Meio confuso falar do Meio Ambiente

Vivemos um período em que os analistas que têm ejaculação precoce já chamam de pós-neoliberalismo. Deixemos que eles se divirtam em detectar o presente como passado e o futuro como presente, sem que sequer acreditem que esse presente virá. Tratemos de algo que está na ordem do dia, a preservação ambiental.
O primeiro fator a ser levado em consideração é que, estejamos onde estivermos, fazendo o que for, o mundo ta dando suas voltinhas. Se você ficar de olho ele gira, se piscas ele gira também. Essa frase pode parecer, e até é, imbecil. Mas ela identifica um tanto da postura de quem vos escreve. Anotem!
Quando em 1945 bombas atômicas foram arrogante e covardemente lançada sobre as cidades de Hiroxima e Nagasaki, o mundo se estarreceu com o seu poder de destruição. As regiões afetadas, excluindo as inestimáveis perdas humanas, sofreram e ainda sofrem com impactos ambientais. Sem adentrar nas especificidades de clima, terreno e vegetação, as bombas foram decisivas para as pararem pra pensar nas questões ambientais.
Desses dois bombardeios para cá, outras bombas foram criadas, algumas lançadas, e outras testadas. E a cada desenvolvimento no setor de “destruição e ameaça”, maiores e mais exaltados são os alardes que o meio ambiente está sendo castigado. Fato!
Quando falam que as reservas de águas são finitas eu acredito. Mas não tomo como uma verdade absoluta, não estoco água nos bolsos nem escovo os dentes com caneca. Afinal, moramos num planeta comporto de 70% de água. A maior parte é salgada, mas é água. Que desenvolvam processos de dessalinização. É estúpido eu falar assim? Certamente, mas é melhor do que tomar banho a seco.
Quando falam que o aquecimento global é um fenômeno que ameaça a humanidade, degrada o meio ambiente, que é impulsionado pelo aumento de consumo material, da produção de lixo, da quantidade de automóveis, da criação do gado e tudo o mais, eu acredito. Mas eu não visto a culpa como um manto e me junto a um grupo de franciscanos que pregam uma alimentação frugal e vida desapegada dos bens materiais.
O american way of life é lindo, mas não contempla a humanidade equanimemente. Os papéis sociais numa perspectiva mundial são opostos e sem equivalência numérica. O cálculo é cruel! Para fazer um milionário é preciso centenas, e talvez até milhares, de miseráveis. Para um país degradar é preciso um continente para preservar. A conscientização dos problemas ambientais é mais do que necessária, é uma postura responsável e ponderada, é um reflexo de respeito a si e ao próximo, uma orientação também em prol das gerações futuras. Mas por favor, não façam pouco caso do meu discernimento com gráficos e estatísticas apocalípticas e com mudanças de hábitos drásticas.
De tudo o que se prega em prol da preservação do meio ambiente é o fato de que raramente consideram o homem como um ser natural. Parece que ele é um elemento que foi colocado na natureza para combate-la. O ser humano não é posto numa cadeia, num ciclo, de modo que viver passa a ser necessariamente uma agressão ao meio. Uma arara azul tem direito de nascer, crescer, com a ajuda de ambientalistas e biólogos se reproduzir, e para o lamento da humanidade fechar o seu ciclo morrendo. Ela grita e não polui sonoramente. Ela come várias sementes e frutas, mas não estraga nem extingue nada. Ela excreta, mas deve até ser cheiroso. Agora eu não posso dar uma simples barrigada que já poluí a baia de Guanabara. Como assim? Eu vou de carro de um lado ao outro da cidade e já condenei o ar que respiramos a um ar que nos envenena. Eu vou até parar de escrever, pois pra quem não sabe o computador além de aquecer, utiliza a energia que pode ser do petróleo (fonte esgotável), nuclear (Se eu ouvir soar a emergência em Angra já rezo encomendo a minha alma. Pra você vê como a ecologia em algum momento alcança a religião) ou hidráulica (sabe Deus o impacto social e ambiental dessa uma barragem). Isso tudo sem falar nos componentes, minérios incontáveis. E a fabricação? Essa emana é calor, gera lixo, polui mesmo. Não é ecologicamente correto viver num mundo pós-neoliberal, definitivamente. Vou pular pra outro galho, porque esse aqui já deu.

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