CARALHO! SUGERIMOS QUE APAGUE O CIGARRO NO OLHO!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;10) A décima maldade é passar esse meme! Adiantando que caso as pessoas não levem ele a frente eu não guardo rancor, nem tomo como pessoal: Claudinha, Patrícia e Tell são as sortudas. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-2087408197383444616?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/2087408197383444616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=2087408197383444616&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2087408197383444616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2087408197383444616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/06/meme.html' title='MEME'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-1913602429503244213</id><published>2008-06-17T18:09:00.000-07:00</published><updated>2008-06-17T18:15:56.234-07:00</updated><title type='text'>Quebrando o gelo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando os termômetros registram menos de 18º eu já dou o dia como duro. Acordar não é acordar, é sofrer mais do que em condições normais. E o que dizer do banho? É pensar nele e não levantamos mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O jeito é tirar a coberta aos poucos, entoando as palavras de força: eu vou vencer. Sim, vencerei, mas só daqui uns minutinhos. Se aconchega novamente no travesseiro, pensa que piscou o olho, mas dormiu mais meia hora. É preciso tomar uma decisão urgentemente: fechar os olhos só mais um pouquinho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se encolhe daqui, se ajeita de lá, até que não tem jeito.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Da cama para o banheiro! Que dificuldade se acostumar com a dura temperatura fora dos cobertores. Vai à pia escovar os dentes, lembra que a água é fria e acha melhor escovar os dentes durante o banho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enfim, banho tomado. E a roupa? Casaco tem dois tipos: os bonitos e os quentes. É porque os que aquecem são preenchidos, estragam as formas, e faz todo mundo parecer um tonel, um tambor, ou algo que o valha. Inverno é sempre assim. As mulheres são de longe as mais prejudicadas, pois casaco não combina com nada, desvaloriza um monte de adereços e de consolação só mesmo o poder usar bota. No meu caso no way!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Contrariada pela escolha do casaco, chega a hora de sair. Na rua faz um sol muito do fajuto, que não dá vazão para o frio. O vento impiedoso vai solapando as faces e rachando os lábios. Na mente um só pensamento é intermitente: eu quero minha cama, eu preciso voltar pra cama.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assim o dia passa. Aliás, não passa, se arrasta. É olhar pra cara de qualquer pessoa na rua e você lê que ela queria mesmo era estar na cama, quentinha, aconchegada com um amorzinho do lado, vários dvds de porcarias pra ver (hoje pensei &lt;st1:personname productid="em ver História" st="on"&gt;em ver História&lt;/st1:personname&gt; sem Fim, Minha Vida de Cachorro, Madame Bovary e Amazing Histories) . E no intervalos entre um dvd e outro, um sexo e uma refeição. Claro, algo balanceado, como crepe de nutela com morango, brigadeiro ainda morno, pão de queijo com requeijão e até uma pizza. Pensando bem, dependendo da companhia na cama, a comida é um elemento quase que dispensável. Por exemplo, com o George Clooney eu ficaria relax a pão e água. E Claro, há quem me fizesse dispensar até o pão!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ai ai ai, um dia frio serve ao menos pra pensar possibilidades de morrer de prazer. Eu sou mesmo uma hedonista incurável. Me consumo em pensar, por exemplo, como se vive no Alasca. Suponho que eles não devem sair pra tomar uma gelada! E você, qual é a boa do dia frio? Que petiscos animariam seu dia? Que filmes? Que companhia te faria ficar a pão e água?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-1913602429503244213?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/1913602429503244213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=1913602429503244213&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1913602429503244213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1913602429503244213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/06/quebrando-o-gelo.html' title='Quebrando o gelo'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-5753066729574100843</id><published>2008-06-13T21:47:00.001-07:00</published><updated>2008-06-13T22:21:45.527-07:00</updated><title type='text'>Podia acordar feliz (parodiando Cazuza)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje acordei com o humor ruim, meio mastigada. Calma, podem prosseguir na leitura pois não irei descrever passo-a-passo o meu cotidiano. Já passei da idade! Mas enfim, o humor tá na sola do pé.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tenho duas causas possíveis para o humor desagradável.O tombo que levei ontem a noite, ou os pesadelos que embalaram meu sono. Talvez até a combinação dos dois seja a causa mais provável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Noite calma, todos em casa exceto minha mãe. Quando minha mãe mexe na maçaneta da porta eu avanço pela sala num salto para assustá-la. Meu pé agarra no pé do sofá, meu corpo girou numa semi pirueta, fui lançada contra a parede, não consegui apoio e fui direto ao chão. Imagina isso no apertamento em que eu moro. É um apertamento de primeira. De primeira porque se jogar a segunda vaza pela janela! Não é fácil arrumar 1,60m para poder lançar meu corpo ao chão. Eu arrumei! E se minha intenção era a de assustar minha mãe eu consegui. Aliás, não só ela. Assustei minhas irmãs, meu pai e até meu cunhado. O tombo foi o ohhh, mas ninguém conseguiu rir. Ainda mais porque tem uma semana que tirei uma bota imobilizadora do pé torcido. Acharam logo que era a revanche do pé.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Agora falando dos sonhos, nossa, como eles influenciam nosso humor. Quando sonho que to namorando, beijando, abraçando, pegando, ou os complementos dignos desses atos, acordo rindo à toa. E rindo mais ainda quando tudo se passa nos conformes, quando a situação foi boa, tudo bonito, o dia há de ser bom. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O mesmo não ocorre quando sonho que estou trabalhando, sendo cobrada, xingada, fracassada, contrariada. Quando no sonho brotam pessoas que em oração sempre pedimos pra não mais encontrarmos na vida (ocorre bastante com os ex e seus amigos), acordamos com o mesmo desgosto que tínhamos no pesadelo. Quando saímos do sono para o acordar, tudo tem ar de continuidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enfim, o fato é que quando o dia está bom nem queremos dormir. E quando o sonho ta bom não dá vontade de acordar. Só que meu sonho era ruim, e acordei no efeito. Mesmo não lembrando exatamente o que sonhei, tenho certeza que era algo que me contrariava. Contrariada ou não, me inspirou escrever essas confusas linhas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então, qual seu melhor sonho e pior pesadelo que influenciam seu acordar? &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-5753066729574100843?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/5753066729574100843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=5753066729574100843&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5753066729574100843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/5753066729574100843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/06/podia-acordar-feliz-parodiando-cazuza.html' title='Podia acordar feliz (parodiando Cazuza)'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-2099290033167161398</id><published>2008-06-09T18:39:00.000-07:00</published><updated>2008-06-09T18:40:55.586-07:00</updated><title type='text'>Em homenagem ao dia dos namorados, falemos de modernidade!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estive ouvindo, falando, vendo e lendo sobre o amor, relacionamentos e casamentos. Se notar bem, a temática já vem na seqüência. Vivemos um momento não exatamente de crise do amor, mas de inadequação. Penso em algo como um descompasso entre o ideal romântico, o ideal moral e o ideal moderno. Em comum aos três o fato de não se ajustarem perfeitamente à realidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O romantismo é moderno. &lt;b&gt;sheakspeare&lt;/b&gt; é um divisor de águas da emergência do eu, do indivíduo, frente as tradições, o poder da comunidade, sua imperiosidade frente ao sujeito. Antes de Romeu e Julieta o casamento nada tinha a ver com um ideal romântico. Era um acordo familiar que pregava a união de dois indivíduos, sem contar muito com a escolha, com a decisão dos que se uniam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em Romeu e Julieta nasce o amor romântico. O ser não mais aceita as imposições de sua comunidade, do seu grupo, de sua família. Ele passa a decidir, ele escolhe, ele se apaixona, ele ama. E ama profundamente e padece desejoso dessa união que fere e desobedece as tradições. Esse é o amor, tão maior e sublime quanto mais impossível. Transcender a vida é um dos aportes do amor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O romantismo então é construído nessa ruptura, do tradicional para o moderno, mas não sem regras, não sem limites. O amor tem que ser único. O ser amado é idealizado &lt;st1:personname productid="em perfeição. Esse" st="on"&gt;em perfeição. Esse&lt;/st1:personname&gt; ser será amado e desejado exclusivamente, só ele e mais ninguém. E a união com ele há de ser eterna. Ora essa, este é o amor: impossível. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Costumo dizer que este é o contrato. Nele as cláusulas são, pretensamente, iguais para ambos os envolvidos. Contudo, é sempre mais fácil cobrar que as regras sejam cumpridas do que seguí-las. Me atire uma flecha um só cupido que discorde. Esse é o complicador moral. Oras mais, oras menos, o social nos cobra uma postura moral tanto de inibir nossos possíveis deslizes, quanto o de fiscalizar os alheios. E o nosso descumprimento de uma regra moral é sempre menor e menos importante do que o descumprimento dos outros, que é uma afronta grave. Em outros termos, eu estar namorando e ocorrer de ficar com outro é um fato isolado, sem importância. Já a minha vizinha, aquela vagabunda...dá pra entender? Enfim, mesmo com sansões morais a fidelidade é mesmo uma espécie de sacrifício em nome do amor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Digo sacrifício sem reservas, e me apoio tanto num discurso biológico, como num sociológico. Não é novidade pra ninguém que no reino animal a única espécie que permanece fiel são as baleias. Saindo correndo da biologia, que não é mesmo a minha área, vamos para o discurso sociológico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vivemos um período sem par de transformações. A nossa vida é ditada por um ritmo frenético. Temos que estar aptos a mudanças. No trabalho, sempre nos atualizando. Mudando de emprego, nos adaptando a novas regras e grupos. Mudando de espaço físico, agregando umas e esquecendo outras referências. Sempre buscando inovações. E no amor? Temos mesmo que nos estagnar? Temos que nos contentar com um, e pra sempre? Se formos analisar detidamente a questão é bem confusa. O ficar já é um indicativo que pode ser que as mudanças na esfera profissional e social influenciem decisivamente a afetiva. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas, enquanto essas mudanças não se efetivam, um brinde ao amor! Possível ou impossível, pra sempre ou apenas enquanto dure, um viva às uniões. A despeito dos argumentos tendenciosamente racionais, sou uma passional. Pois o amor, assim como os Deuses e os sonhos, quando não se acredita nele, ele deixa de existir. EU ACREDITO! Me valendo de João Gilberto: Fundamental é mesmo o amor/ é impossível ser feliz sozinho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Amor, um beijo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-2099290033167161398?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/2099290033167161398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=2099290033167161398&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2099290033167161398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2099290033167161398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/06/em-homenagem-ao-dia-dos-namorados.html' title='Em homenagem ao dia dos namorados, falemos de modernidade!'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-4948078591474321692</id><published>2008-06-06T15:33:00.001-07:00</published><updated>2008-06-06T15:43:09.205-07:00</updated><title type='text'>Um anjo safado/o chato do Querubim</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Amy Winehouse é a mais nova habitante, ou o entretenimento mais atual, da imprensa mundial. Na internet, nos tablóides, nas revistas, nos jornais, no rádio e na televisão, só dá Amy.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Antes dos escândalos eu ouvia a música rehabit, adorava a melodia, ficava tocada com a letra e seduzida pela voz. Acreditava tratar-se de uma musa negra. Mas era ela, Amy Winehouse. Eu não ligava a voz à criatura. E que criatura!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ligando uma coisa a outra, passei a ver fotos da cantora. Primeiro achei que ela tinha algum parentesco com primo Itt, dos Adams, ou Marge Simpson. Que cabelo! Era como um ninho, um mafuá, um aglomerado, um tufo em forma de cone, era uma voz e um cabelo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não tardou para eu perceber que o sorriso não era o da Mona Lisa, mas nele havia um mistério. Faltava um back lateral, um centro-avante, não sei bem. O que sei bem é que o time tinha um desfalque. Agora era uma voz, um cabelo e um sorriso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E assim fui construindo Amy. Em pouco tempo o corpo dela começou a aparecer. Aliás, o físico dela se assemelha consideravelmente ao meu. Um tipo magro, fraco, tíssico, mas com uma protuberância abdominal. Imagina uma cobra quando engole um sapo, é mais ou menos isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pensa que acabou? A voz, o cabelo, o sorriso e o físico são acompanhados de uma personalidade ímpar. Eu não entro no mérito se boa ou ruim, apenas na originalidade. Bêbada, drogada, fumante, acessível (é flagrada em qualquer bar, qualquer esquina), dona-de-casa e namorada de presidiário. Para a mídia ela é o anticristo, o exemplo acabado da depredação do ser humano. Pessoalmente eu a vejo como a forma quase que ordinária do indivíduo moderno, que apesar de tudo vive. Aliás, poucas vezes vi um artista tão humano, tão mortal, tão errante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Amy é Amy, gostem ou não. Em algum momento da vida dela, aposto, ela quis ser igual as amigas porrérrimas da escola. Em algum momento ela deve ter sonhado com um casamento bonito, socialmente abençoado. Em algum momento quis namorar aquele nerd bonzinho com futuro promissor. Deve ter sonhado também com um lar, cheio de crianças branquinhas sorrindo de um canto a outro promovendo a devastação da decoração que custou os olhos da cara. Tudo isso é lindo, mas é caro demais para um espírito grandioso, para pessoas habitadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Alguém já ouviu falar num certinho que fez diferença no mundo? Eu só conheço o Bill Gates, mas é um exemplo lastimável demais. Napoleão não devia obedecer muito a mãe, Bethoven não tirava boas notas na escola e Einsten não tem cara de quem comia legumes ou de quem era muito rigoroso com a higiene. Porque a exigência de ser tão reto se o mundo é torto? Porque as pessoas insistem em ser quadradas se o mundo é redondo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não sou notoriedade, não sou bom exemplo pra quase nada, não sou porta-voz da verdade. Mas demorei um bocado pra me entender e me respeitar do jeito que eu sou, e não do jeito que gostariam que eu fosse. Desde pequena eu me atormentava por não obter grande êxito em ser igualzinha aos outros. Mas eu me destacava! Só em atividades pouco gloriosas, como em contar piadas recheadas de palavrões, fazer paródias de músicas (com palavrões), inventar apelidos, bolar formas de sacanear adultos, crianças e idosos, imitar tudo e todos, dançar (com coreografias no mínimo exóticas), escrever histórias (com palavrões e humor duvidoso) e desenhar charges e caricaturas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando tinha reunião de pais e os professores comentavam as peripécias do alunado, minha mãe nunca duvidou de que a liderança da balbúrdia era eu. Quando havia uma festa e comentavam que roubaram os doces, furaram as bolas, abaixaram a cabeça do aniversariante no bolo ou dançaram sacaneando, meu pai em nenhum momento pensou que pudesse se tratar de outra criatura a não ser eu. Nunca se iludiram com a idéia de tentar me consertar, fosse com choque ou com surras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E como a infância é um aprendizado para a vida adulta, sempre que me perguntavam o que eu queria ser, eu dizia que eu já era. E já era mesmo! E já era de um jeito que quando ouvia a música do Chico Buarque pensava que ele estava coberto de razão: Quando eu nasci veio um anjo safado/ o chato do Querubim/ e decretou que eu estava predestinado/ a ser a ser errado assim/ já de saída a minha estrada entortou/ MAS VOU ATÉ O FIM! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-4948078591474321692?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/4948078591474321692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=4948078591474321692&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4948078591474321692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4948078591474321692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/06/um-anjo-safadoo-chato-do-querubim.html' title='Um anjo safado/o chato do Querubim'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-9162628946852087791</id><published>2008-06-02T10:12:00.001-07:00</published><updated>2008-06-02T10:12:47.402-07:00</updated><title type='text'>Saltando fora</title><content type='html'>Eu não preciso me desgastar tentando explicar algo que vocês presenciam em suas vidas cotidianamente: a televisão influencia o comportamento das pessoas. Essa afirmativa, creio, tem mais de consenso do que de discórdia.&lt;br /&gt;Não sou uma audiência muito vigorosa, mas por conta de uma torção no pé estive exposta àquela luz que ilumina nossas faces e obscurece nossas mentes. Vi um comercial da Tim Web. Várias pessoas jovens jogam o modem de um para o outro, fazendo acrobacias. Eu entendi bem, ou só jovens estilosos acessam a internet sem fio? E pior, pra acessar têm que fazer acrobacias?&lt;br /&gt;Aquilo me deixou complicada! Mas não parou por aí. Lázaro Ramos numa festa da Ingrid Guimarães se enche de beliscos e começa a passar mal. Toma sal de frutas Eno, vai dançar e, pasmem, dá uma pirueta. Logo, concluí, pirueta faz bem pra digestão. É isso mesmo?&lt;br /&gt;Agora, o que dizer de Dan Stulbach no comercial do Itaú. Ele dança break, ou street, não compreendo a dança, não compreendo o que ele fala, não acompanho as acrobacias, só lembro da música bi apaparapá/apaparapá e da logomarca do Itaú.&lt;br /&gt;Em resumo, não adianta repetir incansavelmente, eu não irei dar mortal, pierueta, cambalhota ou qualquer acrobacia pra acessar internet sem fio, nem pra acabar com a má digestão, e muito menos pra abrir uma conta no banco. Pode esquecer isso, fora de cogitação! Imagina se irei fazer atuações simiescas pra isso ou aquilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-9162628946852087791?