Ah é de manhã / É de madrugada / É de manhã

Hoje acordei cedo. Muito cedo! Aquela preguiça, aquela indecisão, aquela confusão pra alinhar as obrigações e enfim dei o pontapé inicial. Me vesti e ganhei o mundo. Mas saí meio que em estado de graça. Isso quer dizer que as coisas acontecem no tempo que costumam acontecer, porém eu registro tudo em slow motion.

Dei partida no carro e lá fui eu absorta. Não sei ao certo se fiz muitas ou poucas barberagens, mas as fiz. Nada muito perigoso, afinal de contas quando é cedo não há muitos veículos na rua e dá pra transitar como se a rua fosse só nossa.

Subi a ponte Rio/Niterói e registrava o visual. Era uma espécie de luta que se travava na paisagem. A noite insistindo em permanecer e o dia forçando para entrar. Essa violência era um espetáculo. No céu azul turquesa de uma madrugada alguns raios de sol contornavam as nuvens num tom entre o rosa e alaranjado.

A vontade era de parar o carro e tirar uma foto. Daquelas em que a gente fica anos e anos se gabando por ter conseguido captar algo muito especial. Mas não era prudente parar na ponte e descer do carro para tirar uma fotografia. Faço idéia do esporro que os funcionários da Ponte S/A iriam me dar. Então eu entendi que a magia do céu era mesmo uma dádiva para os que acordaram cedo. Não pude registrar a imagem, mas ao menos transmito a emoção nessas parcas linhas.

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