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Mostrando postagens de Abril, 2015

Tudo em ordem, por ordem de quem?

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O urbano não foi uma semente que uma vez lançada no solo brotou. O que hoje entendemos, vemos e experimentamos como cidade é resultado de anos e anos de construção, ideias e relações. E como bem advertiu Weber, o que fez as pessoas se concentrarem no espaço não pode ser colocado exatamente no plano do acaso, afinal, as pressões, interdições e expulsões nos campos, onde as pessoas proviam sua subsistência, têm papel decisivo no processo de urbanização. Entre outros fatores como dotações materiais, produção, mão de obra e mercado, o urbano se realiza por firmes regras de comportamento, também muito conhecidas por civilidade. Dispensando os pomposos termos acadêmicos, miramos a realidade para pensar o quanto a moldura dos comportamentos é constitutiva do espaço urbano.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a prefeitura atua com uma secretaria de ordem pública (SEOP), um orgão regulador e fiscalizador da ordem econômica, das posturas municipais e da regulamentação do uso do espaço público. Não…

Arejando a Comunicação

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Crédito Imagem: Comercial da The American Telephone & Telegraph Company, de 1933. Mais tarde a empresa seria chamada simplesmente pela sigla – AT&T

Na primeira semana de abril a presidente Dilma Rousseff se encontrou com o presidente do Facebook Mark Zuckerberg. No encontro conversaram sobre ampliação da oferta de internet em localidades carentes. O projeto ainda está sendo elaborado, mas as críticas já estão prontas.
No contexto politico de governabilidade impraticável, escândalos de corrupção e retrocessos promovidos pela câmera, tudo e qualquer coisa é motivo para exaltação. E não por acaso, na mesma semana a mídia se debruçou em tom pessimista sobre os rumos do mercado, e em seguida anunciou demissões. As grandes empresas de comunicação excluíram de suas folhas de pagamentos centenas de profissionais, não poupando sequer celebridades, que atraem leitores mais pelo nome que pelo bom texto ou ideias.
Apesar do impacto imediato e das possíveis reverberações até mesma na form…

Urbe para infanto

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Manda o costume brasileiro guardar os feriados. E com tanto zelo que a véspera o e dia seguinte ao feriado se tornam um pouco feriado também. No escritório os que comparecem saem mais cedo. O setor público fica a mercê de um tal de ponto facultativo. As escolas se ajustam como podem ao calendário mínimo. E a população se organiza conforme as circunstâncias. Nesses dias "meio barro meio tijolo" calha das crianças ficarem à toa em casa, as mães ocupadas com afazeres domésticos e sem paciência, e os pais com pendências pra resolver na rua. O arranjo provável é o pai levar as crianças para a rua, e a conclusão em geral é de que a experiência não é muito boa, mas serve para pensar.

E lá se vai o pai ou a mãe para a rua com duas crianças. A caminhada na calçada é algo trivial, mas requer cuidados. O calçamento nem sempre é nivelado, as garagens nem sempre são devidamente sinalizadas, alguns carros estacionam sobre a calçada obrigando o pedestre a ganhar a rua, e as vezes a altura…