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/9162628946852087791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=9162628946852087791&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/9162628946852087791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/9162628946852087791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/06/saltando-fora.html' title='Saltando fora'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-3198943228618202596</id><published>2008-05-25T08:28:00.001-07:00</published><updated>2008-05-25T16:35:34.803-07:00</updated><title type='text'>A pobreza em vários atos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estive uma temporada afastada, forçosamente, da internet. Nesses dias de abstinência pensei num milhão de coisas para escrever. Aliás, cheguei a fazer a composição das idéias para meu cunhado. Ele riu um bocado. Mas pra ser sincera, olhando pra minha cara raramente alguém não ri. Então as vezes chego a achar que pouco importa o que eu tenho pra dizer, pois importante mesmo é como eu digo. Agora, escrever é outra coisa! Mas mesmo perdendo um tanto o efeito em comparação com minha atuação oral, insisto em escrever.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O tema do meu discurso era o sabor e o dissabor de ser pobre. Certamente eu não conheço muitas pessoas ricas. Se é que as conheço. Enfim, a pobreza nos rodeia, nos entranha, nos consome. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O pobre é o elemento essencial da modernidade. O pobre é a engrenagem do capitalismo. Já pararam pra calcular quantos miseráveis são precisos para fazer um só rico? Muitos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Observando as coisas ao nosso redor é que eu noto como pobre é predado pelas artimanhas do sistema. E o mais expressivo dessa relação é que não morre, só se prolifera. As estratégias de dizimar os pobres são inúmeras e diversas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A primeira estratégia é na alimentação. Todos os produtos com prazo de validade vencendo são ofertados aos pobres. E os pobres compram. Biscoitos, barras de cereal, enlatados, laticínios, tudo tão apto ao lixo quanto ao consumo do pobre. Carne que está em acelerado processo de deterioração, já duvidosa, é temperada e vendida em temperatura ambiente a preço de custo. Pobre compra. E não só compra como promove churrasco. Ninguém tá aqui querendo morrer sozinho!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aliás, uma modalidade interessante de extermínio coletivo são as quermesses. Aquela pujança, aquela fartura, é uma alegria que só Deus e pobre sabe como dói. Quem nunca ouviu falar na maionese que intoxica dezenas? Só que, quando muito, mata um ou dois. Fracos! Se morre por conta de uma maionese realmente não tinha vocação pra ser pobre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E o que dizer das bebidas? A água mineral custa R$1,00 enquanto um Guaravita R$0,50. Preciso perguntar o que o pobre bebe? Um líquido que custa mais barato do que água não pode ser de Deus! Eu tenho medo de Guaravita. Não sei de que poço sai a água que ele é fabricado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se o problema fosse apenas a procedência da água eu ficaria até tranqüila. E a composição química? Aquilo tem estimulante, acidulante, é um repositor energético. Aí o sujeito que tem “pôbrema de pressão alta”, desavisadamente, toma o guaravita e se sente melhor. Muito bem disposto. Até porquê, mesmo pra morrer tem que ter disposição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E o que dizer da infinidade de bebidas com o prefixo ou sufixo COLA!? Para cada mercado há um refrigerante de cola. E pobre valoriza como ninguém a indústria nacional. Aliás, a distrital, a circunvizinha, basta engarrafar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acima de tudo e qualquer coisa o pobre é um aventureiro, um guerreiro, um herói. Qualquer coisa simples do cotidiano para o pobre é uma missão que faz Bruce Willis, &lt;span style=""&gt;Schwarzenegger&lt;/span&gt;, Tom Cruiser ou Stallone parecerem fichinha. Um cidadão comum se locomove para o trabalho por carro, trem, metrô, ônibus ou barca. Sem emoção! Pobre ou vai de van, ou vai de mototaxi. Simples assim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se alguém conhece uma modalidade de extermínio de pobre mais eficiente do que van, favor, me informe. Van não tem erro, é bateu fudeu. Ou mata geral, ou fode geral. Claro, morrer é preferível na maioria dos casos. Pessoalmente eu penso que as vans não deveriam ter na frente o nome de um bairro, mas o slogan que esclarecesse ao que veio (ou mais exatamente pra onde que vai), do tipo: céu, inferno, paraíso. Algo mais objetivo e sincero.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Você pode tentar advertir dos perigos das vans, mas todo pobre irá defendê-la dizendo que é rapidinho. Concordo! É o meio mais rápido da vida pra morte, sem escala. Uma conhecida minha pegou uma pneumonia andando de van. Eu perguntei como. Ela disse que sai de casa as cinco da manhã, e a janela da van que ela pega é quebrada. Visualiza! Imagina essa brisa das cinco, excelente para os pulmões, porrando a cara da pessoa num percurso de no mínimo 40 minutos. É gostoso demais. Aliás, deveria até ser indicado como massagem facial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Gente, viver não é fácil, não é uma brincadeira. Eu gostaria de ser feia e pobre só por um dia na minha vida, pois todos os dias já está me cansando.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-3198943228618202596?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/3198943228618202596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=3198943228618202596&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3198943228618202596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3198943228618202596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/05/pobreza-em-vrios-atos.html' title='A pobreza em vários atos'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-6370404204771997753</id><published>2008-05-09T14:41:00.000-07:00</published><updated>2008-05-24T12:24:19.039-07:00</updated><title type='text'>As verdades que o vento leva</title><content type='html'>Eu sempre digo, ninguém mente sozinho. Pra mentir é preciso no mínimo duas pessoas, uma pra mentir e outra pra acreditar. A cada dia estou mais convicta de que as pessoas não têm pudor de mentir.&lt;br /&gt;Há quem acredite que mulher minta mais que homem. Mentira! Mulher faz atuações realmente mais sofisticadas, porém mentir por mentir não há como reduzir o feito dos homens. Ou seja, a mentira, em termos quantitativos, não pode ser avaliada por gênero.&lt;br /&gt;Eu estava na barca, ouvindo a conversa alheia. Até aí, tudo sem novidade. Atrás de mim três mulheres me entretiam com sua conversa. E o assunto, tenho até vergonha de dizer (mentira!), era sexo.&lt;br /&gt;Começou com uma dizendo que a primeira vez que fez sexo foi na lua-de-mel. Com essa declaração minhas orelhas ficaram mais em riste do que o membro do noivo. Se a conversa começava com uma mentira destas, daí por diante eu poderia morrer, mas minhas orelhas haveriam de continuar vivas para registrar tudo.&lt;br /&gt;Então, a conversa estava apenas começando. Ainda tinha uns dez minutos de travessia para a mentira rolar solta. E assim foi! A cada declaração uma das amigas duvidava e dava um testemunho mais incrível. Assim, em resposta à primeira vez na lua-de-mel uma das amigas disse ter namorado seis anos e o namorado respeitando a decisão dela. Namorados, por favor, se manifestem. Se meu namorado me respeitasse tanto eu abandonava ele! Vai respeitar assim a puta que o pariu.&lt;br /&gt;O que me deixava mais envergonhada era a desenvoltura das três em conversar tão abertamente sobre sexo, algo mais esperado de pessoas com posturas supostamente modernas, enaltecendo um “orgulho” tão retrógrado, um discurso tão tradicionalista. Tinha horas que eu não entendia nada, aquilo dava nó na minha cabeça. Ora essa, quem me mandou gostar tanto de ouvir a conversa alheia!&lt;br /&gt;Deixando o exemplo das mentiras das moças, vejamos uma conversa de rapazes. Eu estava na sala de espera duma assistência técnica para celulares. O número da minha senha me convidava para a eternidade. Uma pressão me subia à cabeça, quase estourando de ódio, quando uns caras começaram a conversar. Coloquei logo fones nos ouvidos pra ouvir a conversa sem constrangimentos de parecer que estou mesmo prestando atenção neles.&lt;br /&gt;Começaram falando de aparelhos celulares. Era só juntar três letras, quatro números, e a maioria deles já tiveram esse tal aparelho que duvido muito até que já tenha existido. Era fazer um scan, dos pés a cabeça, em cada qual e duvido que um só deles se vestisse com mais de R$25,00. Traje calça surrada, pochete no ombro, camisa fuleira e um ou outro de boné.&lt;br /&gt;A conversa dos caras estava animada. Diferente das mulheres, um nunca duvidava do outro. Dizia que era verdade, e dava um exemplo que superasse o amigo. Um sacou da cintura um celular antigo, disse que já tinha caído muito, já tinha molhado na praia, o visor era rachado, mas funcionava perfeitamente. Todos acharam o máximo e concordaram que bom eram os celulares antigos. Não satisfeito, um sujeito que palitava os dentes (ninguém me disse, eu vi isso!) se coçou, tirou um celular do bolso, abriu o celular e o corpo com a bateria ficou numa mão, o flip na outra. Ele mostrou orgulhoso dizendo: esse aqui funciona perfeitamente, cabe qualquer chip, dá pra usar como rádio, e ainda recebe fax. Bastou pra ser o rei do pedaço.&lt;br /&gt;Depois do celular Lego ninguém mais quis falar sobre o assunto. Era melhor partir pra outra conversa. Tinha um jornal jogado numa mesinha, e estampado na primeira página a foto do Romário. Um deles olhou e disse: o Romário vai virar presidente do Vasco. Todo mundo concordou!&lt;br /&gt;Era preciso uma pauta mais polêmica pra reanimar o pessoal. Chegou um motoboy. Ele sentou do lado de um sujeito e pra quebrar o silêncio disse que tinha sido assaltado. O do palito na boca, que tinha uma voz bem rouca, perguntou o que ele perdeu. O boy disse que perdeu uma moto. Onde? Em Duque de Caxias. Meu irmão, naquela área é foda mesmo. Todo mundo concordou. Aí começou papo violência. Tudo o que se falava parecia cena de filme. Mas era realidade, porque num filme nunca vi tanta bala voando. Era tanto tiro que vez por outra eu me esquivava no reflexo, com medo de uma bala resvalar e me acertar.&lt;br /&gt;O cara do palito na boca parecia impávido, sem achar aquele tiroteio, aquelas histórias bélicas, nada demais. Ele esperou o tiroteio dar uma pausa e disse que estava chegando em casa, quando o caveirão cismou de subir o morro, até que um cara, ele disse um cara e ainda descreveu o sujeito como magro e baixinho, plantou de frente com uma M2 fazendo o caveirão recuar. Todos impressionados, e um desavisado exaltou que era preciso força. Ao que o do palito na boca arregalou os olhos e quase desequilibrando o palito disse: força nada, tem que ter é disposição! Juntando os narizes dos caras dessa sala de espera acho que conseguiríamos um monumento maior que a muralha da China.&lt;br /&gt;Acredito em tudo o que me dizem. Aliás, eu acredito até no que dizem para os outros. Por exemplo, eu acredito que o Ronaldinho achou que Andréia era mulher. Acredito que, como ele disse, nunca usou drogas e que é inteiramente heterossexual. Diga-se de passagem quando ele fala na categoria inteiramente heterossexual me faz ao menos intuir que compreende uma categoria parcialmente heterossexual, que por seu turno pode ser equivalente a parcialmente homossexual. E não acredito só no Ronaldinho. Acredito que Carolina Jatobá e Alexandre Nardone são tão inocentes quanto se defendem, e culpados quanto os acusam.&lt;br /&gt;De minha parte fecho o post assumindo que nunca conto uma mentira. Até invento umas verdades. Algumas bem temporárias, outras mais duradouras. Mas mentira eu não conto. E você, já ouviu alguma mentira, digna de ser partilhada? No que você credita?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-6370404204771997753?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/6370404204771997753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=6370404204771997753&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/6370404204771997753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/6370404204771997753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/05/as-verdades-que-o-vento-leva.html' title='As verdades que o vento leva'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-2462952185606599329</id><published>2008-04-29T19:45:00.000-07:00</published><updated>2008-04-30T06:15:12.969-07:00</updated><title type='text'>O Rio de Janeiro não envelhece, ganha charme e elegância</title><content type='html'>A cidade amanhecia sob uma brisa leve e morna e um sol tímido. Poderia ser uma manhã como outra qualquer, mas era o dia oficial de sua fundação, 1º de Março. E eis que o dia não haveria de passar sem devido proveito.&lt;br /&gt;Charmosa por si e maravilhosa pela exaltação de terceiros, em vários bairros os cariocas extravasavam sua paixão e carinho pela cidade, em comemorações de estilos mais diversos. Da zona norte a zona sul a bossa nova, o samba e o choro ditavam o ritmo da festa. No centro, junto aos arcos da Lapa, a noite de muita empolgação num show ao ar livre comandado por Elba Ramalho brindou a cidade com um presente inestimável.&lt;br /&gt;Num palco de dimensão generosa, Elba ia de um lado a outro, cantando e dançando muito entusiasmada pelo aniversário da cidade, tão carioca que a cantora não é. Rente ao palco até a distância de uns 300 metros uma multidão se estreitava e se entretinha.Nem sei o quê faziam mais, mas lá estavam. Os esbarrões são como termômetro do entusiasmo de um evento popular, e nesse show era tudo o quanto não faltava.&lt;br /&gt;Na inviabilidade de todos transitarem, transitam os ambulantes, que não são poucos. Com isopores nas costas, ou puxados por carros improvisados com rodas de rolimã, vendem quase que exclusivamente cervejas e refrigerantes. E ainda no meio da multidão, há os que com enormes sacos plásticos recolhem latinhas de alumínio. Diga-se de passagem a cada dia há mais vendedores e catadores do que consumidores. É mais ou menos esse é o cenário da muvuca que não desanima com quase nada.&lt;br /&gt;Um tanto distante do pessoal que sem dó se espreme, três amigas, já senhoras, estão dançando. Uma delas calçava uma plataforma que comprometia demais a desenvoltura da altiva dançarina. Achou por bem dançar descalça. E todos cantando e dançando.&lt;br /&gt;Bem próximo dali, um rapaz ao notar cacos de vidro no chão trata logo de recolher, colocar numa distância segura, rente a um bueiro. Aproveitou e ainda alertou a senhora que dançava descalça entre as amigas para que tomasse cuidado para não se cortar. Um senhor que catava latas, vendo a senhora descalça tirou o chinelo que calçava e ofertou a ela, que sorrindo aceitou.&lt;br /&gt;E assim o show fluía. O trio de amigas continuava alegre e dançante música após música. Esporadicamente viam o catador de latas passando descalço e gritavam entusiasmadas, fazendo festa, demonstrando o quanto o chinelo estava sendo bem usado. Ele sorria, acenava positivamente pra elas e se mostrava também animado.&lt;br /&gt;O saldo do show foi a alegria e harmonia de uma grande comemoração. Um brinde à cidade maravilhosa que abriga pessoas gentis e sensíveis, aptas a ofertar ao próximo o melhor de si, dando exemplo do que é por em prática o ideal paz e amor. De pequenos gestos como este é que a imagem da cidade deveria se propagar. Nada de violência, nada de desentendimentos, nada de aura do perigo. Eis o grande presente que a população não se farta de doar à cidade: gentileza e alegria.  Vale lembrar que a senhora que dançava, ao final do show ficou no mesmo lugar, esperando o dono do chinelo voltar. Com sorriso largo, abraço apertado e enorme agradecimento devolveu os chinelos ao gentil cavalheiro que cata latas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-2462952185606599329?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/2462952185606599329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=2462952185606599329&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2462952185606599329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2462952185606599329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/04/o-rio-de-janeiro-envelhece-mas-no-perde.html' title='O Rio de Janeiro não envelhece, ganha charme e elegância'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-2157317616712782241</id><published>2008-04-08T05:57:00.000-07:00</published><updated>2008-04-08T05:58:02.459-07:00</updated><title type='text'>O que o trabalho inspira</title><content type='html'>Em 1880 a princesa Isabel assinou um famigerado documento que decretava o fim da escravidão no Brasil. E assim, por um documento, sem mais nem mais, foi abolida a instituição que durante séculos forneceu mão-de-obra para tocar uma colônia que hoje tem sua soberania e chamamos de país.&lt;br /&gt;Das milhares de indagações a respeito desse processo e de suas conseqüência nesse minuto me instiga como conseguir uma percepção positivada do trabalho. Como não relega-lo às pessoas que não têm liberdade e/ou escolha? Como não tornar o trabalho uma ação pejorativa? Para os brasileiros a resposta a esta pergunta é tão simples que chega a ser despropositado se indagar. A resposta é FINGIR QUE TRABALHA.&lt;br /&gt;Os índices de desemprego, o afrouxamento das leis trabalhistas, as pressões mundial para adoção de medidas neo-liberais, tudo o mais é nada frente ao poder debochado do brasileiro de lidar com situações adversas.&lt;br /&gt;Conheço muitas pessoas que não tem emprego fixo, várias que têm a carteira de trabalho virgem, aliás é nesse grupo que eu alinho, e até quem nem se dê ao trabalho de ir tirar uma carteira de trabalho. Mas o maior número de pessoas que percebo são as que, com ou sem carteira assinada, fingem que trabalham.&lt;br /&gt;Pode parecer loucura minha, mas eu olho para as pessoas e fico imaginando que atividade produtiva elas desenvolvem. Olho pra um vizinho de terno e gravata, mais cheiroso que besouro da Amazônia, cabelo bem cortado, num sapato tão bem conservado que parece até que o dono anda de cadeira de rodas, e vem logo o enigma: o que ele faz?&lt;br /&gt;Simples! O cotidiano é o seguinte: chega no escritório as 9:00h e toma um café conversando com o pessoal até as 10h. Parte então para seu computador e começa a burocracia. Abre a agenda e dá logo três telefonemas. O primeiro pra mãe, o segundo pra esposa ou peguete e o terceiro pra um amigo. Sendo casado telefona pro amigo pra reclamar, sendo solteiro pra aprontar. Vocês pensam que a hora não passa, mas já avançamos para as 11h, e o sujeito ta atarefado. Entra com a senha no computador, baixa os e-mails e toca a apagar as propagandas, ver os slides de power point ou com conteúdo de moral edificante ou pornográfico, repassa as piadas e slides mais ou menos e eis que já são 12h. Desce em bando pra almoçar, passa em lojas pra comprar qualquer coisa inútil que lhe dê consolo por um dia-a-dia tão stressante e volta para o escritório 13:20h. Mais café, com mais bate-papo, até que 14h não tem jeito, tem que voltar pro computador. Navega na internet das 14h às 17h. Toma mais um café, até que chega do nada a emergência de fazer um relatório. Ele só tem até às 18h para relatar as atividades do dia, tudo pra uma reunião no dia seguinte. E faz! São quatro laudas no Word, fonte tamanho 20, espaçamento duplo. Era até mais fácil fazer em power point. Mas enfim, já deu a hora de voltar pra casa. Chega de trabalho por hoje, o sujeito já está exausto. Tal e qual estaria qualquer outra pessoa ainda que não fizesse nada.&lt;br /&gt;E quando vislumbro uma vizinha, tailler de cor mórbita, cabelo tão aprumado como uma peruca Lady (Copacabana, Barata Ribeiro), com aquele cacharrel terrível que o cheiro muito faz lembrar a penteadeira de uma meretriz (vovô se valia bastante dos serviços dessas damas, por isso que sei bem o cheiro), meia-calça kendall na cor da pele (da pele da Pina, porque dá logo pinta que a ridícula tá de meia, tamanho o contraste da cor das pernas com as mãos), uma base no rosto mais grossa que a máscara de Jason, as unhas disputando destaque com as do Zé do caixão, e fechando o modelito um scarpin básico e uma bolsa de couro com fivelas banhadas a ouro da Lui Vitton (camelôs e ciganos conseguem uma réplica que andando rapidinho nem especialista distingue, e La garantia soy yo!). O que ela faz? Que profissão exerce?&lt;br /&gt;É amiga de escritório do sujeito já mencionado. O que supõe que o dia-a-dia deles é bem parecido. A diferença é que enquanto ele navega ela faz os slides de power point que circulam na internet, e as correntes católicas.&lt;br /&gt;Divulgarei aqui, em primeira mão, os sites indispensáveis para as pessoas que “trabalham”:&lt;br /&gt;Google: Aqui é o começo e o fim. É aqui que ele rouba textos para introduzir nos bonitos relatórios. Aqui também, ele e ela, pesquisam bons preços de agencias de viagens, para ir programando o que vão fazer nas férias, nos feriados prolongados e tudo o mais.&lt;br /&gt;Orkut: Alguém vive sem socializar? Então, o sujeito que trabalha tem o direito e dever de estar a par de tudo o que acontece com as pessoas que o rodeia. Fiscalização branda no profile da namorada, ou esposa, para não parecer ciumento e neurótico. Fiscalização moderada nas ex, como um tratamento, pois ele jura que aos poucos vai esquecer ela e parar com esse vício de querer saber o que se passa. E fiscalização intensa nas possíveis, sempre atirando pra tudo quanto que é lado, pois como diz meu sábio e filósofo primo: se eu não “panhar” vem outro e “panha”. As mulheres visitam praticamente os mesmos profiles, só que em relação aos namorados e/ou maridos, pois tá louca de saber como ele reage a tudo isso. Enfim, o orkut é o inferno na terra.&lt;br /&gt;Climatempo: Como é que a pessoa vive sem saber se está sol ou chuva, calor ou frio. Dentro do escritório a temperatura é permanente em cerca de 19º, mas a criatura não vive sem saber como está o tempo lá fora. Além do mais, da pra fazer também aquela análise para o final de semana, feriado, e ver se fica melhor ir à praia ou serra.&lt;br /&gt;Fliperama: pra jogar e/ou baixar alguns games, pois ninguém é de ferro, tem horas que é preciso descontrair.&lt;br /&gt;Horóscopo Virtual, GuruWeb, TerraEsotérico: porque ninguém acredita em horóscopo, tanto quanto nem duvida. Pelo sim, pelo não, não tenho muito mais o que fazer, é melhor dar uma conferida. De repente até um tarô on line. O casamento entre signos.&lt;br /&gt;GloboEsporte: para acompanhar os resultados da rodada, o estadual, o Brasileirão, a Copa América, a Libertadores, o Mundial, e sobretudo a escalação de times deveras importantes como o “XV de Jaú”, “Ferroviária de Araraquara”, “Ìbis”, “América” do Rio de Janeiro e o Paysandu. Sem falar no grid de largada da F1 e o campeonato estadual de basquete. Só com um conteúdo tão denso é que o sujeito está apto a tomar um cafezinho e confraternizar sem se sentir diminuído por falta de assuntos.&lt;br /&gt;O Fuxico: É de extrema relevância saber dos novos affairs da Preta Gil, do mais recente namorado da Galisteu ou Cicarelli, e enfim, essas informações que precisam ser acompanhadas semana a semana, quando não diariamente. O mundo tá rodando e a mulher só lá trabalhando? Não, não mesmo, é preciso uma Dirce para colocá-la ciente do resumo das novelas, da vida dos artistas, celebridades e quem mais coloque o traseiro à mostra.&lt;br /&gt;Oglobo: esta página é tudo. É o que há. É quase como um protetor de tela. Varam janelas ao pé da tela, msn piscando, oito profiles e quatro comunidades do orkut, mas se o chefe passar de uma hora pra outra irá se debater logo com uma página cheia de informações, fundamentais ao bom desenvolvimento do trabalho diário.&lt;br /&gt;Enfim, é dura a vida de um trabalhador. O dia inteiro nesse ambiente insalubre, trabalhando oito horas e as vezes tendo que fazer hora extra, tanta informação, isso acaba com o ser humano. É uma vida árdua, mas alguém tem que fazer. Só mesmo com essa ação inteligente de desobediência profissional, pois já que o patrão finge que nos paga, nós fingimos que trabalhamos. Destorcendo o que foi a estratégia de Gandih é que estão os brasileiros nos escritórios. Pode parecer tolo, mas um processo como este demora uns 200 anos para se consolidar. Agora, se você trabalha e tem mais de dois desses links que apontei em seus favoritos, vamos admitir: você também finge que trabalha!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-2157317616712782241?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/2157317616712782241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=2157317616712782241&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2157317616712782241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2157317616712782241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/04/o-que-o-trabalho-inspira.html' title='O que o trabalho inspira'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-8800333362869345520</id><published>2008-04-03T06:15:00.001-07:00</published><updated>2008-04-04T11:22:15.555-07:00</updated><title type='text'>Meio confuso falar do Meio Ambiente</title><content type='html'>Vivemos um período em que os analistas que têm ejaculação precoce já chamam de pós-neoliberalismo. Deixemos que eles se divirtam em detectar o presente como passado e o futuro como presente, sem que sequer acreditem que esse presente virá. Tratemos de algo que está na ordem do dia, a preservação ambiental.&lt;br /&gt;O primeiro fator a ser levado em consideração é que, estejamos onde estivermos, fazendo o que for, o mundo ta dando suas voltinhas. Se você ficar de olho ele gira, se piscas ele gira também. Essa frase pode parecer, e até é, imbecil. Mas ela identifica um tanto da postura de quem vos escreve. Anotem!&lt;br /&gt;Quando em 1945 bombas atômicas foram arrogante e covardemente lançada sobre as cidades de Hiroxima e Nagasaki, o mundo se estarreceu com o seu poder de destruição. As regiões afetadas, excluindo as inestimáveis perdas humanas, sofreram e ainda sofrem com impactos ambientais. Sem adentrar nas especificidades de clima, terreno e vegetação, as bombas foram decisivas para as pararem pra pensar nas questões ambientais.&lt;br /&gt;Desses dois bombardeios para cá, outras bombas foram criadas, algumas lançadas, e outras testadas. E a cada desenvolvimento no setor de “destruição e ameaça”, maiores e mais exaltados são os alardes que o meio ambiente está sendo castigado. Fato!&lt;br /&gt;Quando falam que as reservas de águas são finitas eu acredito. Mas não tomo como uma verdade absoluta, não estoco água nos bolsos nem escovo os dentes com caneca. Afinal, moramos num planeta comporto de 70% de água. A maior parte é salgada, mas é água. Que desenvolvam processos de dessalinização. É estúpido eu falar assim? Certamente, mas é melhor do que tomar banho a seco.&lt;br /&gt;Quando falam que o aquecimento global é um fenômeno que ameaça a humanidade, degrada o meio ambiente, que é impulsionado pelo aumento de consumo material, da produção de lixo, da quantidade de automóveis, da criação do gado e tudo o mais, eu acredito. Mas eu não visto a culpa como um manto e me junto a um grupo de franciscanos que pregam uma alimentação frugal e vida desapegada dos bens materiais.&lt;br /&gt;O american way of life é lindo, mas não contempla a humanidade equanimemente. Os papéis sociais numa perspectiva mundial são opostos e sem equivalência numérica. O cálculo é cruel! Para fazer um milionário é preciso centenas, e talvez até milhares, de miseráveis. Para um país degradar é preciso um continente para preservar. A conscientização dos problemas ambientais é mais do que necessária, é uma postura responsável e ponderada, é um reflexo de respeito a si e ao próximo, uma orientação também em prol das gerações futuras. Mas por favor, não façam pouco caso do meu discernimento com gráficos e estatísticas apocalípticas e com mudanças de hábitos drásticas.&lt;br /&gt;De tudo o que se prega em prol da preservação do meio ambiente é o fato de que raramente consideram o homem como um ser natural. Parece que ele é um elemento que foi colocado na natureza para combate-la. O ser humano não é posto numa cadeia, num ciclo, de modo que viver passa a ser necessariamente uma agressão ao meio. Uma arara azul tem direito de nascer, crescer, com a ajuda de ambientalistas e biólogos se reproduzir, e para o lamento da humanidade fechar o seu ciclo morrendo. Ela grita e não polui sonoramente. Ela come várias sementes e frutas, mas não estraga nem extingue nada. Ela excreta, mas deve até ser cheiroso. Agora eu não posso dar uma simples barrigada que já poluí a baia de Guanabara. Como assim? Eu vou de carro de um lado ao outro da cidade e já condenei o ar que respiramos a um ar que nos envenena. Eu vou até parar de escrever, pois pra quem não sabe o computador além de aquecer, utiliza a energia que pode ser do petróleo (fonte esgotável), nuclear (Se eu ouvir soar a emergência em Angra já rezo encomendo a minha alma. Pra você vê como a ecologia em algum momento alcança a religião) ou hidráulica (sabe Deus o impacto social e ambiental dessa uma barragem). Isso tudo sem falar nos componentes, minérios incontáveis. E a fabricação? Essa emana é calor, gera lixo, polui mesmo. Não é ecologicamente correto viver num mundo pós-neoliberal, definitivamente. Vou pular pra outro galho, porque esse aqui já deu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-8800333362869345520?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/8800333362869345520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=8800333362869345520&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8800333362869345520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8800333362869345520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/04/meio-confuso-dalar-do-meio-ambiente.html' title='Meio confuso falar do Meio Ambiente'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-1188613426853272488</id><published>2008-03-10T17:12:00.001-07:00</published><updated>2008-03-11T04:49:51.726-07:00</updated><title type='text'>Nem te ligo!</title><content type='html'>Dia desses falava com uma amiga ao celular. Foi quando avistei meu ônibus, me despedi e fiz sinal pra ele parar. Entrei, preocupada em pagar a passagem e pegar o troco. Preocupada mesmo, pois pode parecer banal pra qualquer pessoa, mas tenho a cara mais “boba” que suponho haver no mundo, então toda atenção é pouca. Sem atenção, me passam o troco muito errado, ou certinho, só que em moedas. É sério! Já houve circunstância em que paguei com vinte e levei troco de quem pagou com cinco reais, e até mesmo já ocorreu de um cobrador me dar um troco de cerca de dezessete reais em moedas. Isso não é pra qualquer um. Só mesmo tendo a cara de babaca que eu tenho. Aliás, quem quiser comprovar minha tese, basta andar comigo e verá situações tão inusitadas quanto ridículas em respeito a minha cara de trouxa.&lt;br /&gt;Deixando minha cara de trouxa de lado, estava eu no ônibus, com o troco conferido, caçando um lugar mais ou menos pra fazer a viagem. Parei entre as bolsas de um cara e a bunda enorme de uma moça. Não pelas bolsas, menos ainda pela bunda, mas aquele espaço parecia confortável. Consegui um espaço no ônibus sem ninguém ficar se roçando ou fedendo ao meu lado, e ainda assim a viagem estava irritante. Foi quando ao invés de tentar olhar o caminho achei de olhar para dentro do ônibus. Todo mundo falava ao telefone. Aliás, pior do que isso, havia quem estivesse falando por rádio.&lt;br /&gt;Era uma zueira de vozes e ruídos, como se não bastasse o motor no ônibus e a orquestra do trânsito. Tudo na maior desarmonia. Pra onde quer que eu olhasse era gente com o celular na orelha, como se fosse um brinco. Eu vou falar um coisa pra vocês, fonte segura: o diabo tem um nextel, um vivo, um Tim, um Oi e um claro, tudo no cartão pré-pago. Aliás, me disseram até que o toque do nextel é um mambo, e o aparelho da vivo é um Motorola V3.&lt;br /&gt;Na balbúrdia seguia a viagem. Pensei, pensei e resolvi admitir pra mim: estou viciada em celular. Precisei ver na sede de falar alheia o meu problema. Tudo começou há cinco ou seis anos, era uma conta telefônica num plano de R$32, na operadora vivo. De lá para cá troco de aparelho anualmente, e na mesma proporção ganho ação na justiça por problemas nos serviços das operadoras e por vícios nos aparelhos. Ouso dizer até que as indenizações pagam o aparelho e o serviço anualmente. Da maneira que for, o que é afinal um serviço de telefonia?&lt;br /&gt;Compreendo que é preciso tecnologia, estudos avançados e o trabalho de milhões de pessoas no setor, contudo, grosso modo, não passa de palavras ao vento. Toda uma estrutura desenvolvida para as pessoas propagarem som. Ok, o avanço é tanto que de lambuja vai até a imagem.&lt;br /&gt;Não faço idéia de quantas pessoas possuem aparelho celular no país, mas calculo que nem 10% delas resolvem efetivamente algo fazendo uso do aparelho. Cientes disso é que os fabricantes não poupam imaginação para agregar funções aos aparelhos celulares. O mero “ligar” fada um aparelho celular ao limbo. É como se ele não fosse nada. Entre as funções mais eficientes e inusitadas que meus aparelhos já apresentaram posso citar a indicação da hora mundial, afinal de contas como é que eu vivo sem saber que horas são em Abudab? O índice de massa corpórea, o qual fui mostrar pra uma amiga da faculdade e a criatura até hoje me culpa por meu celular chamá-la de gorda. E, a melhor de todas, calculador de gorjetas. Essa é de suma presteza, pois uma conta de 10% não é feita por qualquer um. Essa função pra mim era um insulto, pois eu nunca faço esse cálculo se não ao inverso. Tenho a memória de um elefante, mas não me lembro quando foi a vez, se é que houve, em que dei uma gorjeta feliz. Não é só mesquinharia, ou é mesmo uma mesquinharia esclarecida, já que me alinho à máxima de que o cachimbo deixa a boca torta. No caso, o que era pra ser uma gentileza tornou-se uma obrigação. Mas isso são outros quinhentos e eu falo de outro vício, o celular.&lt;br /&gt;Enfim, eu comecei num plano “Beneditino”, com base na idéia de que temos duas orelhas e uma só boca, portanto, devemos ouvir duas vezes mais do que falamos. Desse modo, eu ligava e falava pouco, e me colocava disposta a ouvir quem quer que me ligasse. Nem sempre eu atendia as pessoas, raramente ligava e tudo ia bem com um uso apenas racional do celular.&lt;br /&gt;As promoções das empresas passaram a me estimular, tirar temporariamente a mordaça de minha boca com aquelas promessas de “fale 500 minutos por 7 centavos”. O asterisco abaixo da promessa, em letras minúsculas, sempre trazia os entretantos, tipo “promoção válida por um período de 3 meses”. E nessas modalidades ardilosas de promover o vício, eu fui falando, falando, falando. Quando a promoção acabava eu entrava em crise. Olhava para o celular, ao alcance das mãos, e dava só uma ligadinha. Aquilo me dava um alívio, mas a dose era pouca. Ia ligando, ligando, ligando, pequenas doses, vários dias. No final do mês a conta alta, e junto dela a promessa de que vou dar um jeito no vício.&lt;br /&gt;Pois bem, a conta do telefone chegou aos trezentos e tantos reais. Procurei conforto me confessando a pessoas próximas. Elas diziam que quando pagam só trezentos estão felizes. A coisa é pior do que eu poderia supor. Eu sou “novata” entre os viciados. Mas já elaborei estratégias para me desvencilhar do uso do celular.&lt;br /&gt;A primeira estratégia é adquirir, ou resgatar na gaveta de quinquilharias, um aparelho horroroso, bem antigo, daquele que se muito faz ligações e no display informa a data e hora. Qual a vantagem? Primeiramente, não dá nenhum gosto ficar carregando algo feio e grosseiro na mão. Não fica por aí. Todas as vezes que te ligam você pensa duas vezes se vai atender. Se atender vai ser rápido, falando só o necessário. Atender ou fazer ligações com um aparelho velho e feio é algo que se faz sorrateiramente, de preferência com algum disfarce, seja escondendo o aparelho na cabeleira, seja indo para um cantinho reservado, ou até apelando em colocar a cabeça quase dentro da bolsa.&lt;br /&gt;E a agenda do celular? É preciso deixar no aparelho apenas números emergenciais. Os outros números ficam numa agenda de papel. É até mais seguro. Isso faz com que durante o dia poupemos de ligar pra todo mundo que conhecemos, reservando uma parte da noite pra ou encontrar com o pessoal pra colocar a fofoca em dia, preferível, ou ligar do telefone fixo para fixo, pois a noite as pessoas costumam ir pra casa ao menos pra dormir. &lt;br /&gt;Outra estratégia é não se preocupar em carregar a bateria. A idéia é que ela tem uma autonomia no stand by e outra em uso. A do stanby é enorme, já em uso a autonomia diminui consideravelmente. Todas as vezes que você notar que tem apenas “um pau de bateria” (um clássico do vocabulário do viciado em celular) falará rápido pensando em poupar bateria pra uma ligação mais importante. A questão da bateria diminui a nossa preocupação com a carga constante, economiza luz e, mais importante, vai nos aliviando do vício. Pra um fumante, seria algo análogo a lhe dar cigarros, mas deixar ao seu alcance apenas palitos de fósforo molhado.&lt;br /&gt;Tudo isso é ruindade? Sim, mas é pensando no bem das pessoas. E o que é o bem? Essa é difícil, passo! Agora basta de escrever porquê preciso fazer uma ligação. Aliás, já viram o novo smartphone? Então, tô visando um. Nem é pra ligar, mas só pra ter, é bonito e tal...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-1188613426853272488?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/1188613426853272488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=1188613426853272488&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1188613426853272488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1188613426853272488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/03/nem-te-ligo.html' title='Nem te ligo!'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-2361291726559843625</id><published>2008-03-01T14:46:00.000-08:00</published><updated>2008-03-01T14:47:15.578-08:00</updated><title type='text'>Investindo em ajustes finos</title><content type='html'>Atendendo a pedido. Sim, no singular, um pedido, atualizo esse blogger. Foi um pedido único, exclusivo, nominal. O pedido, na versão esculacho diga-se de passagem, foi de Luciana Ribeiro, vulgo Magrela. Irei então atualizar o blogger, não obstante ao meu hábito de deixar inflacionar os comentários, coisa que em abono da verdade não vem ocorrendo.&lt;br /&gt;Já notaram que todo mundo reclama? Abre-se a boca covardemente mais para reclamar do que para elogiar. Eu, por exemplo, sou uma confessa adepta da reclamação, ainda que as coisas estejam bem. É uma versão manipulada da doutrina progressista de que tudo pode ser melhorado, um tanto na base conservadora e autoritária. Alivio um pouco a autoridade, pois tenho aversão. Aversão à alheia, visto que a minha é esclarecida.&lt;br /&gt;Rogando-me poderes ordenar um mundo próprio, à guisa de minimizar a quantidade de reclamações eu assevero que:&lt;br /&gt;Só haverá dia de sol quando não chover. Tal e qual, só fará frio quando não fizer calor. O meio termo e o mormaço estão proibidos.&lt;br /&gt;Fica proibida a aglomeração de pessoas, carrinhos de crianças e deficientes em shoppings no primeiro final de semana de pagamento. Todos têm que ir ao shopping regularmente, não necessariamente no mesmo dia.&lt;br /&gt;As palavras por favor, dá licença, desculpa e obrigada estarão impressas obrigatoriamente nas capas dos livros didáticos, de todos os níveis, do ensino público e privado. Junto das palavras instruções e sugestões de emprego. Para uns sofredores o emprego parece óbvio, mas a população não parece saber ou concordar.&lt;br /&gt;Parágrafo único e irrevogável: Criança não manda, obedece. Nada de pequenos tiranos!&lt;br /&gt;A capacidade das pessoas doravante não mais estará condicionada a aparência. Tal aplica-se à vida social, familiar, acadêmica e profissional.&lt;br /&gt;Fica terminantemente proibido a seleção de pessoas para prover cargos mediante a testes (psicotêcnico, de caligrafia, foto kirlian e o que mais) e provas vexatórias (calcular quantos tijolos faltam para a minhoca subir o muro, em quanto tempo vermes se reproduzem, se pesa mais um quilo de chumbo ou de algodão) que fazem troça e pouco caso da inteligência e dignidade.&lt;br /&gt;Dar um “jeitinho” fica proibido. O que é regra pra um, vale para todos, sem exceção nem para mim, menos ainda pra minha mãe e pro meu cunhado.&lt;br /&gt;Fica proibido dar o troco com mais de cinco moedas a qualquer pessoa. Sobretudo se esta tiver cara de babaca (meu caso).&lt;br /&gt;No que tange animais: passarinhos cantam exclusivamente em lugares campestres (é phoda ouvir passarinhos no miolo de Niterói); cães passeiam na coleira e seus donos devem evitar leva-los à praia (sem aquela brincadeira de filme de correr pela areia em busca de uma bola ou pedaço de pau, e sem também aquele agradável mergulho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora creio que essas regras garantem um resultado excelente a curto prazo. Foram inspiradas num sábado à toa, em que eu saí de casa para estacionar o carro no shopping e ir de lá andando até um evento. Me deu pânico um mundo de gente, a confusão, a loucura, a falta de educação, a falta de respeito, o jeitinho de se dar bem, as pequenas indelicadezas que minam o bom humor, e tudo o mais que me trouxeram de volta para a casa.&lt;br /&gt;Para a tranqüilidade de todos, reclamo por reclamar. Gosto do mundo e procuro encontrar nas situações adversas um charme para a existência, uma forma de espiritualmente transcender. Contrário a isso não há nada! Enfim, brincando de fazendo ajuste fino no que não tem conserto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-2361291726559843625?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/2361291726559843625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=2361291726559843625&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2361291726559843625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2361291726559843625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/03/investindo-em-ajustes-finos.html' title='Investindo em ajustes finos'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-1647624687648030049</id><published>2008-02-13T06:34:00.001-08:00</published><updated>2008-02-13T06:34:33.130-08:00</updated><title type='text'>Sobre homens, cães e gatos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu penso num sem número de assuntos e pautas para escrever ao longo do dia. Basta sentar na cadeira, em frente ao computador, e uma aridez toma conta de mim. A cadeira esvai minhas mais férteis idéias. Mas não me dou por vencida. Alguém quer comprar uma cadeira diretor giratória na cor azul? Favor, fazer contato. Tenho urgência e o preço é uma bagatela. Enquanto o futuro dono da cadeira não se manifesta, lanço mão da técnica, vai escrevendo qualquer merda, deixando fluir até que a idéia boa apareça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então, acho que estive pensando nas diferenças. Grande bobagem, pois é ordinário pensar nas coisas em pares de oposição. Eu penso em trios, quartetos, quintetos e até sextetos de oposição. Mas não larguem a leitura, prometo lhes poupar de enfadonhas comparações. Mas como eu ia expondo, me ocupei do comparativo mais mastigado do mundo, homem e mulher. Minha irmã ontem a noite leu para mim um comparativo do Luis Fernando Veríssimo e ele escreve tão bem, tem idéias tão claras e geniais, com uma escrita tão deliciosa e fluente, que é um absoluto desestímulo tentar escrever algo com o mesmo tema.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Pensei nos cães, nos gatos e forcei a barra para deles chegar aos humanos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Comecemos pelo clichê de que há pessoas que gostam de cães e as que gostam de gatos. Se eu disser a que tipo de pessoa me alinho torno desnecessário o desenvolvimento e conclusão do texto, mas é fato que tenho minha predileção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Não faltam poetas que enalteçam as qualidades de lealdade e sensibilidade do cão. Vinícius de Moraes, por exemplo, dizia que o Whyski era o cão engarrafado. É bem típica e fruto do ditado que reza que o melhor amigo do homem é o cão. Aliás, enquanto escrevo até me veio a necessidade de saber a diferença entre cachorro e cão. Já sei! Segundo a Dramática da Língua Portuguesa, Priscilla Oliveira Xavier, a palavra cachorro é um adjetivo simples, trissílabo, paroxítono, singular, masculino; antônimo de cachorra. Já cão é monossílabo tônico (hiper chic, raro mesmo!), adjetivo simples, masculino, singular, só que antônimo de cadela. No verbete, ambos significam animal doméstico quadrúpede morrinhento cheirador de bundas e mordedor de chinelos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então o cachorro é o melhor amigo do homem. O cachorro é leal. O cachorro é prestativo. O cachorro concentra uma série de características socialmente positivadas. Aliás, quem tem cachorro precisa leva-lo a passear. Assim, quem tem cachorro exibe seu animal. É um animal doméstico sociável, no mais das vezes. O cachorro não é apenas um animal de passeio e sociabilidade, é um animal lúdico e útil. Cena de cinema é um sujeito varando uma bolinha e o cachorro, como um pobre diabo, todo feliz gastando suas energias correndo atrás da bola. E pior, trás a bola para devolver ao dono. Isso que é amigo! O cachorro ta sempre bem disposto, e quando o dono o deixa de lado, faz cara de pobre coitado. Tanto que quando alguém ta com cara de pidão, logo dizemos que ta com cara de cachorro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O cachorro anti-social é um vigilante, um ser a quem se confia a guarda de uma casa. As pessoas realmente acreditam em coisas que eu por vezes poupo a fadiga e adentrar nos detalhes. Pelo descrito pode-se dizer que o cachorro é o cara. Correto? Não, falacioso! Cachorro é quem o cara gostaria de ser.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dar nome a cachorro não tem mistério. É olhar e o nome vem, enaltecendo alguma característica visual. Se fêmea e preta, Xuxa ou Pretinha. Se alaranjado, Rex. Pastor alemão, Sultão. Pit-bul, Sadan. E não sai muito desse esquema. E é só chamar o nome que o animal vem correndo, rabo balançando, numa alegria sem fim. Aliás, nem sei de onde arrancam tanta alegria. Oito horas da manhã e o cachorro já ta alegre, dez horas da noite e alegre continua. É muita energia e elegria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Passemos agora a falar do gato. Sobre esse animal que costumo ouvir “há quem goste”, como se gostar de um gato fosse uma característica de um ou outro, como se normal mesmo fosse gostar de cachorro. Gato é uma espécie de alvo. Mora-se num gato para atirar uma pedra, dar um chute, amarrar nele um pára-quedas (ninguém me disse essa, eu vi!), amarrar bombinhas no rabo e até na literatura o seu papel não é lá muito glorioso. Na literatura Francesa &lt;u&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Perrault" title="Charles Perrault"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;Charles Perrault&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;.calça no felino com botas, já na literatura brasileira, mesmo como coadjuvante, Ariano Suassuna faz o infeliz descomer moedas em “O auto da Compadecida” numa das matreirices de João Grilo. Com maior ou menos apreço ao bichano, descomer moedas não é tarefa de pouca monta. Por aí se aquilata o quão bem quisto é o animal. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pra começar a não prestar, o gato é dado a noitadas. E que noitadas! Ele vive ronronando, deitado em qualquer lugar, esperando cansar de não fazer nada para então pedir comida. Ta sempre bolando um jeito sacanear alguém. Vê coisas! É quase como um complexo de perseguição, pois fica todo ressabiado e fica em guarda com qualquer ruído. Olha para o nada, fecha os olhos, se arrepia e sai correndo. Quando ninguém está olhando, ele se humilha, faz carinho no dono e dá seu jeito de pedir comida ou carinho. Saciado, dá as costas e ignora a existência de quem o alimentou ou deu carinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Passando rapidamente pelo campo escatológico, em termos de excreção, o cachorro tem que caminhar, andar pela rua, até dar vontade. Nunca dá vontade num local reservado ou discreto. E fica aquele tolete em lugar de destaque, como uma obra de exposição à apreciação pública. Já o gato tem um canto certo, faz sua merda e enterra. É até mais fedida, mas o assunto ta enterrado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O gato é um&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;animal claustrofóbico. Se vive na rua, anda sempre fugidio. Se vive a portas abertas, delimita um espaço bem específico até onde vai. E quando vive dentro de casa, não adianta abrir a porta, pois tem pavor de rua, do desconhecido. Alguém já viu um gato passear de coleira? É complicado! Já vi cães adestrados, mas gato tô pra ver que se habilite a adestrar. Ele só faz o que quer. Aliás, é uma teimosia inútil dar nome aos gatos. Faz bem parte de uma tradição de pessoalizar o animal doméstico. Às favas, pois os gatos ignoram qualquer chamado. Até admiro os garbosos nomes que teimam em lhes dar como Tony, Leopolgo ou Felícia. O dono chama o gato e ele se muito suspira, fecha os olhos e na certa pensa: Tá de sacanagem...Nem fudendo eu vou até aí!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E sobre a disposição do gato? O humor é relativamente estável, e a disposição é também. Em abono da verdade nem sei se disposição é um termo apropriado, visto que é tão pouca que quase pode ser suprimida. Para o gato a noite é feita para descansar e se entreter, e o dia para dormir. Conheço pessoal desse naipe!&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nem tudo a respeito do gato é negativo. Quando achamos alguém bonito logo pensamos: fulano (a) é gatinho (a). Ou quando uma pessoa ta muito desconfiada, dizemos que tá como um gato escaldado. Do fim ao cabo, o argumento da beleza é o mais enfático. O que se cumpre dizer que o gato só serve pra ser bonito. E nisso ele é eficiente! Faz pose, fecha os olhos, joga charme e vive disso. Deve ter noção do quanto os humanos se embevecem de sua beleza. Mas que não se fie tanto por isso. Quem não gosta dos gatos passa por cima de sua beleza dizendo que ele é falso, traiçoeiro, e que só lembra do dono quando tem algum interesse. Nossa, esse é o animal que ninguém quer ser. Entretanto, se formos despudoradamente sinceros, conseguir gostar de um gato é conseguir respeitar as características do outro, mesmo que estas sejam pouco ou nada nobres. Sim, o gato é o cara. É o que não gostamos de ser, mas somos. Mesmo que explicitamente só dentro de casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-1647624687648030049?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/1647624687648030049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=1647624687648030049&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1647624687648030049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/1647624687648030049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/02/sobre-homens-ces-e-gatos.html' title='Sobre homens, cães e gatos'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-2312164500854296680</id><published>2008-01-24T06:28:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T12:15:41.965-08:00</updated><title type='text'>Vigiai o que fala, lê e escreve</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu moro numa cidade pequena. De fato nem tão pequena, mas que todo mundo se conhece. Não é o se conhecer de saber a cor favorita e o dia do aniversário. É aquele conhecer velado, aquele que identificamos o ser de algum lugar, sabemos que ele estudou sei lá onde, é amigo ou chegado de sei lá quem, mora nas redondezas do bairro tal e trabalho nisso ou naquilo. Claro, isso é matéria-prima para a boa e velha fofoca. Convenhamos, o mundo não acontece sem a fofoca. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma simples pedalada pela orla é como entrar num túnel do tempo, ou perceber o quanto você ta amarrado numa trama enorme. Eu sou só um pouquinho neurótica e tal coisa me deixa assustadíssima, faltando nada pra largar a bicicleta e sair correndo. É a minha cara fazer uma estupidez dessas. É olhar nos olhos de uma pessoa qualquer que está no ponto de ônibus e ela abre um sorriso sem tamanho, como quem engoliu um cabide, e dispara que você ta sumido, que o pessoal se encontrou quinta passada na Cantareira, que fulana tá grávida (isso não ocorre com gente, só com poste), que o primo de beltrano morreu, o irmão de cicrano passou no concurso e toca a desencravar gente e acontecimentos, tudo isso enquanto eu pedalo na praia! Não agüento. Pedalo para espairecer, mas acabo mesmo é absorvendo um mundo de informações. A criatura falando de gente e eu preocupada se as formigas entram no cio, ou se avencas gostam de ópera.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu evito ler jornais porquê minha mente capta as coisas de forma muito pessoal e reproduzo tudo num linguajar chulo, truncando informações, fazendo pouco caso das coisas e colocando em pé de igualdade os conflitos na faixa de Gaza e os estudos científicos sobre os benefícios do consumo de café. Aliás, já repararam como num dia dizem que é bom e no outro que é ruim!? Me dá um enorme alívio sentir que no mundo não há consenso. Me sinto no ápice do ser humano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas retornando ao nosso mundinho particular, Niterói, aqui é complicado até aquele bate-papo de botequim em que, por algum motivo extraordinário, resolvemos falar mal de alguém. Em qualquer lugar do mundo as pessoas têm a tranquilidade se expressar abertamente (claro que é mentira!), dizer nome, sobrenome e empreitada de um grande filho da puta. Aqui em Niterói é preciso parcimônia. Antes de falar mal de uma pessoa sondamos como quem não quer nada: Alguém aqui conhece, é parente ou é muito amigo de fulano Silveira? Em caso negativo, olhamos ao redor cuidadosamente, e só depois destilamos aquele gostoso veneno sobre o referido. E mesmo com todo o zelo podemos dar o azar de um vizinho do dito cujo estar de ouvidos atentos na mesa ao lado. FUDEU!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Melhor do que falar é ouvir. Adoro a conversa dos outros. Aliás, quando a conversa é nossa raramente é tão interessante. Certa vez saí com as amigas pra comer pizza. Mentira, a pizza era pretexto pra falarmos mal dos namorados, peguetes e afins. Nessa noite nem nos demos a tal trabalho, pois na mesa ao lado só falavam do meu ex. Eu rolava de rir, eram coisas que eu não sabia, mas me davam um alívio cômico de não estar mais com ele. No fim da noite eu já estava até com pena, querendo ligar pra ele e oferecer aquele ombro amigo e o que mais fosse conveniente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Essa cidade me sufoca! Eu odeio a idéia de conhecer a amante do marido de uma de minhas melhores amigas. Na frase é complicado entender o quê e quem, mas é chato ver o marido da minha amiga namorando e noivando com uma vizinha, dar bom dia, boa tarde e/ou boa noite “tranquila”. Não tenho nada a ver com a história, essa não é a primeira vez que alguém faz algo do tipo, mas acabo me sentindo mais amiga dele do que da minha amiga por conta da conivência. Isso parece plágio de Nélson Rodrigues, mas é Niterói.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O conceito de anonimato em Niterói é vazio. Ninguém passa despercebido. Romário desfila no centro de Niterói e nada demais acontece. Isso eu vi, ninguém me disse. “Tá ligado” (um ilustre andarilho) atravessa a rua e todo mundo mexe, grita, xinga. Claro, ele responde! Eu corria na praia as 6h da manhã e as 11h já choviam recados no orkut dizendo que me viram. No caso a atividade era até saudável, nada demais comentaram, mas e quando me viam na súcia? Dei fim a essa vida! A do orkut, não a da súcia, ok?! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O que dizer dos professores da cidade que a cada semestre conhecem no mínimo mais sessenta pessoas? Multiplica por dez anos de magistério e tenta ir à praia sem ser apontada. Pois bem, esse post foi inspirado um pouco numa professora. De link em link cheguei a uma crônica muito rica e preocupada para ter a autoria de um imbecil qualquer. Contudo, eu não tinha ligado o nome a pessoa. Pelo gentil e carinhoso recado deixado aqui no blogger já fiquei esperta e feliz. Mas no lugar dela eu já acionaria o mecanismo neurose perseguição, largaria o teclado e sairia correndo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;PS: A atualização constante do blogger é proporcional com a minha falta do que fazer. Não é à toa que dias chuvosos me inspiram. Em relação as neuroses e perseguições, dou um tom fatalista porque não me custa. Sobre falar de Niterói, ela é realmente uma cidade muito peculiar, mas eu até gosto. Nada que embace meu desejo de ser vizinha de Roberto Carlos na Urca. Mas se eu sou arrogante morando num pombal em Niterói, que Deus vos livre de eu morar numa cachanga na Urca. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-2312164500854296680?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/2312164500854296680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=2312164500854296680&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2312164500854296680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2312164500854296680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/01/vigiai-o-que-fala-l-e-escreve.html' title='Vigiai o que fala, lê e escreve'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-7186784202876304566</id><published>2008-01-23T03:52:00.000-08:00</published><updated>2008-01-23T16:44:53.137-08:00</updated><title type='text'>Chove chuva/chove sem parar</title><content type='html'>Ontem foi um dia chuvoso. Aliás, a chuva foi a personagem principal do dia, não saiu de cena um só minuto. Por vezes sua atuação era rala, fraquinha, mas sempre ela em cena. A baixa temperatura e luminosidade me enterraram no sofá, numa falta de postura muito convidativa a um cochilo. Pensei logo que num dia assim Djavan bem compôs: um dia frio/um bom lugar pra ler um livro. Segui tal sugestão.&lt;br /&gt;Eu diria que sou uma completa devassa no quesito leitura. Tudo bem, talvez até em outros mais que não vêm ao caso. As vezes me incomoda não conseguir ler apenas um livro. Adoraria a monogamia que me levaria a consumir ávida e disciplinarmente um livro por vez. Minha tara, impaciência e leviandade me fazem ler, na atualidade, três livros. Diga-se de passagem que a quantidade é nada mediante a diversidade. A saber, leio “Poço da Solidão”, de Mary Radcliff-Hall, “Na trilha do Jeca” de Enio Passiani  e releio de Bukowski,”Crônicas de um amor louco”.&lt;br /&gt;Essa promiscuidade pode parecer sem critério. Não é! Leio cada livro em ocasiões e ânimos diferentes. Já até li livros com temáticas aproximadas, e desaconselho. O Livreiro de Kabul e o Caçador de Pipas em algum momento em minha mente se tornaram uma só história, não sei ao certo se num momento de fuga ou se num bombardeio. Enfim, Inês é morta e minha covardia potencializada pela ignorância homogeneizante  da cultura islâmica já foi posta em prática. Sobre as leituras cuidadosas de temáticas distintas, ocorre de um livro ou outro sumir. Pior do que isso, é que justamente quero ler o que está sumido. Enquanto ele não aparece eu não leio. E ontem isso ocorreu. Minha irmã levou Bukowski de refém para o trabalho. Eu apenas soube disso a noite, mas era tarde e a vontade e necessidade de ler já tinha passado. O jeito foi partir para a segunda atividade condizente com um dia chuvoso, ver filmes.&lt;br /&gt;O DVD player aqui de casa não tem marca. Para ser exata ele tem raça, e é ordinária. Foi comprado por um preço módico, praticamente simbólico, e eu costumo contar a história dele dizendo que veio na embalagem de biscoito. Estilo compre três biscoitos e leve o dvd player. Tudo isso é pra declarar que tenho um DVD player, mas é como se não tivesse. Ele já foi trocado, mas apenas muda o defeito. O atual vai travando o dvd de modo que um filme de 114 minutos pode ser visto em 240, contando com a sorte.&lt;br /&gt;Resta a TV por assinatura. Eu queria diminuir a fonte que estou escrevendo, como quem fala sussurrando, pois tenho vergonha de dizer que assino a TVA. Assim como o DVD player, tenho TV por assinatura mas é como se não tivesse. Da maneira que for, disponho de uns pares de canais para zapear enquanto a rede globo está no comercial. Pra quem assiste televisão tanto quanto eu tá bom até demais.&lt;br /&gt;A dificuldade de assistir filmes da TV a cabo é a falta de informação. No caso da minha assinatura, nada de nome do filme na tela. Além disso, passa o filme todo sem pausa. No cinema estamos num ambiente fechado, “isolados” de aborrecimentos, preocupações e telefones. Em casa tem campainha, telefone, gente andando, perguntando e o que mais. Então eu “vi” dois filmes. O que deles posso dizer é que no primeiro a Sandra Bullok parece ser irmã de uma bruxa e alguém é acusado de matar um homem. No segundo Robin Willians é um homem apaixonado pela mulher e se amam mesmo que um ou outro vá pra não sei onde, ou faça não sei bem o quê. Se alguém consegue identificar esses filmes, por piedade, eu adoraria que me dissesse o nome e me fizesse uma sinopse. Me salvou um vídeo do youtube, pois me identifico sobreforma com o depoimento do sujeito. Aliás, minha mãe diz que ele é tão escroto ou mais do que eu. Tento tomar como elogio.&lt;br /&gt;De bem feito e completo a única empreitada do dia foi devastar a dispensa. Não é possível discriminar tudo o que foi consumido, mas quando o pessoal voltou do trabalho e viu o lixo abarrotado e as várias garrafas pets ao redor me perguntaram se dei uma festa. Quase isso, excluindo os convidados.&lt;br /&gt;O dia foi isso! Não coloquei o pé pra fora de casa. Esquisito mesmo é eu ficar confinada sem câmeras me seguindo, e sem estar concorrendo a uma bolada ao final do confinamento. Muito estranho mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vídeo: Traficante Cruzeirense&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NOMj7QoYwIQ&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NOMj7QoYwIQ&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-7186784202876304566?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/7186784202876304566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=7186784202876304566&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7186784202876304566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7186784202876304566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/01/chove-chuvachove-sem-parar.html' title='Chove chuva/chove sem parar'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-2961086072191604553</id><published>2008-01-16T14:34:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T04:00:15.975-08:00</updated><title type='text'>Vale o Escrito</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu amo escrever. Escrever certamente está entre as coisas que eu mais gosto de fazer. Pode até ser que não figure entre as coisas que eu faço melhor, mas faço com muito gosto. Chega a ser engraçado eu falar como gralha e um segundo depois lamentar ter dito e não escrito. E pior do que falar e não escrever é pensar e não escrever. Quando você fala ao menos alguém ouviu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Escrever é legal, é interessante, é algo que propaga muito firmemente distinções, seja de personalidade pelo que expressa, seja de formação pelo modo como expressa. Contudo, para escrever é preciso suporte. No mínimo um papel e algo que imprima, seja um lápis, uma caneta, um hidrocor, vai lá, até um baton. Não é raro virem as idéias, a intenção e esbarrarem com a ausência de suporte. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Certa altura ouvi dizer que o Padre Anchieta, por falta de apetrechos mais apropriados, escrevia na areia. Até que as ondas levassem seus escritos havia tempo para memoriza-los. O inconveniente das marés exercitava bem a mente de tal figura. Para escrever na areia deve ser preciso concisão. Que falta tal coisa me faz! Não sei qual a maior faixa de praia do litoral brasileiro, mas sei que nela caberia, com algum esforço, qualquer coisinha corriqueira. Sim, escrevo bilhetes em papel A4!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não é raro vermos nomes, telefones e endereços em letras toscas, em papéis mal ajambrados. A idéia é o de guardar rapidinho. Para tal feito qualquer artifício basta. De mais a mais, com o advento celular o romantismo do improviso cai por terra. Mas quando falo de escrever me refiro a versos, contos, crônicas, comentários, idéias, poemas e mais, os quais requerem recursos e algum zelo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Confesso que não sou das criaturas que põem a escrita em prática a próprio punho. Até uso os punhos, mas quem acerta as teclas são os dedos. Embora eu não confie no computador para guardar o que escrevo, é através dele que crio um arquivo para velar meu rebento. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ontem eu estava falando comigo ao volante. Era uma conversa ótima, a interlocutora era agradável, um pouco pedante, mas absolutamente inteligente e espirituosa. Eu precisava registrar aquela conversa, aquele momento, aquelas idéias me apareciam já quase como um texto. Tinha uma divisão bonita e encadeada de parágrafos. Diga-se de passagem, coisa que nesse texto não está a contento. Mas, enfim, perdi tudo no sopro fugaz das idéias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tal perda me deixou bastante atordoada. Eu bem sei que daqui um tempo eu leria e acharia uma bobeira, coisa de momento, chiclete mastigado e sem sabor, mas pra hoje era de uma pertinência insultuosa ao meu despreparo para captar e registrar o que pairou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Imagine e tente enumerar a quantidade de vezes que você pensou algo legal e não conseguiu registrar. Mesmo que fosse pra achar uma bobeira depois de uma semana, escrever era essencial. E assim lido com a escrita, algo que cada vez mais assume importância dentro de mim.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Carrego sempre uma caneta, mas confesso que espero que o acaso me ceda o papel. Nem sempre acontece.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Essa semana chegou a mim duas observações interessantes de personalidades relacionadas com a escrita. A primeira foi no filme Vinícius, em que diziam que o poeta escrevia para fugir de si, colocando o cotidiano brasileiro na métrica poética. A segunda observação foi sobre Luis Fernando Veríssimo. Numa entrevista a “Caros Amigos”. Me chamou atenção o fato de que a entrevista deveria ser uma conversa entre ele e alguns colaboradores da revista. Mas o escritor apenas consentiu em dar a entrevista caso as perguntas fossem escritas. Respondeu a todas, por escrito. É ótimo escrever até para se precaver de possíveis deslizes. Não se escreve sem pensar! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Você que acabou de me ler, porquê não tenta me escrever ao invés de guardar para si e fadar o que paira em sua mente ao esquecimento?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-2961086072191604553?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/2961086072191604553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=2961086072191604553&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2961086072191604553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2961086072191604553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/01/vale-o-escrito.html' title='Vale o Escrito'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-7835642126660843607</id><published>2008-01-04T07:05:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T04:48:14.673-08:00</updated><title type='text'>Até então, só o ano é novo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Momento de clichês. O primeiro a ser descaracterizado é o “ano novo, vida nova”. Para mim, ano novo, e a bobeira de sempre. Contudo, se a frase não denota agencia transformadora, a temática que inspira meu post sim. Darei um pulo esse ano. Minha famigerada carteira de trabalho virgem esse ano será inaugurada. E não será uma inauguração qualquer, será em grande estilo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu estive pensando que eu penso muito. Enquanto eu penso tem gente que faz. Eu pensando merda, e um bando de gente executando. Arregaçarei as mangas. Para ser mais franca, não me contentarei num mero arregaçamento, irei mesmo me despir. Andei vislumbrando profissões e mais profissões, e basta de me esquivar desta ou de outra atividade por preconceito ou algo que o valha. Quem quer trabalhar, trabalha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Então, dia desses numa boate de reputação não das mais familiares eu vi que estava a um passo para mudar de vida. Ambiente escuro, com luzes coloridas piscando confusamente, música alta, várias pessoas se movimentando querendo passar tal movimento por dança, e eis que de uma parede brota um palco. Sim, a parede se desmancha e dela vem uma espécie de plataforma. Coisa de louco, hiper precário em estrutura, mas interessante em idéia e efeito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O palco era o cenário, a trilha era uma batida envolvendo tendo ao fundo a voz desenxabida da Nely Furtado. Adentram dois dançarinos, um rapaz e uma moça, ambos fantasiados de marinheiro. Iam de um lado a outro do palco dançando, até que por uma espécie de transe danaram a se livrar das roupas ao embalo da música. A música não é das mais longas, e em no máximo quatro minutos ambos estavam nus em pêlo. Aliás, nem pêlos a mulher tinha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É isso! É isso que eu quero para minha vida. Dançar num palco, e arrancar minha roupa como nada fosse. Não sei bem a remuneração para tal tipo de serviço. O que sei é que não é nada tão simples quanto possa parecer. O rapaz, para fazer bonito, dançar pelado e armado. Sim, ele não desanimou um só minutos. Me causa curiosidade extrema saber como ele se concentra na música, na coreografia, interage com o público e consegue deixar o membro em riste. Aprendi o termo “em riste” lendo muitos instrutivos contos eróticos, e aconselho que a pessoa que me lê nunca perca a oportunidade de experimentar uma leitura dessa natureza. Enfim, reconheço e valorizo o feito do rapaz, absolutamente encantada! Já a moça, embora não tenha que mostrar mais vigorosamente seus dotes, ilustra aos que têm argúcia toda a coragem de um ser. Depilar-se na íntegra, incluindo a faixa de gaza (eis uma região de intensos conflitos) é algo surtado. Para fazer um bigodinho de Hitler fartas são as furtivas lágrimas, quiçá devastação. Nem sob o poder de psicotrópicos se faz algo do tipo sem violenta sensação de dor, para não mencionar o desespero.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Todos são testemunhas que eu tentei. Eu bem tentei me estimular para mudar de vida, mas o ano novo, por ora terá que esperar para ser acompanhado por uma vida nova. Quem souber de uma atividade mais condizente com vinte e quatro anos de investimento acadêmico, favor, entrar em contato e/ou deixar e-mail ou endereço para envio de currículo. Enquanto nada aparece, continuarei pensando e até escrevendo merdas. Nada de prática!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-7835642126660843607?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/7835642126660843607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=7835642126660843607&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7835642126660843607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7835642126660843607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2008/01/at-ento-s-o-ano-novo.html' title='Até então, só o ano é novo'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-7004285462713296890</id><published>2007-11-14T02:39:00.001-08:00</published><updated>2007-11-14T02:39:33.564-08:00</updated><title type='text'>Lembranças Molhadas da Infância</title><content type='html'>A frequência dos leitores não está diretamente relacionada com a minha disposição para escrever. Por ora isso muito me favorece!Não me ofende escrever pra ninguém ler. Estaria mesmo perdida caso me desse a esse trabalho. Enfim, me inspiram os dias chuvosos.&lt;br /&gt;Ontem eu estava lembrando da infância. Falo isso como se fosse uma grande novidade, algo extraordinário eu lembrar da infância. Criatura saudosa sou eu.&lt;br /&gt;Pois bem, dias chuvosos parecem inibir as brincadeiras. Mera e equivocada impressão. São nesses dias que as brincadeiras precisam ser mais sofisticadas, arguciosas e que explorem os limites.Nem que seja apenas o do bom senso. A bem da verdade todas as brincadeiras de infância são atividades cruéis que testam limites.&lt;br /&gt;Choveu. O que fazer? Morando num condomínio, com prédios de 14 andares, a pergunta nem tem sentido, tão óbvias que são as possibilidades. A primeira é pegar o elevador, escolher um andar, um apartamento, tocar a campainha, voltar para o elevador e sumir. Bom mesmo é ter um durex, pois como dizia Claudinha: é pra tocar melhor. E tocava! Direta e ininterruptamente, até que o dono da casa arrancasse o durex da campainha, ou, na pior das hipóteses, até que a campainha queimasse.&lt;br /&gt;Vandalismo? Não, teste dos limites. Ainda nas atividades dependentes do elevador, tinha a corrida dos elevadores. Apertávamos todos os andares, e quem chegasse primeiro no térreo ganhava. Esporro! Os condôminos nem sempre respeitavam as nossas modalidades competitivas.&lt;br /&gt;Outra brincadeira de elevador, esta muito pachorrenta, era a de ascensorista. Colocávamos um banco dentro do elevador e danávamos a perguntar o andar que as pessoas desejavam ir. Quando a pessoa apertava por si o botão, brigávamos. E se apertássemos para a pessoa e ela ousasse não agradecer, chamávamos de “sem educação”. Essa brincadeira sim era um preparo para a vida adulta, uma reprodução do que bem ocorre no cotidiano. Por tudo e nada criança toma esporro, e então era a nossa vez de reproduzir essa lógica imbecil de ralhar a torto e a direito.&lt;br /&gt;E como esquecer das brincadeiras “ta na chuva pra se molhar”?! Tinha aquele bando de crianças de bicicleta passando em velocidade pelas poças. Algumas de água, outras de lama. Essa modalidade era carinhosamente denominada Motocross. Derrapagens, quedas, tentativas de permanecer de pé na bicicleta atolada na lama, valia tudo.&lt;br /&gt;Outra brincadeira molhada era na quadra polivalente. A quadra mais parecia uma piscina, e estávamos nós a brincar escorregadiamente. Tinha o mergulho de peito e o pique. No primeiro, tal como um rodo vínhamos arrastando a água com os braços abertos. No segundo, um clássico da infância, a dificuldade não era um pegar o outro, mas se manter de pé. Aliás, mais difícil que isso era sair ileso a essa tentativa desesperada mas nem sempre frustrada de fratura. Alguns dentes ficaram comprometidos nessa farra, e umas escoriações eram consideradas lucro. Lembro-me de cair de costas certa vez. É dos piores tombos. Minha cabeça bateu no chão com uma velocidade e força que durante uma semana figurei como doublé de Robocop.&lt;br /&gt;Havia brincadeiras mais suaves, em contudo onerar a perversidade que vive harmoniosamente dentro de cada criança. Estendíamos lençóis e mais lençóis entre os carros e nos cantos da garagem, como fossem tendas árabes. Bom mesmo que nossos pais se alimentassem dessa ilusão. Éramos crianças dos anos 80, período em que o Rio de Janeiro foi muitíssimo castigado por chuvas, abundaram enchentes, enxurradas e inundações. Nossas brincadeiras não tinham como deixar esse rico repertório da realidade que nos atingiam através de telejornais. Nossas tendas em verdade eram barracos. E de momento a outro, quando cismávamos que a chuva aumentou, nossos barracos eram destruídos, levados pela força das águas. A culpa disso era o lixo que se acumulava nas encostas. Íamos para abrigos, dizíamos que morávamos na favela do Rato molhado, da Lagartixa, da lacraia, não faltavam nomes para o nosso humor “puro” e já sarcástico. E a leptospirose? Era só disso que nossas bonecas morriam!&lt;br /&gt;E assim passavam manhãs, tardes, noites, dias, semanas, meses e anos. Entre gripes, resfriados, bronquites, asmas e pneumonias, safaram-se todos.Saudade danada da infância! Dá-lhe chuva...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-7004285462713296890?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/7004285462713296890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=7004285462713296890&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7004285462713296890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7004285462713296890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2007/11/lembranas-molhadas-da-infncia.html' title='Lembranças Molhadas da Infância'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-8677908446562159900</id><published>2007-11-09T03:10:00.000-08:00</published><updated>2007-11-09T03:11:58.590-08:00</updated><title type='text'>Badaladas e Badalações</title><content type='html'>Coisa boa é dispor de tempo para prestigiar a alma com cultura. E isso foi bem o que me foi proporcionado ontem. Não imaginam como é bom poder flanar pelas ruas do centro da cidade, e encontrar nos lugares que menos se espera eventos que muito têm a ver com você. Direto ao ponto, ontem conheci um espaço cultural, da Caixa econômica, bem próximo a faculdade. E nele estava em cartaz uma mostra de cinema etnográfico. Nada mais propício a um antropólogo.Primeiro de tudo, o local em si dá uma etnografia. As criaturas que frequentam esses espaços privilegiados têm peculiaridades visuais. Qualquer detalhe nelas destoa em comparação aos supostos comuns que compõem a massa da população. A primeira coisa que cai por terra num local desses é uma revista de moda. Todos estão out, seja das roupas e acessórios em voga, seja das cores da estação. Há o movimento "retrô", "vanguarda", o movimento "moda sou eu" e, o mais ousados de todos, o movimento “caguei para a estética”. Meus olhos testemunharam majoritariamente elementos desse último estilo. Eu não seria capaz de descrever todos os elementos que me causaram impacto visual, mas garanto uma angina na Glória Kalil e ataques apeléticos em quaisquer editoras dessas revistas de moda com parcas observações.Deixe-me dar ao trabalho de descrever, grosso modo, uma só criatura. Até a cintura ela era mais uma entre a população, cabelo num corte "nem ligo se cabelereiro tem família pra criar" e uma regata preta. Acessórios discretíssimos, se muito um brinco de pedrinha. Da cintura para baixo começava o pecado. A bermuda era uma calça que virou bermuda na marra, através da falta de maestria das mãos que se valeram de qualquer tesoura cega. Em outras palavras, cortada torta e desfiada despropositadamente. Até aí, pouca coisa impressiona além da coragem. Audácia e estilo a toda prova estava no pisante. A moça usava uma meia final, lisa e preta, estilo cobrador de ônibus. Calçava um tenis dois números acima do seu (o namorado, pai ou irmão... sinto em constatar que alguém ficou descalço), cabendo-me a desconfiança de que assim o fez por estar com as unhas grandes. O modelo do tenis era aqueles runners (todo acolchoado, para corrida ou aeróbica, qualquer atividade de impacto), no tom azul claro com azul marinho e detalhes cinza. Não tentem imaginar!Ah, claro, tinha o filme da mostra. Chamava-se “Entoados”. Estabelecia uma análise extensa sobre a cultura e importância dos sinos, num trabalho etnográfico feito em algumas cidades históricas de Minas Gerais. Minha ignorância palpita que em Mariana e/ou Diamantina. Desse filme fiz reflexões diversas. Nunca poderia supor que o badalar dos sinos fosse uma atividade tão complexa, que envolvia mistérios, técnicas, lendas e distinções sociais, raciais e mesmo de gênero.Entre meus planos de uma vida decrépita e mansa, estava a idéia de fazer um concurso público qualquer numa cidade calma de interior, muito cogitadas as de Minas Gerais. Idealizava fazer o pachorrento circuito trabalho e casa sem trânsito, grandes incidentes violentos, ou o stress padrão dos centros urbanos. À partir desse filme meus planos não parecem tão simples. Hei de procurar uma cidade com tradição religiosa menos arraigada, ou mais grosseiramente, com menos sinos em igrejas. Muito bonito, muito importante, mas consigo viver bem sem tantas badaladas em meu dia-a-dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-8677908446562159900?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/8677908446562159900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=8677908446562159900&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8677908446562159900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8677908446562159900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2007/11/badaladas-e-badalaes.html' title='Badaladas e Badalações'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-8308210132624829192</id><published>2007-11-03T13:00:00.000-07:00</published><updated>2007-11-03T13:01:19.999-07:00</updated><title type='text'>Turbilhão temático: Quero ver quem encara</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O blogger não acabou, não fechou, não morreu.Talvez a empolgação de escrever minhas insanidades tenha dado uma desacelerada vertiginosa. Talvez o empenho dos quatro assíduos leitores não esteja sendo levado muito em consideração enquanto estímulo. Posso pensar em uma gama de motivos, uns mais uns menos plausíveis, para justificar o abandono, a desatualização desse espaço. Só o que eu não posso é dizer que não atualizo por falta de assunto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;São tantos e diversos assuntos para escrever que, tento que escolher entre uns e outros eu escolho nenhum. É uma escolha difícil, não subestimem. Pensei em escrever um conto ou crônica tendo como pano de fundo a doação de órgãos. Cheguei a escrever, mas ao meu ver ele ficou pendendo ora para o clichê, ora para a falta de tato em lidar com assunto tão sério e delicado. Meus eufemismos, deboches e grosserias não se alinham muito a algumas causas específicas. Um dia tentarei ajustar esse conto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por falar em falta de tato, a violência é sempre um tema difícil de lidar. Mais difícil de controlar do que sobre ela escrever. O filme “Tropa de Elite” condensa muito bem a inadequação do “uso” do monopólio da violência do estado. Digo de modo legítimo, pois esse monopólio ta mais para oligopólio. Para abrir uma franquia basta a compra de um arsenal bélico e a sua atuação no mercado de contravenção está garantida. Mensalmente há que se pagar a taxa de franquia, o arrego. Investimento com retorno garantido, é o top 10 dos mais lucrativos investimentos segundo a revista “Pequenas Empresas Grandes Negócios”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Falando em negócios, valendo-me do ensejo do filme, a pirataria é um outro ramo excelente de atuação. O filme foi tão bem distribuído pelos camelôs que quando entrou em cartaz já era sucesso absoluto. Muitos duvidavam até da rentabilidade da bilheteria, já que o filme tinha sido visto e comentado antes de estar nas telonas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O debate tem dois ramos. O primeiro é a acessibilidade dos produtos culturais, o segundo é a pirataria. Justo quando há uma movimentação de democratização de um bem cultural, as classes que se valem da comercialização, isso inclui a arrecadação dos imposto sobre mercadorias, se mostram indignados com o crescimento da ilegalidade. Deixemos a consciência falar mais alto do que o desejo de perpetuar a aviltante estratificação social no Brasil. Os que combatem a pirataria alegam que ela tira o emprego de muitas pessoas, e não pagam impostos. Ora essa, em resposta ao desemprego, certamente há quem pirateie e quem comercialize, e garanto que não são poucos os que fazem isso. Mas, devo admitir que dentro da ilegalidade. Mas se os empregos informais, na base do trabalhe o máximo que consegue e pago o mínimo possível, é bem melhor ser ilegal, trabalhar muito e ser explorado por si, a ouvir reclamações intensas dos patrões que sugam tudo do trabalhador e sempre se dizem “pobres-coitados”, que pagam em dia muitos impostos e que fazem de tudo pelo bem estar do trabalhador. Sobre a pirataria, o que eu tenho a dizer é que é pouca! Eu quero é mais. Eu sou tão muquirana que nem produto pirata eu compro. Eu pego emprestado com quem comprou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A arrecadação dos impostos é outro tema. O estado já pode ser considerado mínimo, a economia neo-liberal assola a humanidade, derrota os estados e esmaga a população. Na vertente do trabalho vemos cada vez mais distante o saudoso corporativismo e nos resta o legislado, quando muito. É esse mesmo estado que zela pelo bem estar dos seus cidadãos que vota a permanência da injustificável CPMF. Não há nesse mundo quem consiga me convencer que a cobrança da CPMF deve permanecer. Vou morrer pensando e amargando essa facada que os cofres públicos dão no cidadão. Ela não existiu desde sempre, portanto, se era pra ser temporária, o tempo esgotou-se. Se não há como governar um país sem ela, entregue o país ao dará e assuma a incompetência inflada pela corrupção e vício dos governantes. Sobre essa assunto indignação é uma palavra que pra mim não basta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Pra tentar finalizar, sem ser conclusiva, exata, ordenada ou correta, não consigo ignorar a babaquice do Luciano Huck de se valer dos meios de comunicação para mostrar-se inconformado com a violência por ter tido um rolex roubado. Para não dar ao sujeito mais crédito do que ele merece, digamos que o rolex roubado é o preço, muito barato por sinal,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;por expor a miséria alheia, fazer notoriedade com a necessidade de uma população tão carente. É sempre bom lembrar que são necessários muitos miseráveis para fazer um rico. E que ser rico, no Brasil, não é sinônimo de mérito ou empenho. Não há livre competição, não há igualdade de oportunidades, não há enaltecimento das capacidades individuais. O que há é a perpetuação das elites, e enrijecimento do quadro social, modelo estamental, quase castas. &lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Escrevo tudo isso bem confortavelmente. De destacável nesse país é a liberdade de expressão. Falo do alto do meu absoluto descomprometimento político. Não sou comunista, socialista ou anarquista. Adoro o capitalismo, compreendendo que ele nunca vai ser bom para todos, mas há que ser razoável para a maioria. Nem de longe é o quadro que anda sendo pintado. Não tenho raiva dos ricos! Sabe-se lá o que é dar um helicóptero para o filho e não poder circular em paz com um rolex!? Nem tenho pena dos pobres a ponto de tomar partido cegamente. O que abomino é a resignação na crença de que as coisas são assim mesmo. Com vontade, pobres e ricos podem ser menos vítimas passivas de um sistema e mais senhores dos rumos de suas vidas. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-8308210132624829192?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/8308210132624829192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=8308210132624829192&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8308210132624829192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/8308210132624829192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2007/11/turbilho-temtico-quero-ver-quem-encara.html' title='Turbilhão temático: Quero ver quem encara'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-4996301474198525771</id><published>2007-08-30T18:26:00.000-07:00</published><updated>2007-08-30T18:27:23.547-07:00</updated><title type='text'>A barca</title><content type='html'>Um dos direitos que mais e melhor faço uso é o de ir e vir. Estou sempre indo ou vindo. E fica fácil supor o quanto os meios de transporte me causam curiosidade, e o quanto as viagens ocupam a minha mente.&lt;br /&gt;Nos centros urbanos a locomoção não é das mais agradáveis. Os transportes coletivos não são excelentes apenas para ir de um lugar a outro. Servem para paquerar, ler, se aborrecer bastante e até para pensar.&lt;br /&gt;Desde a mais tenra idade eu entro na barca ressabiada. Nunca confiei na proporção entre passageiros e coletes salva-vidas. Já cheguei a paranóia de contar as pessoas e os coletes que estavam ao alcance dos meus olhos. Claro, a quantidade de passageiros, mesmo que apenas na minha mente, era maior. Imediatamente eu já fazia cara feia para um sujeito ou outro, imaginando nele um provável esperto que se adiantaria e deixaria sem colete os indefesos: idosos, mulheres e crianças. Eu compunha cenas que arrancariam os Oscars de Titanic.&lt;br /&gt;Outro problema em relação as Barcas é a correria. Sim, as pessoas cismam de que estação hidroviária é local de apostar corrida. A barca não é pequena. Cabem muitas pessoas sentadas. E ainda que por ventura não consigam sentar, viagem é rápida, não ultrapassando 20 minutos. Mas, não importa o horário, não importa a quantidade de pessoas que irão se dirigir à embarcação, quando abrem-se as porteiras, dá-se início a uma gananciosa competição.&lt;br /&gt;Às vezes me pego narrando, tal qual um grande prêmio Brasil de Hipismo. No primeiro pário Montpellier, Mutch better, Cosset, Ash Power, Mr. Mac Carter, Corunilha, Fast Mary e Rabugento. Minha pule é no Ash Power, pagando 20/1. É quase um azarão!&lt;br /&gt;Foi dada a partida para o primeiro páreo do programa, Cosset em ligeira vantagem, Ash Power avança por fora, Montpellier tomou a ponta, livrou cabeça a pessoço, Corunilha se aproximando. Mutch better aparece em quinto, Fast Mary em sexto por fora e Rabugento por último. Entram pela grande curva, três brigando pela colocação, Cosset, Ash Power e Montpellier. Contornando a curva de chegada, entrando na reta final, por dentro Ash Power, por fora Corunilha com ligeira vantagem. Vão lutando pela primeira colocação Corunilha e Ash Power, Ash Power dominou levantando meio corpo de vantagem, atrás a briga é pelo segundo Corunilha e Mutch Better, cruza a faixa final Ash Power, seguido de Corunilha com um focinho de vantagem de Mutch Better em terceiro. EMOCIONANTE!&lt;br /&gt;Saudade mesmo tenho da época em que a Barca não era privatizada. Devo confessar que só vejo poesia no que algumas pessoas chamam de “ao dará”, “bundalelê, “à Bangu” ou termo que equivalha a pouco caso. Eram inúmeros vendedores que passeavam de um lado a outra da barca suas latas com carvão em brasa aquecendo embalagens de amendoin torrado, embrulhados num cone de papel pardo. A fumaça que emanava dos latões dava à barca um ar misterioso, sobretudo quando a noite. O cheiro da brasa entranhava na roupa e no cabelo. Você chegava em qualquer lugar e por algum motivo mistério as pessoas tinham a certeza de que você veio de barca.&lt;br /&gt;Havia sempre uns meninos de rua trabalhando de engraxates. Passeavam pela barca com a escova numa mão e seu caixote de madeira na outra, apoiado nas costas, perguntando: Vai graxa? Hoje em dia seria complicado achar um sapato para engraxar, se muito um tênis.&lt;br /&gt;Ambulantes, engraxates, mas a vida na barca não era só trabalho. Havia o lazer. Um vagabundo sentava-se na proa, que não tinha qualquer proteção ou restrição, e com um violão ia desafinadamente cantando músicas de gosto nada duvidoso (ruim sem dúvida alguma), entretendo os que se aproximavam.&lt;br /&gt;Pode-se notar que a socialização tinha mais vez. Havia ainda o lado lúdico, o carteado amigo na barca. Os engraxates e uns vagabundos covardes jogavam sua ronda valendo. Vez por outra causando até algum desentendimento. Logo sanado sem maiores escândalos, pois se desse muito na vista o jogo poderia acabar sendo proibido naquele ambiente tão acolhedor.&lt;br /&gt;Na categoria esporte, havia a corrida com barreira. A corrida era para não perder a barca, e a barreira, lógico, a catraca. Um clássico pular a catraca da barca. Há pessoas maldosas que poderiam ver a corrida como mero impulso para o salto, mas eu compreendo a modalidade esportiva na íntegra.&lt;br /&gt;Por sinal, ainda no quesito esporte, colocando a toda prova o condicionamento físico, reflexo e elasticidade, havia a modalidade mais perigosa: salto em distância. Quantas vezes, barca saindo, já um metro, metro e meio, o malandro não vinha no pique e abria o compasso para pular da rampa até a proa. Isso sob o atento olhar de uma vasta platéia. Valendo até o cumprimento ou aplauso de uns e outros, dependendo da graça e do grau de dificuldade do salto. Contudo, errando a passada o banho era certo! E sabe como é a água da baía de Guanabara, né? Se não morrer afogado, a intoxicação é infalível.&lt;br /&gt;E o namoro? Ahhh, já vi cenas que deixariam Nelson Rodrigues ruborizado. Certa vez, tendo testemunhado uma voluptuosa atuação, ao sair da barca constatei que o casal sem limites para o amor era conhecido meu. Claro, casados. Ele tinha sua esposa, e ela tinha seu marido. Afinal, não se beija nosso companheiro de residência na barca e com tanto furor. Chega a ser desrespeitoso!&lt;br /&gt;E hoje, o que tem na barca? Vendedoras de cartões Tim, Oi, Claro, Vivo! Lanchonete, toda iluminada, cheia do que eu não quero comer e por um preço que não me agrada pagar. Vendedores de colete (insulto ao ser humano usar coletes, tenho aversão) vendendo mate, jornal e pão de queijo. Muito pouco estimulante!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-4996301474198525771?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/4996301474198525771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=4996301474198525771&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4996301474198525771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4996301474198525771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2007/08/barca.html' title='A barca'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-6882995147563139946</id><published>2007-08-09T07:14:00.000-07:00</published><updated>2007-08-09T07:15:32.016-07:00</updated><title type='text'>Tolerância Zero</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não sei quando a você, mas pessoalmente meu humor é sensível. Alterna de minuto a outro, do razoável para o sofrível. Costumo dizer que não fico chateada. Pulo etapas, fico logo “PUTA”. Ou estou normal, ou estou puta. E é isso, SE QUISER. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas não há nada afete mais a minha ínfima paciência, e humor, do que perguntas. Não quaisquer perguntas, mas as perguntas que se enquadram nos quesitos cretinas, desnecessárias e inconvenientes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há pessoas que não têm discernimento para distinguir as coisas. Mas eu sou uma ávida devota da máxima de que: uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa, ainda mais quando as coisas são diferentes mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enfim, o sucesso da minha narrativa depende em absoluto do poder se realização imaginativa de quem lê. Então, segura na minha mão, me segue, e veja você mesmo como as perguntas são apresentadas de maneiras distintas, mas em comum têm o poder de irritar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todos conhecem Marcelo D2 por consumir aberta e fartamente uma erva ilícita e por sua vasta cabeleira. Da noite ao dia ele aparece com o cabelo raspado. Um observador muito atento dispara a pergunta: Cortou o cabelo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Irritou? Pois bem, isso funciona e é muito mais amplo e corriqueiro do que eu tenha a capacidade de ilustrar. Em que categoria você coloca essa pergunta? Eu coloco na categoria cretina. Só um coeficiente de racionalidade muito abaixo da média conseguiria proferir uma sentença tão débil e óbvia. Em geral temos até uma parcimônia boa com essas perguntas, pois por vezes funcionam como um artifício para se aproximar das pessoas, ou meramente de se fazer notar. Pessoalmente, prefiro a concepção de parecer idiota ficando quieta e calada a dar a certeza de que sou idiota mesmo falando uma coisa dessas. Mas enfim, as pessoas têm o famigerado livre-arbítrio, que as licenciam a cometer os maiores deslizes salvaguardados pela idéia de que conscientemente optam por esta em detrimento de outra(s) ações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sem perder a capacidade imaginativa, duas pessoas têm os mesmos sobrenomes e são abordadas e perguntadas se são irmãos. A hipótese é a de que é sabido, mesmo que sem convicção e certeza, que são parentes. Então a pergunta vai logo para o quesito desnecessária. É mera curiosidade, de modo que a resposta positiva ou negativa em nada se reflete a postura dos envolvidos. Insatisfeito por ter apenas proferido a pergunta desnecessária, notando que entre os irmãos não há semelhanças aparentes, o sujeito apela para a inconveniente: Mas são irmãos mesmo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Essa fecha o tempo. Pois se dizem serem irmãos, são irmãos e fim. Nem que sejam irmãos em Cristo, são irmãos e acabou-se.A semelhança estética dos irmãos é freqüente, contudo, não obrigatória. Além do que, caso sejam irmãos adotivos, de pais diferentes, ou o que o valha, a tal pergunta torna-se um constrangimento que a paciência freqüentemente é insuficiente para compor uma explicação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Deu para visualizar a distinção entre as perguntas? É chato esse processo inquisitório. É um vício social esse de saber quem é a pessoa, o que faz, como faz, porque faz, onde vai, como vai e por aí afora. Um vício extremamente desagradável, burocrático e absolutamente inútil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não faltam ilustrações para as perguntas inúteis, burocráticas. Dia desses fui trocar um parafuso numa loja de materiais de construção e me pediram meu nome e CPF. É tão sem lógica que me causaria o mesmo espanto caso na mesma ocasião me pedissem exame de sangue e carteira de vacinação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na internet também me irrito ao responder. Você vai fazer um comentário qualquer num jornal e tem que ter um cadastro, completo. Mesmo num blogger ordinário, assim como esse meu, você tem que dar nome e e-mail. É nessas horas que me vale a suposta criatividade que me acusam de ter de sobra. Ela ajuda a extravasar o mal humor. Quando me pedem CPF para cada número do meu eu coloco, em ordem, um para frente e um para trás. Ou, em outra analogia, para cada número par um ímpar. Os e-mails, em tendo uma arroba os formulários se dão por satisfeitos. O toca a colocar &lt;a href="mailto:aputaquelhepariu@oviadodoseupai.com.br"&gt;aputaquelhepariu@oviadodoseupai.com.br&lt;/a&gt;. Os e-mails têm que ser longo, pois a cada dia que passa fica mais difícil ter um e-mail bem personalizado. Meio que esgotam a criatividade de composição os homônimos e apelidos vulgares, precedidos ou antecedidos de números, datas de nascimento, aniversário de namoro ou número do apartamento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Darei cabo à aporrinhação de ler meus posts. É incrível, mas escrever, à vontade, é ótimo para meu humor. Pena o mesmo não poder dizer em relação ao humor de quem escreve. Mas, fica à vontade para deixar comentário, com ou sem e-mail, mas de preferência com nome. Para na hora que eu ler, poder agradecer ou xingar e espraguejar nominalmente. Isso dá uma ordem mais pessoalizada para esse processo, e uma sensação de que ele é mesmo válido. Mesmo não sendo!&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-6882995147563139946?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/6882995147563139946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=6882995147563139946&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/6882995147563139946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/6882995147563139946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2007/08/tolerncia-zero.html' title='Tolerância Zero'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-2449664102109463454</id><published>2007-07-25T04:33:00.000-07:00</published><updated>2007-07-25T04:34:33.563-07:00</updated><title type='text'>Há limites entre o público e o privado?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todos os conceitos que parecem ter sentido social com alguma homogeneidade, numa concepção global, no Brasil é experimentado de maneira muito peculiar. E digo peculiar como um eufemismo bem razoável, pois a idéia é a de uma maneira única.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Nesse esteio, há dois conceitos que me intrigam sobreforma: o público e o privado. A inquietação não parte da compreensão de um e outro, mas sim no hiato que estes apresentam entre o conceito e a prática. A saber, o privado é o local restrito, onde impera as normas específicas, em geral informadas por um patriarca. Nesse espaço, as pessoas são privadas de direitos. Em oposição, há o espaço público onde as pessoas passam a ser indivíduos, portadores de direitos, compondo e participando de uma coletividade maior. Compreendidos os conceitos debilmente simplistas, resta olhar ao nosso redor para notar as faltas gravíssimas, de tão corriqueiras quase não damos conta, e de tão grosseiras que mais se assemelham a chacotas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Praia de Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro. A prefeitura constrói mesas e bancos de concreto, fixados no calçadão da praia. A luz do dia, ou melhor, ao sol inclemente do meio-dia, um sujeito senta-se com sua mãe nos bancos de uma mesa. Saca da bolsa um prego e uma marreta. Mira no centro da mesa e começa a dar marretadas, despreocupado com quem passa e observa a cena. Após uns minutos de trabalho, abre um guarda sol e o coloca no buraco que acabou de fazer. Eu me pergunto quem pediu para ele fazer esse buraco? Aliás, pra essa pergunta a resposta é até óbvia, muito provavelmente a mãe. A pergunta correta é quem autorizou fazer um buraco na mesa? Certamente não fui eu, menos ainda a prefeitura. Ainda tenho que me dar por satisfeita pelo bom senso do sujeito de furar a mesa no meio, pois poderia ser sem noção e tentar furar na quina por parecer mais estiloso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Achou bonito? Nessa mesma praia há coisa melhor! Um grupo de amigos fez um recuo de concreto, do calçadão para areia, e ainda instalaram um toldo. Tudo isso para poderem jogar seu carteado distintamente, com direito a farnéis nos finais de semana e churrasco em dias especiais. Churrasqueira e isopor? Fácil! Eles guardam ali na praia mesmo, pois também construíram um vazado com tampo e cadeado. Afinal, é chato ter que carregar as tralhas para lá e para cá, como burros com cangalhas. Muito mais cômodo ter tudo ali na praia mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Jardim São João, centro de Niterói, Rio de Janeiro. Sobre um caixote de maça gala um caderno e uma caneta. Fazendo do caixote mesa um sujeito sentado num banco. Em frente ao caixote um cartaz escrito “Frete”. Caso não dê para notar, trata-se do escritório do sujeito. Isso seria nada, não fizesse parte do escritório um telefone público. O sujeito reservava um telefone público para seu uso exclusivo. Numa tentativa desesperada de justificar tal ato identifico o problema na mania brasileira de apelidar as coisas. Quando se fala em telefone público, o público já dá a idéia. O nome “público” é uma dica para as pessoas entenderem que é direito de todos fazerem uso daquele objeto e/ou recurso. Contudo, ao apelidarem de orelhão, vê-se logo que a coisa é de quem dela se apropria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ouso dizer que o orelhão é um dos campeões do uso equivocado. Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, terceiro andar, há um telefone público. Neste instituto, mais do que em qualquer rua, as pessoas têm o dever de compreender as concepções de público e privado. Contudo, é triste notar que a compreensão em nada se reflete nas práticas. Caminhei em direção ao telefone para ligar para casa e uma menina me abordou. Perguntou-me se eu ia usar o telefone. Primeiramente, se vou ou não usar isso só diz respeito a mim. Mas, a fim de evitar antipatia, respondi que sim. A menina fez cara de aborrecida, e perguntou se eu não tinha celular. Meus olhos arregalaram, afinal, já era a segunda pergunta que eu não tinha necessidade de responder. Agarrei na mão de Deus, contei até mil, entoei mantras, cheguei ao nirvana, sorri falsamente e disse que tenho. Ela continuou a inconveniência dizendo que estava esperando uma ligação e que era muito importante. Alcancei que ela esperava uma ligação importante! Só não entendi o que eu tinha a ver com isso. Enfim, a graciosa estava apenas fazendo as inscrições de disciplina via telefone. O irmão em casa acessava a internet e dizia para ela quais eram as disciplinas disponíveis. Ela escolhia uma disciplina e desligava. Depois esperava ele ligar para confirmar se a inscrição foi efetivada. Em média nos inscrevemos em 7 disciplinas por semestre, dá para ter idéia do quanto ela privou as pessoas do uso daquele telefone.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não apenas porque sou abusada, mas interrompi sem cerimônia as inscrições dela. Falei com quem tinha que falar e depois fui embora. Claro, com os ouvidos nas costas aptos a captarem qualquer reclamação dela que me servisse de estopim para uma boa discussão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O interessante dessa discussão é que, caso você se incomode com esses atos tão simples, que em nada ferem a coletividade – penso que os que fazem uso inapropriado dos recursos públicos se alimentam dessa certeza - é logo taxado de chato, encrenqueiro, enjoado e outros mais. Aliás, o mais comum é a idéia da inveja. Ela abarca uma amplidão de possibilidades quase absurdas. De minha parte apenas desejo esclarecer que não tenho a menor intenção de mudar o mundo. Contudo, não me permito ficar calada diante da desordem. Menos ainda quando ela objetivamente me lesa e incomoda. Não vou ficar atônita assistindo ao caos.&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-2449664102109463454?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/2449664102109463454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=2449664102109463454&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2449664102109463454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2449664102109463454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2007/07/h-limites-entre-o-pblico-e-o-privado.html' title='Há limites entre o público e o privado?'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-3994701255733862117</id><published>2007-07-22T06:30:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T07:09:23.203-07:00</updated><title type='text'>Um mais um igual a dois</title><content type='html'>Hoje não há nada de original ou interessante para elaborar. Apenas pequenas constatações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como se esquivar da crise do setor aeroviário. Minha perspectiva será a da experiência, ou percepção pessoal, para que vocês possam dimensionar isso num contexto mais amplo e conseguir inserir os desastres recentes no contexto das reengenharias e flexibilizações no mercado de trabalho. Que me lance uma flecha quem consiga dissociar uma coisa da outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por acaso moro num condomínio construído para os aeroviários. Acompanho de perto a quantidade cada vez menor de pessoas empregadas na área que residem por aqui. Além da quantidade, a qualidade de vida dos trabalhadores da aviação, padrão econômico, decaiu drasticamente. Claro, muitos deles já estão aposentados. Mas um funcionário dessas empresas, na atualidade, não tem condições de comprar um imóvel aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 80 meus vizinhos eram comissários de bordo e funcionários administrativos de empresas diversas, das que consigo citar sem titubear: Vasp, Varig, Pan Air, Transbrasil, Luftansas e Air France.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil concluir que em 20 anos o país mudou. As mudanças não foram poucas. Mas aqui nos serve a mudança estrutural que dê conta do crescimento populacional. Direto ao ponto, se a população aumentou, se a estrutura precisa abarcar esse número crescido, como é possível o milagre da diminuição dos postos de trabalho? Há aí uma mágica, que embora não consigamos ver, não cabem dúvidas de que pagamos pelas conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exigência de qualificação é grande, o acúmulo de função e o crescimento da carga horária não são sutis, e a redução de direitos trabalhistas é enorme. Terceirizações, as famigeradas cooperativas, seja para segurança, seja para limpeza e demais serviços descentralizam a administração e se refletem num descompromisso de quem contrata para com quem é contratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nas vias do eu, um tanto chata, mas nem por isso irrelevante, é a da experiência que tive na universidade. Ofertas de estágio nas empresas aéreas, como atendente. Precisava estar matriculado, cumprir carga horária, ter inglês e espanhol fluente, boa aparência e em troca um benefício abaixo dos mais baixos estágios. Deve ser mesmo muito honroso trabalhar na aviação, de modo que a honra baste como retribuição pelo serviço prestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escusado seria dizer que dos estagiários, ao menos os que estudaram comigo, nenhum fora aproveitado. De seis em seis meses eram descartados. As vagas de estágio, portanto, eram constantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando do setor aeroviário parece até que ele é o culpado de tudo. Parece que ele inventou as adaptações do mercado de trabalho nos moldes neoliberais. Não mesmo! Se isso é o que deixei transparecer, cabe a minha retratação. O setor aeroviário é um simples exemplo, um entre vários possíveis. A saúde, a justiça, a segurança, tudo está dominado por esse processo atroz. O que enfatizo é que as modificações sociais não são impunes. Simples assim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-3994701255733862117?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/3994701255733862117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=3994701255733862117&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3994701255733862117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3994701255733862117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2007/07/um-mais-um-igual-dois.html' title='Um mais um igual a dois'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-7349113498926365481</id><published>2007-07-10T05:08:00.000-07:00</published><updated>2007-07-15T16:21:43.640-07:00</updated><title type='text'>O Pan-cada</title><content type='html'>No Rio de Janeiro só se ouve e só se fala numa única coisa: o Pan Americano. Imagino que no Brasil inteiro esteja ouvindo e falando a mesma coisa. Aliás, em outros países da América não deve ser diferente. Mas certamente o carioca é o único que fala com propriedade. Propriedade fruto das experiências recentes de ser a cidade que cedia os jogos.&lt;br /&gt;Não desmerecendo atletas e delegações, não desanimando torcedores nacionais e internacionais, mas essa idéia do Rio de Janeiro sediar o Pan Americano não anda sendo feliz. O preço de sediar os jogos é o desconforto, são transtornos diários nos preparos e tenho por certo que o ápice ainda está por vir.&lt;br /&gt;Gerar uma infraestrutura para abrigar um evento dessa proporção não parece viável as características do Rio de Janeiro. A cidade é maravilhosa, as praias são lindas, as paisagens deslumbrantes, os cariocas são agradáveis, mas nem tudo são flores.&lt;br /&gt;O rio de Janeiro tem problemas como quaisquer outras capitais mundiais, mas um problema no Brasil é diferente de um problema no resto do mundo. No Brasil um problema raramente é algo digno de solução, no máximo de um jeitinho.&lt;br /&gt;Então, se a cidade está inflada e não há espaços para construção de moradias e áreas de lazer, construímos uma vila do Pan na Zona Oeste. Remediado! Pra onde vai a merda que as pessoas irão cagar na Vila do Pan? Não interessa.&lt;br /&gt;A Zona Oeste só é próxima da Zona Oeste. Há algumas formas de chegar até lá, todas complicadas. Pode-se passar pelo túnel que desemboca na Rocinha ou pela Av. Niemayer. Em ambos os caminhos contempla-se de um lado o mar e mansões, e de outro a Favela da Rocinha e/ou o Morro do Vidigal. Ambos locais até bem calmos, contudo, ai do domínio público ficar fazendo gracinhas se o tiroteio não começa! Mas isso é condicional, pois regular mesmo é só o tráfego lento, por conta da desproporção entre quantidade de carros e capacidade das pistas. Mas isso já foi solucionado. Há um pedido para que os moradores da Barra evitem sair do bairro nos dias do evento. Simples assim!&lt;br /&gt;Há uma outra possibilidade que é a linha Amarela. Essa via sim é muito boa. E com um pedágio de três reais e tantos centavos não poderia ser diferente. Corta vários bairros pobres, algumas favelas, tudo calmo. Animado mesmo só trecho conhecido como Faixa de Gaza. Raras vezes passei por lá sem ser recepcionada por uma salva de tiros. Não é lenda, é tiro pra todo lado mesmo.&lt;br /&gt;Mas está tudo no jeito. As ruas estão sendo marcadas com uma faixa laranja. A idéia é fazer o trânsito fluir para o Pan Americano. Os motoristas que forem pegos trafegando pelas faixas exclusivas serão multados. Coitado dos inadvertidos! Eu to me alongando no transporte rodoviário, mas vou me eximmir de comentar sobre o aéreo, férreo ou marítimo. Em relação a transporte, muito bem esclareceu a linda e estimada Martha Suplicy: Relaxa e goza. ADORO!&lt;br /&gt;Não irei nem adentrar na idéia do abastecimento de produtos diversos, desde os mais básicos como água e alimentos, até os mais específicos como souvenires. Eles saem de um lugar e precisam chegar a outro. Como? Dá-se um jeito. Na madrugada tudo é possível.&lt;br /&gt;Já que madrugada veio a baila, é mesmo o momento em que alguns dormem e outros trabalham. A limpeza? O efetivo da comlurb não creio ser suficiente para dar conta de zelar pela boa conservação da cidade. Voluntários!&lt;br /&gt;E a saúde? Alguém acredita que não há ocorrências no Pan? Pois bem, quem pensava em tirar férias em Julho já está abraçando a causa: não tô podendo com o Pan. E não adianta apenas pessoal, pois ninguém opera milagres, o curandeirismo não é das práticas mais indicadas em hospitais. É preciso material, desde medicamentos aos de conservação. Normalmente esses são parcos nos hospitais, mas para receber o pan seria uma vergonha não ter nem gaze nem luvas descartáveis. A população carioca atura isso, mas os visitantes para o Pan não precisam.&lt;br /&gt;Mendigos? Não os vejo mais! Estão limpos, banhados, e isolados, quase como Lord ingleses, dos quais se ouve falar, mas nunca são vistos. Eles são talvez uma excentricidade dessa bonita cidade que lhes recebe de braços abertos.&lt;br /&gt;Violência? Tudo sob controle! Semanas em guerra no Complexo do Alemão. É pra fazer um combate efetivo ao tráfico de entorpecentes? Não exatamente. É pra deixar o pessoal sob controle, comportado, ao menos no período do Pan. Depois voltam a brincar de gato e rato. De verdade fico tranqüila mesmo, pois os policiais são tão parceiros dos traficantes que não creio que um deles faça a gracinha de estragar a brincadeira.&lt;br /&gt;Mais uma vez o Brasil se destaca mundialmente. Certamente é um dos poucos países onde um tal terrorismo que assola o mundo, ou a mente de norte-americanos, não existe. É um país vaselina, sem grandes animosidades externas. Nós não temos medo de um país inimigo. Os inimigos do Brasil são criados aqui mesmo. Não é sensacional? Por que ter medo de uma ameaça externa, se internamente podemos viver harmoniosamente com nossos inimigos? É sempre bom tê-los à vista.&lt;br /&gt;Eu tenho certeza que faremos um excelente Pan. O jeito consegue operar milagres, coisas inacreditáveis. Entre pequenos atrasos e leves desentendimentos, o resultado final do evento será positivo. Não tenho condições de especificar para quem. Mas em maior e menor escala haverão beneficiados. Mas por ora ando padecendo um bocado. Aos que verão as competições, boa diversão. Aos que participarão das competições, boa sorte. Aos que fazem o Pan acontecer, sucesso. Aos que não se encaixam em nenhuma dessas: paciência, muita paciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-7349113498926365481?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/7349113498926365481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=7349113498926365481&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7349113498926365481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/7349113498926365481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2007/07/o-pan-cada.html' title='O Pan-cada'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-939889898021488222</id><published>2007-06-23T05:54:00.000-07:00</published><updated>2007-06-23T05:57:57.730-07:00</updated><title type='text'>Aos juizes juízo</title><content type='html'>Se as notícias dos jornais conseguem nos fazer refletir, o que nos sobressai, entre escândalos políticos e índices alarmantes de violência e criminalidade, é a antiga e famigerada ineficiência da justiça. Tudo bem, as instituições do país não são exemplares, não ampliam e nem contribuem em grande medida para o que convém chamar democracia.&lt;br /&gt;A ineficiência não brotou em nossa sociedade, não dormimos na ordem e acordamos na desordem. É fruto de uma longa e tenebrosa história, que tem suas bases na colônia que Portugal instaurou no Brasil, na sua divisão do território em cesmarias e da produção mercantil para abastecimento de mercados externos. Esses são alguns dos possíveis fatores que podem ser elencados para a compreender a dificuldade do Brasil em se constituir como um estado-nação, de se inserir na modernidade estandartizada pela democracia e ideais universalistas. O malogro da constituição de uma esfera pública num território gestado consoante interesses estrangeiros e gerido por interesses privados tem reflexos atuais expressivos, sobretudo na posição do Brasil no cenário internacional. E internamente, bem podemos medir as conseqüências.&lt;br /&gt;No Brasil o que deveria ser terreno para a igualdade, a esfera pública, nunca passou de uma extensão da esfera privada. E o golpe mais fatal desse fracasso na distinção de uma esfera e uma privada foi a construção de uma ordem jurídica com membros recrutados da elite dominante e comprometidos com os interesses dessa mesma elite, numa concepção de fazer com que esse sistema altamente personalizado, onde o privado predomina, se perpetue.&lt;br /&gt;Os anos que se passaram, da constituição da república até hoje, não serviram de reparo para esse problema. Nem populismo, nem autoritarismo, nem golpe deram cabo da questão. A problemática da ordem jurídica, o distanciamento de uma normatização em prol de uma sociedade igualitária, ao invés de ser solucionada se complexificou. De resumo de sua incipiência fica o chavão de que de nada vale boas leis sem mecanismos que assegurem seu devido cumprimento. Mecanismos incluem instituições concretas e trabalho humano.&lt;br /&gt;A minha intenção não é a de denegrir a ordem jurídica, ao contrário, é clamar pela necessidade que essa se estabeleça de forma eficiente e condizente com a liberdade e igualdade asseguradas em leis a todos os elementos que compõem a nação.&lt;br /&gt;Mas como isso é possível quando um juiz tem poderes, acima do bem e do mal? Se todos são iguais, como um juiz não pode ser julgado, portanto, jamais punido? É uma imunidade que por um lado o distingue dos meros cidadãos, dando cabo do ideal de igualdade, e por outro aprioriza que o que quer que o juiz faça é legal. É daí que emanam excessos e confusões. Os excessos ficam por conta da arbitrariedade que do poder de decidir, dar um parecer que deveria se valer de uma reflexão que expressasse a coletividade, mas acaba dando voz aos interesses mais vis, pessoal, parental, religioso ou partidário. As confusões são as de aspectos morais e psicológicos. Quem investe na carreira de juiz o faz estritamente por interesse pessoal de gozar de uma série de regalias, de poder no sentido mais mesquinho. Ressalta o eu, detentor de uma legítima distinção social. O que nem a população, nem os juízes pregam é a concepção de que juízes são subordinados. Sim, subordinados a um ideal maior, a uma ordem, a um dever, a uma nação. Enquanto essa consciência não for internalizada como prática a ineficiência se perpetua. Claro esteja que há juízes que rezam, e muito bem, pela cartilha da ética. Contudo, não aparentam ser a maioria, e no mais das vezes atuam em questões periféricas, nas margens, de modo a não comprometer os grandes interesses de pequenos e poderosos grupos. Seus esforços são sempre embaçados pela má atuação dos que estão no miolo das esferas decisórias dos rumos da nação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-939889898021488222?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/939889898021488222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=939889898021488222&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/939889898021488222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/939889898021488222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2007/06/aos-juizes-juzo.html' title='Aos juizes juízo'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-4143359868699670477</id><published>2007-06-15T07:51:00.000-07:00</published><updated>2007-06-15T07:54:14.162-07:00</updated><title type='text'>Fazendo as malas</title><content type='html'>Adoro viajar. Até aí, nada demais. Adoro viajar com os amigos. Ainda não há nada de distinto. O caso é que gosto da viagem em si, da companhia dos amigos para ter com quem partilhar os momentos e os apetrechos. Sim, os apetrechos.&lt;br /&gt;Todos levam tralhas. Eu também, só que entre minhas tralhas está quase que exclusivamente minhas roupas. Nem sempre minha bagagem é a menor, contudo, é sempre a mais leve. Nunca levo produtos de higiene!&lt;br /&gt;Nada de sabonete, shampoo, condicionador, defrizzante, desodorante, pasta de dente, pente, creme hidratante, protetor solar, repelente, soro, aspirina ou qualquer outra coisa do tipo.&lt;br /&gt;Engana-se quem pensa que fico suada, fedida, sem lavar os cabelos, sem tomar banho, sem escovar os dentes, sem a pele protegida e hidratada. Ao contrário, uso todos os produtos possíveis e imagináveis, alguns dos quais nem disponho de similar em minha casa.&lt;br /&gt;É um hábito que adquiri há algum tempo e que venho me especializando. Funciona em duas possibilidades. A primeira é a de um estudo antropológico/sociológico de enquadrar meus amigos em nichos para tais e tais produtos. A segunda é a de, na experimentação, saber da qualidade do produto e se ele me satisfaz.&lt;br /&gt;Dessas suas possibilidade, nenhum produto é tão rico na análise quanto o shampoo. ADORO! Faz parte dessa análise a leitura do rótulo, composição, preço e modo de utilizar. É divertidíssimo.&lt;br /&gt;A primeira constatação é a de que eu sou a única de minhas amigas que tenho o cabelo NATURALMENTE cacheado, na linha crespo, claro e curto. Se eu fosse uma pessoa que me deixasse abater, ficaria realmente mal. Minhas amigas de viagem têm cabelos longos, no mais das vezes lisos e oleosos. Mas quando eu lavo meus cabelos com os shampoos delas nem noto tanta diferença. A maior diferença é mesmo o cheiro. Em verdade, shampoo é pra lavar o cabelo e essa conversa de frizz, cabelo rebelde, oleoso, e coisas mais são constatações, contudo, um produto que favoreça os cabelos assim ou assado ainda não faz parte das minhas crenças. Shampoo é pra lavar os cabelos, e ponto.&lt;br /&gt;Os condicionadores sim, têm diferenças enormes. As amigas suvinas têm aqueles potes enormes, condicionador em litros, com listras de cores variadas, denominados coquetel de frutas. Claro que uma fruta nunca passou nem de longe na composição desses produtos. As amigas mais dispendiosas compram condicionadores de potes modestos em tamanhos e preços exorbitantes. O coquetel tem que usar sem moderação, deixar agir por alguns minutos e enxaguar. Os demais têm que usar pouco, esfregar apenas nas pontas e em pouco tempo enxaguar. O de coquetel facilita mais o pentear, contudo, quando seco parece residual, pois fica um tanto áspero. Os demais não facilitam tanto o penteado, porém quando secam deixam os cabelos bem sedosos. E o cheiro? Quanta diferença! O coquetel fica um cheiro de gordura com desinfetante de pia, os demais têm cheiro próximo ao de shampoo, muito mais agradável.&lt;br /&gt;Os cremes para pele fazem mais diferença. Não aquela brincadeira de mal gosto de creme para pele negra, mas o de pele mais ou menos oleosa faz toda a diferença em relação a ficar mais ou menos ensebada.Tem a questão do rendimento, alguns precisam pouco e abrange uma grande região, outros é preciso uma besuntada generosa. E claro, mais uma vez, a grande diferença é o odor.&lt;br /&gt;O desodorante é algo revelador. Há mulheres que, por acreditarem transpirar demais, usam o desodorante masculino. Pessoalmente não curto o cheiro de macho dos desodorantes. O mesmo não pode ser dito em relação a perfumes em si. Mas desodorante masculino é aquele que conforme a pessoa transpira vai ficando um cheiro de jaula. Prefiro os femininos, quanto menos odor melhor. Me irritam os desodorantes que têm cheiro de talco. E também me dá enjôo os que têm perfume doce, como o de rosas, de flores, me dá vontade de cheirar um pinico de merda.&lt;br /&gt;O dentifrício já tenho predileção até na experimentação. Prefiro sempre em gel. Os que são em pasta têm o mesmo sabor, mesma cor e mesmo odor, todos desagradáveis. Em gel há verde, vermelho, azul, transparente com bolinhas brancas, azul clarinho, uma variedade. O sabor, já provei até um apimentado. O odor, vai desde menta até de guaraná. E assim é o lazer. Com tantas coisas para experimentar, é fácil supor que com amigas prevenidas vou a qualquer lugar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-4143359868699670477?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/4143359868699670477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=4143359868699670477&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4143359868699670477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/4143359868699670477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2007/06/fazendo-as-malas.html' title='Fazendo as malas'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-3364786931531148934</id><published>2007-06-06T04:40:00.000-07:00</published><updated>2007-06-06T04:58:27.262-07:00</updated><title type='text'>Você que vê coisas invisíveis / você que crê no todo poderoso</title><content type='html'>Essas frases são de uma música do grupo cidade negra. Tempo saudoso, em que o som tinha uma personalidade bem mais reggae e crítica social do que o pop mais meloso “pega leve”. E outra diferença crucial era o vocalista. Sim, pois esse é o personagem que em geral leva adiante o espírito da banda. Era um sujeito chamado Rás Bernardo. Por este nome não é difícil compor o layout dessa criatura. Dreads total e sempre trajando uma roupa que contivesse algum detalhe apologético como as cores jamaicanas ou ao líder do reggae mundial, Bob Marley. Nada contra Tony Garrido, afinal ele popularizou a banda. Mas penso que não ofende a ninguém explicitar que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Ainda mais quando as coisas são diferentes mesmo.&lt;br /&gt;Não sei ao certo quantos Cds a banda Cidade Negra tem. Nem me darei ao trabalho de me interar de tal coisa. Deles fiquei com dois Cds. Um com o Rás Bernardo, “Lute para viver”, o segundo da banda. E o outro, no esboço de mudança tanto no vocal quanto nos temperos da banda, “Sob todas as forças”, com o qual fizeram enorme sucesso de vendas.&lt;br /&gt;Com o título “Lute para Viver” já é possível intuir o quanto o trabalho tinha de crítica de ação. E é mesmo imperioso, tanto pelas letras muito bem resolvidas quanto sonoridade, menos mista e mais reggae. E as músicas são daquelas que vêem à mente sempre que nas circunstâncias do dia-a-dia o fardo social e político pesa sobre nossos ombros. As letras são do próprio Rás Bernardo, camelô na Baixada Fluminense, sujeito escolado, que vê e compreende as sutilezas e as grosserias da vida e consegue harmonizá-las numa música.O auge do meu comentário, minha loucura, é a letra “Falar a verdade”, escrita em meados 90. Eu tinha cerca de 12 anos quando ouvi pela primeira vez essa música e recordo que me deixou alucinada ficar pensando nesses paralelos, que verdade era essa. Como assim eu o ladrão? Invertia-se. Quem persegue quem? E quem é perseguido? Quem vê coisas invisíveis é maluco? E porquê não é maluco quem crê no poderoso e a partir dele vê o mundo. A Letra que nos faz pensar, indagar, refletir, refutar do primeiro ao último verso. Eu poderia escrever laudas e mais laudas sobre, mas quero lhes dar a oportunidade e o gosto de fazer por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Falar a Verdade"&lt;br /&gt;Vamos falar a verdade pra vocês&lt;br /&gt;Ei, ei, estamos aí (pro que der e vier)&lt;br /&gt;Ei, ei, estamos aí (pro que der e vier)&lt;br /&gt;A fim de saber a verdadeira verdade&lt;br /&gt;Estamos a fim de saber, a fim de saber&lt;br /&gt;Estamos a fim de saber, a fim de saber&lt;br /&gt;Você que luta para se manter&lt;br /&gt;Você que pede pra sobreviver&lt;br /&gt;Você que olha com toda curiosidade&lt;br /&gt;A fim de saber a verdadeira verdade&lt;br /&gt;Estamos a fim de saber, a fim de saber&lt;br /&gt;A fim de saber a verdadeira verdade&lt;br /&gt;Estamos a fim de saber, a fim de saber&lt;br /&gt;Ei, ei, estamos aí (pro que der e vier)&lt;br /&gt;Ei, ei, estamos aí (pro que der e vier)&lt;br /&gt;Você que foge como um ladrão&lt;br /&gt;Tentando se esquivar da perseguição&lt;br /&gt;Você que foge como um ladrão&lt;br /&gt;Tentando se esquivar da perseguição&lt;br /&gt;Você que anda pelo meio da rua&lt;br /&gt;Você que lê livros de mulher nua&lt;br /&gt;Você que vê coisa invisível&lt;br /&gt;Você que crê no todo poderoso&lt;br /&gt;Você que nasce (hou) você que cresce (hou)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-3364786931531148934?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/3364786931531148934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=3364786931531148934&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3364786931531148934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/3364786931531148934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2007/06/voc-que-v-coisas-invisveis-voc-que-cr.html' title='Você que vê coisas invisíveis / você que crê no todo poderoso'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-6445521356198046717</id><published>2007-06-01T08:06:00.001-07:00</published><updated>2007-06-01T08:12:40.323-07:00</updated><title type='text'>Preconceito Revisado</title><content type='html'>O preconceito está banalizado. A palavra preconceito já não é aplicada com o mesmo significado de quando fora forjada. O ordenamento de idéias que irei desenvolver envonlve lógica, filosofia, lingüística, senso comum e demais áreas do conhecimento, portanto, é chato e quem não tiver bagagem cultural ou paciência para acompanhar, por favor, pode parar a leitura por aqui. Para os que se julgam preparados, garanto no mínimo entretenimento.&lt;br /&gt;A palavra preconceito, se dividida tem o seguinte significado. Pré, é um prefixo de anterioridade, e conceito é um julgamento, entendimento, idéia ou opinião. Portanto, um conceito apriorístico, ou seja, um conceito anterior a sua existência.&lt;br /&gt;Em tese resumida, é um julgamento pronto, antes de julgar. E o preconceito foi se inserindo e se intensificando no vocabulário das pessoas. Toda postura, opinião, que não é consensual ou dita “correta” está condenada a ser classificada como preconceito.&lt;br /&gt;Se eu não gosto de um japonês, por exemplo, e deixo isso explícito, logo sou acusada de ter preconceito. Há aí um problema. Eu tenho todo o direito de gostar ou não das pessoas. Se terceiros tomam alguma característica aparente, visual, para justificar meu julgamento, a partir daí eu já não tenho mais nada a ver com isso.&lt;br /&gt;Essa ilustração é eficiente para perceber o quão automaticamente o preconceito é acionado. Tornou-se a coisa mais banal do mundo. Aliás, o sentido denotativo perde muito para conotativo. Não tenho convicção de que o preconceito possa ser descrito, num conceito fechado. Se alguém conseguir tal feito já tem uma fã.&lt;br /&gt;De mais e mais, deu para notar que quando se fala de preconceito a palavra puxa como um ímã um discurso racializado. Pessoalmente, compreendo raça como uma linhagem de características exclusivas, muito exclusivo a animais. Não diminuindo os animais, nem negando que o homem também seja um. O fato é que o preconceito racial como desenhado e disseminado pelo mundo eu o menosprezo como algo na categoria de um “determinismo oftalmológico”. A expressão é minha, pode espalhar pois me responsabilizo pelo que penso. Enfim, você age conforme o que você vê. Feche os olhos e toda a lógica do discurso racializado não funciona. É um defeito de fábrica. Quem invento tal coisa nunca pensou na fragilidade desses argumentos quando cai para a ordem dos sentidos. Não vendo as supostas diferenças, logo elas não existem. E vive-se bem com os olhos fechados para determinadas finalidades.&lt;br /&gt;Cotas para afro-descendentes? Não compreendo. É algo como reiterar, dar força, vigor para um discurso discriminatório, com base no “determinismo oftalmológico”. Cotas para cidadãos de baixa renda? Algo mais plausível. Compreendendo que se deve fazer acertos da base para o pico, um método cartesiano, do mais simples para o mais complexo. Em suma, acho um desperdício de esforços tanto alarde na educação superior enquanto o ensino de base fica num processo acelerado de pauperização.&lt;br /&gt;Percebem o preconceito caminha? Tem um conceito dinâmico demais para ser apreendido, e um uso tão diversificado que quem fala de preconceito de uma maneira, é compreendido por um conceito distinto, não correspondendo. É uma comunicação ruidosa demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-6445521356198046717?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/6445521356198046717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=6445521356198046717&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/6445521356198046717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/6445521356198046717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2007/06/preconceito-revisado.html' title='Preconceito Revisado'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5656147371613982549.post-2779227123102923440</id><published>2007-05-31T08:30:00.000-07:00</published><updated>2007-05-31T08:36:50.376-07:00</updated><title type='text'>Inauguração</title><content type='html'>Estou eu aqui de pernar abertas, digo, portas abertas.&lt;br /&gt;Já sou adepta a bloggers há anos. Contudo, há inovações virtuais que fazem com que a frequência dos bloggers oscile bastante. Nada foi tão fulminante quanto o advento orkut. Minhas visitas semanais passaram de cinco para menos vinte. Digo menos vinte porque meus cento e tantos amigos do orkut ficam na promessa de visitar meu blogger. Resolvi quantificar essa dívida.&lt;br /&gt;Então, primeiro post, está inaugurado um novo blogger linkado pelo orkut. Vejamos que efeito isso tem no número de visitantes. E mais, na inspiração de quem escreve.&lt;br /&gt;O layout é paupérrimo, categoria sofrível. Caso alguém se penalize e queira por caridade desenvolver algo com design mais apropriado, sou só agradecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5656147371613982549-2779227123102923440?l=pittyquepariu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/feeds/2779227123102923440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5656147371613982549&amp;postID=2779227123102923440&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2779227123102923440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5656147371613982549/posts/default/2779227123102923440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pittyquepariu.blogspot.com/2007/05/inaugurao.html' title='Inauguração'/><author><name>Pitty que Pariu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11335434633524702597</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-DuPc8gN8jzU/TiZUWOm2rOI/AAAAAAAABgM/OD9T3vGEV1w/s220/pitty.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
